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Secretaria mantém sigilo sobre ida de Bruno e Macarrão ao Rio para audiência

BrunoA Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) mantém guardado a sete chaves o esquema montado para levar o goleiro Bruno Fernandes, de 25 anos, e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, nesta semana ao Rio de Janeiro. Quinta-feira, às 14h, ocorre na capital fluminense audiência de instrução e julgamento do processo, de 2009, em que os dois são acusados pelos crimes de sequestro e lesão corporal contra Eliza Samudio, de 25. A dupla está presa na penintenciária de segurança máxima Nelson Hungria, em Contagem, desde 9 de julho, e também responde, na Justiça mineira, pelo suposto assassinato da modelo, ex-amante do jogador e desaparecida desde o início de junho.

A Seds afirma que o sigilo sobre o deslocamento de Bruno e Macarrão ao Rio é uma medida de segurança. O transporte de presos ocorre normalmente por via terrestre, mas o órgão estadual não descarta, neste caso, a possibilidade de usar avião. Durante a audiência, o juiz Marco José Marcos Couto, da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, vai ouvir cinco testemunhas arroladas pelo Ministério Público (MP). Já as da defesa participarão de outra sessão, ainda sem data marcada. A denúncia oferecida pelo MP aponta que Bruno teria exigido que Eliza, na época grávida de cinco meses, abortasse o suposto filho do casal. E que, posteriormente, teria sido sequestrada, mantida em cárcere privada e executada.

Perícia paralela

Exames de DNA feitos em pigmentos semelhantes a sangue encontrados numa corda que poderia ter sido usada no assassinato de Eliza Samudio não acusaram a presença de DNA humano na amostra. O material foi recolhido na casa do ex-policial Marcos Aparecido de Oliveira, o Bola, pelo médico-legista alagoano George Sanguinetti, contratado pela defesa para fazer uma perícia paralela. A análise foi do Laboratório de DNA Forense da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). “Não encontramos material genético humano em nenhum dos cinco cotonetes trazidos por Sanguinetti”, ressalta o chefe do laboratório, Luiz Antônio Ferreira da Silva. Os bastonetes colheram resíduospor fricção na corda.

Falta averiguar ainda se fios de cabelo que compõem a amostra são de Eliza. Silva explica que, como os fios estão sem o bulbo (raiz capilar), para se chegar a um resultado preciso haverá necessidade de um exame mais detalhado. “Teremos que recolher amostras dos pais da modelo para fazer o confronto genético”, declara. Numa primeira avaliação, Sanguinetti havia afirmado se tratar de dois fios femininos, longos, pintados em preto e castanho.

Ele agora diz que aguarda o aval da defesa para dar continuidade aos trabalhos, investigando manchas de sangue na Land Rover de Bruno, usada, de acordo com o laudo da Polícia Civil, para transportar Eliza do Rio de Janeiro a Esmeraldas. O advogado de Bola, Zanone Manuel de Oliveira Júnior deu carta branca para o perito e aguarda resposta da Justiça, que tem a posse do veículo. Quanto aos exames, Zanone comemora: “É mais uma prova de que Eliza Samudio nunca pisou na casa do meu cliente.”

Original em: http://www.uai.com.br/

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Defesa de Bruno convida perito do caso PC Farias para atuar no processo

Ricardo Molina afirmou que analisa documento para decidir se participa de investigação
O advogado do goleiro Bruno, Ércio Quaresma, convidou o perito criminal Ricardo Molina a participar da investigação paralela do caso Eliza Samudio. Molina foi procurado pela defesa do jogador em seu escritório na segunda-feira (16) e disse estar analisando o processo para decidir se aceita, ou não, a proposta.

– Eu estou avaliando o processo e vendo que tipos de documentos vou precisar. Antes eu preciso ver em que solo estou pisando. Eu só trabalho devagar, com pressa eu não faço nada. O processo é complexo, tem seis volumes.

Molina ficou conhecido ao participar da perícia de casos famosos como o assassinato de PC Farias e a Chacina de Eldorado dos Carajás.

