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Senasp realiza curso de local de crime em Arapiraca

A Polícia Civil de Alagoas informou na manhã desta segunda-feira (24), que ainda há vagas disponíveis para o curso Local de Crime – Nível Operador, em Arapiraca.

Os interessados em participar da capacitação, que ocorrerá nos dias 28 e 29 de maio, devem enviar um e-mail para dgpc@pc.al.gov.br.

Com o curso presencial, com 16 horas/aula, a Secretaria Nacional de Segurança Pública visa treinar e qualificar delegados, agentes e escrivãs, da região e cidades circunvizinhas, nas seguintes disciplinas: Noções de perícia em local de crime, Providências preliminares de local crime, Preservação e Isolamento, Relacionamento com a mídia, Investigação preliminar e Relatório de Local de Crime. 

Original em: http://www.jaenoticia.com.br

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Divulgar endereço errado na imprensa gera dano moral

A divulgação de endereço errado pela imprensa, indicando local de crime, pode causar aflição e constrangimento na pessoa prejudicada. Ainda mais se o local for conhecido por pessoas que lhe requisitam trabalho de serviços domésticos, atividade em que a questão da confiança é fundamental.

O entendimento fez com que a 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reformasse sentença que negou dano moral a uma moradora de Porto Alegre que teve o seu endereço divulgado de forma equivocada por dois jornais do Grupo RBS. Com a decisão, a autora vai receber, a título de reparação moral, R$ 4 mil.

O desembargador Eugênio Facchini Neto, que relatou a Apelação, afirmou no acórdão que ficou incontroverso o equívoco dos jornais, que indicaram o número da casa da autora como sendo aquele em que os corpos foram encontrados.

Facchini admitiu que o fato, em si, não foi desonroso para a autora, mas, pelas condições, seria possível intuir que tenha ficado abalada com a situação. Afinal, destacou, ela passou a angustiar-se, imaginando que, diante da notícia publicada, o mundo inteiro estava imaginando que em sua residência ocorrera um duplo homicídio.

Para o desembargador-relator, quando se avalia a existência de danos morais, é preciso levar em consideração as circunstâncias específicas da vítima, evitando projetar os valores e a visão de mundo do julgador. O acórdão foi lavrado na sessão do dia 9 de outubro.

O caso
Nerline Rejane Paz da Silva contou à Justiça que os jornais Diário Gaúcho e Zero Hora, ambos pertencentes à RBS, publicaram no dia 10 de agosto de 2009 uma reportagem sobre duplo homicídio ocorrido no Bairro Rubem Berta, zona norte de Porto Alegre. Ao invés de indicarem com precisão o endereço onde foram encontrados os corpos, ambos os veículos informaram o número de sua residência, que fica no lado oposto da rua onde ocorreu o crime.

A citação do seu endereço como sendo o local do fato criminoso, informou na inicial, lhe acarretou inúmeros constrangimentos, já que trabalha em casa de família. Como a reportagem teve grande repercussão, muitos vieram lhe indagar sobre o ocorrido, causando-lhe vergonha e aborrecimentos, inclusive a seus familiares.

Em face do episódio, pediu retratação e a condenação dos veículos em dano moral, em valor a ser arbitrado pelo juízo.

Em sua defesa, a RBS argumentou que, em momento algum, imputou à autora qualquer suspeita de prática de crime, sequer divulgando sua imagem ou nome, de forma a causar abalo emocional. Garantiu que os limites da liberdade de expressão foram estritamente observados, narrando os fatos conforme informado pela autoridade policial.

Sentença improcedente
O juiz Jorge Alberto Vescia Corssac, da Vara Cível do Foro Regional Alto Petrópolis, em Porto Alegre, afirmou na sentença que o conteúdo das reportagens não retrata fato injurioso ou difamatório.

Na percepção do juiz, o conjunto probatório, igualmente, não indica qualquer mácula à imagem da autora. Ao contrário, os depoimentos prestados em juízo afirmam, de modo uníssono, que a honra da autora não foi abalada. O fato nem mesmo lhe teria causado constrangimentos.

‘‘Assim, por situar-se nos limites do direito de informar, a ação da ré não descreve ilícito, sendo desse modo insusceptível ao fim de fundamentar responsabilidade civil’’, fulminou o julgador.