Quaresma publicou a intenção de contratar o perito particular em sua página do Twitter: “Estive em Campinas hoje no escritório do Dr. Ricardo Molina. Depositei nas mãos do mesmo uma cópia integral do processo “Caso Bruno”.

O legista alagoano George Sanguinetti foi contratado pela defesa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, para fazer uma perícia paralela. Ele esteve na casa do suspeito de matar e ocultar o corpo de Eliza Samudio, em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte, no último sábado (14).

Para fazer o trabalho, Sanguinetti afirmou que seguirá a “curiosidade de perito” e colherá tudo o que achar necessário – objetos, amostras de terra e de partes da construção – para compor o laudo.

A ex-amante de Bruno, Eliza Samudio, está desaparecida desde o início de junho. Nove suspeitos estão presos e um menor de 17 anos, que revelou detalhes do crime, está apreendido em Minas Gerais.

Original em: http://noticias.r7.com/

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Resultados de perícia paralela podem demorar

O resultado dos exames de DNA nos fios de cabelo encontrados numa corda que estava na casa do ex-policial, feito num laboratório em Alagoas pode demorar mais do que a defesa imaginava. Nesta terça-feira o médico-legista e professor de medicina legal da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), George Sanguinetti, contratado pela defesa de Bola, disse que a parte mais importante do fio para a realização do DNA, o bulbo capiloso (raiz do cabelo) não foi encontrado. Com isso, o material colhido durante varredura no sábado passado pelo legista na casa de Bola, em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte, foi submetido a exames no Núcleo de DNA Forense da (UFAL). “Os trabalhos são mais complexos, mas ainda assim é possível descobrir o código genético”, explicou Sanguinetti.

Ele confirmou também que os fios encontrados na casa do ex-policial, um da cor preta e outros castanho, pertenciam a uma mulher. “Além do tamanho, que é pouco comum para homens, ainda estavam pintados. As análises prévias definiram que os pêlos são femininos”, disse. As amostras de terra, colhidas em nove pontos da casa de Bola, durante perícia que a imprensa não teve acesso, são analisadas por um laboratório de biologia molecular, também em Alagoas. A defesa de Bola deve pedir à Justiça que seja informada a quantidade de sangue encontrada dentro da Land Rover do jogador, onde segundo a polícia, o adolescente J. de 17 anos, teria agredido Eliza com três coronhadas. “Dependendo do volume atestado pela perícia mineira, muda muita coisa, porque a jovem pode ter morrido dentro do carro. Relatos do tio do menor dão conta de que houve exposição de massa cefálica dentro do veículo”, disse Sanguinetti.

Na tentativa da defesa em desqualificar as provas produzidas pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais, o advogado do goleiro Bruno Fernandes, Ércio Quaresma, acionou o perito Ricardo Molina, dono de um laboratório especializado na realização de perícias em materiais de áudio, vídeo e documentos em geral em Campinas.

Original em: http://www.uai.com.br/

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Advogados de Bruno vão tentar anular provas na Justiça

Os advogados de defesa dos acusados da morte da jovem Eliza Samudio se preparam para tentar anular, no Tribunal do Júri, as provas reunidas pela polícia mineira ao longo de um mês de investigação. O goleiro Bruno Fernandes, afastado do Flamengo, e outros sete réus podem pegar até 42 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, seqüestro e cárcere privado qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Para o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos (Bola), a pena pedida é de 33 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Responsável pela defesa do goleiro e da maior parte dos envolvidos no crime, o advogado Ércio Quaresma amanheceu nesta segunda-feira em Campinas, em São Paulo, para uma reunião com peritos do Centro de Criminalística da Unicamp. O objetivo de Quaresma é reunir elementos para apresentar, na Justiça, uma “contra-perícia” para questionar as provas materiais e testemunhais colhidas pela polícia e que fundamentam a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais.

“O trabalho da Policia Civil de Minas Gerais é questionável. Eles não encontraram nenhuma prova concreta para incriminar ou deixar alguém preso. A maioria das perícias realizadas pela polícia mineira será alvo de abordagens paralelas da defesa”, adiantou Quaresma, que, desde a fase das investigações, tentar desqualificar depoimentos e evidências apontadas pelos investigadores contra o goleiro e os demais acusados.

Quaresma também recorreu a outro advogado experiente para traçar a estratégia de defesa de seus clientes. Na semana passada, o advogado mineiro teve encontro com Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, figura freqüente em casos de grande repercussão no Distrito Federal. “Kakay é meu amigo pessoal. Tivemos um encontro informal”, despistou Quaresma.

Ataque às provas – Encarregado da defesa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de ser o executor de Eliza Samudio, o advogado Zanone Manoel de Oliveira Júnior vai tentar livrar seu cliente apostando na tese de que a vítima nunca esteve no local onde, segundo a polícia, ocorreu o assassinato.

Em entrevista a VEJA.com, Zanone Júnior afirmou que as investigações paralelas para provar que Bola é inocente estão em andamento. “Não há provas de que a Eliza esteve na casa de meu cliente. Nem a própria polícia civil conseguiu levantar provas da passagem da moça pelo imóvel”, afirmou Zanone, que contratou, como assistente da defesa, o perito criminal George Sanguinetti.

Sanguinetti e Zanone pretendem pedir autorização aos advogados de Bruno para realizar perícias no sítio do jogador, em Esmeraldas. O perito já esteve no sítio em Vespasiano, onde Eliza supostamente foi assassinada, e recolheu material para confrontar os indícios apresentados pela polícia e pelo Ministério Público.

Junto com Bruno, foram denunciados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, seqüestro e cárcere privado qualificado, ocultação de cadáver e corrupção de menor o amigo do jogador, Luiz Henrique Romão (Macarrão), Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza (Coxinha), Daianne Rodrigues do Carmo Souza (mulher de Bruno), Elenílson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales e Fernanda Gomes de Castro. Todos os réus estão presos em Minas Gerais. O menor J., primo do jogador e primeiro a afirmar à polícia que Eliza tinha sido assassinada, recebeu sentença de internação por ter participado do seqüestro e do homicídio de Eliza e está em uma unidade para menores em Belo Horizonte.

Original em: http://veja.abril.com.br/

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Materiais recolhidos na casa de Bola são levados a laboratório de Maceió

Resultados devem ser divulgados na próxima quarta-feira (18).
Perito Sanguinetti esteve em BH para ajudar na investigação paralela.

Os resultados dos exames feitos nos fios de cabelo e em uma corda que estariam na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, devem ser divulgados ainda nesta semana, de acordo com o perito contratado pela defesa, George Sanguinetti. Os materiais foram encaminhados por ele ao Laboratório de DNA Forense da Universidade Federal de Alagoas, em Maceió. Esses indícios foram recolhidos na casa do Bola, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte.
O chefe do laboratório, Luiz Antônio Ferreira da Silva, disse que recebeu os materiais na manhã desta segunda-feira (16) e que deverá enviar os resultados a Sanguinetti até a próxima quarta-feira (18). “É preciso fazer as extrações de DNA, caso existam. E esse processo é demorado”, explicou Silva.

Sanguinetti conversou com a reportagem do G1, nesta segunda-feira (16), por telefone, da capital alagoana. Segundo ele, a volta ao Nordeste foi antecipada por conta dos exames. Anteriormente, o perito havia dito que ficaria em Belo Horizonte até quinta-feira (19).

Questionado sobre o porquê de ter retornado a Maceió antes da data prevista, Sanguinetti disse que vive uma situação complicada como perito contratado pela defesa. “Estar aqui (em Maceió) é melhor porque as coisas ficam mais guardadas”, disse.

Ele falou também que pretende recolher indícios para análise no sítio de Bruno Fernandes, em Esmeraldas, na Grande BH. Esse trabalho, segundo o advogado de defesa de Bola, Zanone Manuel Oliveira Júnior, só poderá ser feito depois que for pedida uma autorização aos advogados do ex-goleiro. “Queremos uma perícia paralela na Range Rover”, destacou Júnior.