Clique aqui para ler a sentença e aqui para ler o acórdão.

Original em: http://www.conjur.com.br por Por Jomar Martins

Jomar Martins é correspondente da revista Consultor Jurídico no Rio Grande do Sul.

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Cursos de Extensão – confira

CIÊNCIAS FORENSES
GENÉTICA FORENSE – DO CRIME AO DNA

PALESTRANTE:
Dr.ª Selma Sallenave – Perito Criminal do Instituto de Pesquisas e Perícias em Genética Forense.

LOCAL:
CEPAF Centro de Estudos Preparatório Álvaro Fernandes – Avenida Presidente Kennedy nº 321 – 3 andar – Centro – São Gonçalo (próximo ao PROMOINFO) – telefone 38567800-38567878

DATA E HORÁRIO:
Dia 24 de agosto de 2013 sábado – 8:00 h às 17h:30 h.

VALOR:
ATÉ 30 DE JULHO: R$ 120,00
ATÉ 24 DE AGOSTO: 130,00

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CSI – INVESTIGANDO A CENA DO CRIME
ANÁLISE ATRAVÉS DE SIMULAÇÃO

PALESTRANTE:
Julio César Almeida de Oliveira – Perito do Exército.

LOCAL:
Hotel Golden Park – Rua do Russel nº 374 – Glória – Rio de Janeiro – RJ (próximo ao metrô GLÓRIA)

DATA E HORÁRIO:
Dia 31 de agosto de 2013, sábado – 8:00h às 17h:30h.

ATÉ 30 DE JULHO:  R$ 130,00
ATÉ 30 DE AGOSTO: 140,00

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A FOTOGRAFIA NA CIÊNCIA FORENSE

PALESTRANTE:
Antonio Carlos Veras Paes – Biólogo Forense(Universidade Castelo Branco) e Fotógrafo Forense (Escola Superior de Criminalística e Ciências Policiais)

LOCAL:
CEPAF Centro de Estudos Preparatório Álvaro Fernandes – Avenida Presidente Kennedy nº 321 – 3 andar – Centro – São Gonçalo (próximo ao PROMOINFO)

Telefone 38567800-38567878

DATA E HORÁRIO:
Dia 07 E 08 de setembro de 2013, sábado e domingo – 8:00h às 17h:30h.

ATÉ 10 DE AGOSTO: R$ 180,00
ATÉ 07 DE SETEMBRO: 200,00

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PSICOLOGIA CRIMINAL
MENTES CRIMINOSAS

PALESTRANTE:
Gilvan Silva Ferreira – Psicólogo lotado na Delegacia de Homicídios da PCRJ formado em interrogatório pelo FBI.

LOCAL:
Hotel Golden Park – Rua do Russel nº 374 – Glória – Rio de Janeiro – RJ (próximo ao metrô GLÓRIA)

DATA E HORÁRIO:
Dia 28 de setembro de 2013 sábado – 8:00 h às 17h:30 h.

ATÉ 30 DE AGOSTO: R$ 120,00
ATÉ 27 DE SETEMBRO: 130,00

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FORMAS DE PAGAMENTOS:

Depósito do valor integral ou PagSeguro (veja instruções abaixo).
INSTRUÇÕES: Após se inscrever no site http://www.bioforense.com.br/, o aluno terá a opção de realizar o pagamento via PagSeguro ou via depósito(no site e encontram-se discriminados os meios de pagamento) .
Após depositar o valor integral, com desconto (até a data prevista para o desconto) ou sem desconto (até a véspera do dia do curso) para garantir a vaga, enviar a cópia do comprovante digitalizado ou fotografado para extensaobioforense@gmail.com.br e levar o comprovante original no dia do curso.
Dados para depósito: CEF: Caixa Econômica Federal / Agência: 0209 / Operação: 003 / Conta Corrente: 0329-9 – BIOFORENSE PROJETOS EDUCACIONAIS / CNPJ: 09.212.139/0001-73.