Júnior disse que, para isso, vai ter que pedir à juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, para ter acesso à caminhonete.

Entenda o caso

O goleiro Bruno é réu no processo que investiga a morte de Eliza Samudio. A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra Bruno e outros oito envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza. A última prisão ocorreu nesta quinta-feira (5). Fernanda Gomes de Castro, namorada de Bruno, foi presa em Minas Gerais.

O goleiro Bruno; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro vão responder na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o único que responderá por dois crimes. Bola foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Todos os acusados negam o crime. As penas podem ultrapassar 30 anos.

O adolescente de 17 anos, envolvido no caso, vai ficar internado por tempo indeterminado, até um limite máximo de três anos, por atos infracionais equivalentes a homicídio, sequestro e cárcere privado.

A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva de todos os acusados. Com essa medida, eles devem permanecer na cadeia até o fim do julgamento.
Em 2009, Eliza teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.

A polícia mineira começou a investigar o sumiço de Eliza em 24 de junho, depois de receber denúncias de que uma mulher foi agredida e morta perto do sítio de Bruno.

A jovem falou pela última vez com parentes e amigas no início de junho.

O corpo de Eliza não foi encontrado. Mas os delegados consideram a jovem morta. Todos negam envolvimento no caso.

Original em: http://g1.globo.com/

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Perito diz que assassinato de Eliza é 'virtual'

O médico-legista alagoano George Sanguinetti pretende fazer a contraprova de todas as perícias feitas pelo Instituto de Criminalística de Minas nas investigações do Caso Bruno, a começar pela casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, de 47 anos, que teria estrangulado, esquartejado e alimentado seus cães com partes do corpo da ex-amante do goleiro, Eliza Samudio.

Nesta sexta, o advogado do preso, Zanone Manuel de Oliveira Júnior, vai descongelar e enterrar cinco cães da raça rottweiler que estavam doentes e foram sacrificados, pois o perito assistente não considera importante qualquer tipo de exame nos animais, por não haver pêlos ou unhas da vítima. Mesmo porque, segundo Zanone, a história dos cães nem foi citada na denúncia oferecida pelo Ministério Público.

Sanguinetti pretende ficar 10 dias em Minas e levar materiais para analisar em laboratório de Alagoas.
A perícia feita na Lande Rover de Bruno também será refeita. A Polícia Civil detectou manchas de sangue de Eliza no veículo e também do adolescente de 17 anos, primo do goleiro, que confessou tê-la agredida a coronhadas e lutado com a mesma. “Queremos saber se o sangue é realmente de Eliza. Também vamos fazer a contraprova do exame de DNA que a polícia fez no menor com base na saliva que ele deixou num copo descartável”, disse o perito. Para ele, seu trabalho mais importante será na casa de Bola, em Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde segundo declarações do menor o ex-policial teria matado Eliza. Sanguinetti questionou o fato de não haver nenhum respingo de sangue na casa. “Esse caso, se me permite a expressão, é um assassinato virtual. Não há materialidade alguma de homicídio. A soma dos vestígios resultam em indícios, que fundamentam a materialidade, mas não temos nem vestígios”, disse o perito. Mas, se encontrar alguma prova que fundamente o trabalho da polícia, Sanguenetti adiantou que não a revelará.

Provas

O perito e o advogado deram entrevista à imprensa no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG) de Contagem. O advogado Zanone informou que tem como provar que seu cliente não matou Eliza, mas que pretende apresentar os álibis no momento oportuno, ou seja, na hora do julgamento. Segundo ele, o processo somente seria arquivado se a própria Eliza aparecesse viva. “O meu cliente estava em um local com muitas pessoas na data e horário em que o crime teria ocorrido, em 10 de junho”, disse o defensor, que pretende entrar nesta sexta-feira com habeas corpus no Tribunal de Justiça de Minas pedindo a liberdade de seu cliente.

O processo já tem cerca de 3 mil páginas e será estudado pelo advogado e o perito em buscas de falhas na investigação e possíveis provas que possam inocentar Bola. A expectativa deles é que o Tribunal de Justiça decrete a incompetência do fórum de Contagem para julgar o caso, pois o crime, segundo a polícia e o próprio Ministério Público em sua denúncia, ocorreu em Vespasiano.

Zanone disse que vai orientar seu cliente a permanecer em silêncio, assim como na fase do inquérito, e também não prestar depoimento à Justiça. “Ele somente vai falar para o seu juiz natural, que é o povo, representado pelos jurados na hora do julgamento”, disse. A assessoria de imprensa da Policia Civil de Minas informou que a corporação não vai se pronunciar sobre as intervenções de Sanguinetti no Caso Bruno.

Original em: http://www.uai.com.br/

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Inquérito de 1,6 mil páginas indicia Bruno por 6 crimes

Delegado Edson Moreira concluiu o inquérito

O delegado Edson Moreira confirmou, ao deixar o Departamento de Investigações de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) nesta quinta-feira, em Belo Horizonte, que o inquérito sobre o desaparecimento e a suposta morte de Eliza Samudio foi concluído. O texto, de 1,6 mil páginas e três anexos, será entregue amanhã cedo para o promotor Gustavo Fantini, do Ministério Público de Contagem, na região metropolitana. O inquérito indicia o goleiro Bruno de Souza, do Flamengo, por seis crimes.

O ex-capitão rubro-negro será indiciado por homicídio, sequestro, cárcere privado, ocultação de cadáver, formação de quadrilha e corrupção de menores. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, Elenilson Vitor da Silva, Sérgio Rosa Sales e Fernanda Gomes Castro também foram indiciados pelos mesmos crimes.

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi indiciado por homicídio qualificado, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.

Segundo as investigações, Macarrão, o menor primo de Bruno, Sérgio, Wemerson e Flávio têm envolvimento no sequestro de Eliza, no cárcere privado e no transporte dela até a casa de Bola, onde a polícia acredita que ela foi assassinada. Bola foi o executor. Dayanne, que é mulher de Bruno, e Fernanda, cuidaram do filho da ex-amante em diferentes momentos.

Depoimentos
Como provas testemunhais o delegado se baseou nos depoimentos dos primos de Bruno, principalmente. O adolescente de 17 anos, que foi apreendido na casa do goleiro no Rio de Janeiro, é para a polícia quem mais fielmente descreveu todas as cenas que envolvem o crime, desde o sequestro dela no dia 4 de junho até a morte, no dia 9 de junho. O fato dele ter mudado o depoimento na última vez que foi ouvido, durante acareação no DIHPP, não alterou o relatório policial. O depoimento dado pelo jovem na Vara da Infância e Juventude de Contagem foi anexado ao inquérito.

Outro depoimento que a polícia tomou como primordial é o de Sérgio Rosa Sales, o Camelo, que afirmou durante três vezes ter visto Eliza no sítio de Bruno, em Esmeraldas, e também visto ela sendo levada pelo menor e por Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, na noite do dia 9 de junho, para a casa de Bola, em Vespasiano, onde ela teria sido estrangulada. Segundo a polícia, Sérgio narrou com detalhes, nos depoimentos, diálogos entre Macarrão, Bruno e o menor logo após Eliza ter sido morta.

Além do laudo do Instituto de Criminalística de Belo Horizonte, que atestou a presença do sangue de Eliza no carro de Bruno, apreendido no dia 8 de junho, a polícia anexou ao inquérito relatórios com o cruzamento de ligações telefônicas feitas entre os suspeitos, principalmente Bola; dados dos deslocamento do jipe Range Rover do goleiro registrados em GPS; arquivos do computador pessoal de Eliza nos quais foram gravadas conversas dela com amigas relatando ameaças; e também dados de arquivos periciados pelo IC encontrados em um computador de Macarrão.

Bruno raspa o cabelo
O goleiro Bruno Souza raspou a cabeça no presídio de Contagem (MG), informou nesta quinta-feira a Secretaria de Defesa Social. O cabelo do atleta foi queimado na sua frente, nesta semana, como garantia de que não seria usado em um exame de DNA. O jogador se recusou a fornecer material para o teste. Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também teve os cabelos raspados. Os outros cinco homens presos por suspeita de envolvimento no caso já tiveram cabeça raspada, conforme a secretaria.

O caso
Eliza desapareceu no dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estava lá. A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayanne Souza foi presa. Contudo, após conseguir um alvará, foi colocada em liberdade. O bebê foi entregue ao avô materno.

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em depoimento, admitiu participação no crime. Segundo o delegado-geral do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) de Minas Gerais, Edson Moreira, o menor apreendido relatou que o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, estrangulou Eliza até a morte e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Os três negam participação no desaparecimento. A versão do goleiro e da mulher é de que Eliza abandonou o filho. No dia 8, a avó materna obteve a guarda judicial da criança.

Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte
Foto: Ney Rubens/Especial para Terra
Original em: http://noticias.terra.com.br/

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Inquérito será entregue na sexta; Bruno deve ser indiciado

O goleiro Bruno, preso pela suposta morte da ex-amante Eliza Samúdio, raspou a cabeça no presídio de Contagem

O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação de Homicídios (DIHPP) da Polícia Civil em Belo Horizonte, encaminhará nesta sexta-feira para o promotor Gustavo Fantini, do Ministério Público de Contagem, na região metropolitana, o inquérito que apura o desaparecimento e suposta morte de Eliza Silva Samudio, 25 anos, ex-amante do goleiro Bruno.

Segundo informou uma fonte ligada às investigações, no relatório escrito por Moreira “estão faltando somente as assinaturas das autoridades policiais” envolvidas. O delegado deverá indiciar o goleiro pelos crimes de sequestro, cárcere privado e homicídio. Para Moreira, não há dúvidas que o atleta é o mandante do crime.

Mesmo sem o corpo ou partes dele terem sido encontrados, o delegado relatará no inquérito que as provas testemunhais e também técnicas indicam que Eliza teria sido morta pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que será indiciado por homicídio e ocultação de cadáver.

Como provas testemunhais o delegado se baseará nos depoimentos dos primos de Bruno, principalmente. O adolescente de 17 anos, que foi apreendido na casa do goleiro no Rio de Janeiro, é para a polícia quem mais fielmente descreveu todos as cenas que envolvem o crime, desde o sequestro dela no dia 4 de junho até a morte, no dia 9 de junho. O fato dele ter mudado o depoimento na última vez que foi ouvido, durante acareação no DIHPP, não alterará o relatório policial. O depoimento dado pelo jovem na Vara da Infância e Juventude de Contagem será anexado ao inquérito.

Outro depoimento que a polícia tomará como primordial é o de Sérgio Rosa Sales, o Camelo, que afirmou durante três vezes ter visto Eliza no sítio de Bruno, em Esmeraldas, e também visto ela sendo levada pelo menor e por Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, na noite do dia 9 de junho, para a casa de Bola, em Vespasiano, onde ela teria sido estrangulada. Sérgio narrou com detalhes, nos depoimentos, diálogos entre Macarrão, Bruno e o menor logo após Eliza ter sido morta.

Além do laudo do Instituto de Criminalística de Belo Horizonte, que atestou a presença do sangue de Eliza no carro de Bruno, apreendido no dia 8 de junho, a polícia vai anexar ao inquérito relatórios com o cruzamento de ligações telefônicas feitas entre os suspeitos, principalmente Bola; dados dos deslocamento do jipe Range Rover do goleiro registrados em GPS; arquivos do computador pessoal de Eliza nos quais foram gravadas conversas dela com amigas relatando ameaças; e também dados de arquivos periciados pelo IC encontrados em um computador de Macarrão, que também deverá ser indiciado pelos crimes de sequestro, cárcere privado e homicídio.

No relatório que será encaminhado para o MP, o delegado Edson Moreira descreverá a participação de cada suspeito no crime. A ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, 23 anos, será indiciada por ter tentado esconder o filho de Eliza, o bebê de cinco meses, logo que a polícia recebeu denúncias da morte dela, e também pelo fato de ter colaborado com os suspeitos ao não denunciar o sumiço da jovem.

Fernanda Gomes Castro, 31 anos, uma das namoradas de Bruno, também será indiciada por participação no sequestro de Eliza. Ela disse em depoimento que cuidou do bebê quando ele e Eliza estavam na casa do goleiro no Rio de Janeiro, entre os dias 4 e 5 de junho.

O caso
Eliza desapareceu no dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estava lá. A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayanne Souza foi presa. Contudo, após conseguir um alvará, foi colocada em liberdade. O bebê foi entregue ao avô materno.

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em depoimento, admitiu participação no crime. Segundo o delegado-geral do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) de Minas Gerais, Edson Moreira, o menor apreendido relatou que o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, estrangulou Eliza até a morte e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Os três negam participação no desaparecimento. A versão do goleiro e da mulher é de que Eliza abandonou o filho. No dia 8, a avó materna obteve a guarda judicial da criança.

Original em: http://noticias.terra.com.br/

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Perna encontrada em SP vai passar por exame de DNA para saber se era de Eliza

Membro encontrado estava cortado na altura de joelho e tinha 20 cm
Uma perna encontrada nas margens do rio Tietê, em Botucatu (SP), no dia 3 de julho vai ser enviada ao Instituto de Criminalística nesta quinta-feira (29) para averiguar por meio de exame de DNA se ela era do corpo de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, desaparecida desde junho.

A perna encontrada estava cortada na altura de joelho e tinha 20 cm. O membro tem pele branca e aparenta ser de uma pessoa de 50 a 60 anos, segundo os policiais que o retiraram da água. As unhas estavam pintadas com esmalte cor de rosa.

Nenhuma outra parte do corpo foi encontrada, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública)

Segundo o delegado Celso Olindo, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Botucatu, a Polícia Civil de Minas Gerais praticamente descartou que a perna fosse de Eliza por ter sido encontrado em uma cidade distante de Minas Gerais. Botucatu fica a cerca de 280 km da divisa com Minas Gerais.

Olindo diz ter entrado em contato com o delegado Edson Moreira, que comanda as investigações do caso Eliza, depois de constatar que não havia ninguém desaparecido em Botucatu.

Original em: http://noticias.r7.com/

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Bruno e Eliza: sangue encontrado no colchão do sítio não é de Samudio


O laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais apontou que não é de Eliza Samudio o sangue encontrado em um colchão de um quarto do sítio do goleiro Bruno Souza. De acordo com o exame, a substância sanguínea é de uma mulher, mas o mapeamento do DNA não é o mesmo da modelo paranaense. Segundo as investigações, ela foi assassinada em 9 de junho.

A polícia encontrou o sangue na Casa de Campo Família Souza, propriedade do jogador do Flamengo no condomínio Turmalina, em Esmeraldas, no dia 13 de julho. Na ocasião, os agentes faziam buscas no local pela segunda vez, pois já haviam coletado material na casa em 27 de junho, no início da investigação.

O resultado causou um clima de decepção entre os policiais que trabalham no caso. Para o chefe do Departamento de Investigações (DI), Edson Moreira, o sangue pode ser sido “plantado” no quarto para atrapalhar o trabalho da polícia mineira. Internamente, o delegado comentou que contava com a compatibilidade do DNA para fortalecer o depoimento de um dos presos. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, disse à polícia que Eliza, ferida, ficou cinco dias trancada em um quarto do sítio, de onde teria sido tirada para ser morta.

— Na primeira busca feita no sítio, não foi vista a substância. Na segunda, já encontramos essa, que foi analisada. No período em que ficamos sem ir à casa, o sangue pode ter sido colocado lá para atrapalhar o nosso inquérito — ponderou Moreira.

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