COORDENAÇÃO: Drª Janyra Oliveira-Costa

INFORMAÇÕES:

extensaobioforense@gmail.com

rodrigomacedoconsult@bol.com.br

janyraento@bol.com.br

TELEFONES:

(21) 2282-5486 (Atendimento 2ª, 4ª e 6ª – 11 às 16 h)

(21)8073-1517(TIM) /(21)9831-4041 (VIVO)/ (21) 9199-5414 (CLARO)/ (21) 8594-7727 (OI)

 

Original recebido por email

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Fernanda: Família processará Estado por não preservar local

A família da estudante de Direito, Fernanda Lages Veras, encontrada morta em agosto de 2011, irá processará o Estado sobre os erros cometidos na falta de preservação do local de crime.

 “Vamos processo o Estado, quem está cuidado disso é nosso advogado Lucas Villa, não sei os detalhes, mas entendo que tem e deve ser processado, porque não posso processar a delegacia, por exemplo, que tinha que preservar o local de crime e não houve essa preservação”, destacou a tia da vítima, Cassandra Veras.
O pai de Fernanda, Paulo Veras, afirma que continua com sua convicção de que a filha não se suicidou. “Foi homicídio, isso nunca saiu nem por um instante da minha mente, por conhecer a personalidade da minha filha, não passava pela cabeça de forma alguma, eu podia não conhecer as amizades, mas conhecia minha filha”, destacou.

Ele disse que alguns pontos tem que ser esclarecidos. “Por que um policial civil trocou a senha do netbook dela? Por que eles encontraram o pelo de um homem, a testemunha viu que tinha três pessoas na frente do prédio antes, sendo que ele conseguiu ver a tatuagem na perna da Fernanda e não sabe quem é o homem? Se a PF teve 100% de certeza que a Nayra estava no local antes, com esse homem, então ela mentiu no depoimento?”, questionaram Paulo e Cassandra.
A família avisa que vai aguardar os próximos passos do Ministério Público que deve solicitar à Polícia Civil novas diligências. “Nós acreditamos na instituição Ministério Público e nosso advogado já solicitou algumas diligências aos promotores. Nós ainda temos esperança, que encontrem esse homem e esclareça o que a Fernanda estava fazendo lá, porque não acreditamos que o crime tenha sido planejado, mas que tenha havido um descontrole da situação que culminou na morte da Fernanda”, finalizou Cassandra.Original em: http://www.cidadeverde.com

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Peritos criminais alertam para a preservação de cenas de crime

Tarde de sábado, 13 de outubro, fazenda Canoas, zona rural de Rio Largo, as fitas zebradas isolando parte da mata denunciam que naquele local um crime tinha acabado de ser cometido, um homem tinha sido encontrado assassinado. No mesmo dia, poucas horas depois, um acidente de trânsito com vitima fatal em Arapiraca, no interior do estado, também precisou ser isolado com o mesmo tipo de fita.

Nos dois casos, o isolamento do local é essencial para o trabalho desenvolvido pelos peritos criminais para localizar vestígios que identifiquem a causa e como o crime aconteceu. Mas nem sempre isso é possível, por isso o Instituto de Criminalística faz um alerta. Muitos casos deixam de ser solucionados por causa da má preservação das cenas onde o crime aconteceu.

Para a direção do órgão, o maior problema ainda é a violação da cena de crime por populares curiosos ocasionados pela cultura de que no Brasil investigação pericial em local de crime não dá em nada. Mas segundo o diretor do IC, José Veras, que também é instrutor do curso relatório de local de crime, essa visão é totalmente errada, além de embasar as investigações, a não preservação dos locais de morte é considerado crime previsto no Artigo 347 do Código Penal.

“Muitas vezes quando o perito e sua equipe chegam, encontram o local descaracterizado, com os vestígios contaminados, modificados e até mesmo destruídos. Essa ação, muitas vezes ocasionadas pela falta de informação, prejudica os levantamentos e a elaboração dos laudos dos peritos que poderiam apontar as causas das mortes”, alertou Veras.

O perito explicou que o local do crime deve ser isolado e preservado pela primeira guarnição que chega a cena do crime. Nem os policiais estão autorizados a mexer no local. Se houver vítima ferida, os policiais devem verificar se há sinais de vida e se constatar o óbito deve imediatamente isolar não só o corpo, mas toda a área que visualmente ele percebeu que continha algum tipo de vestígio.

“Apenas os peritos do IC é que devem realizar o exame no local e no corpo da vítima, se várias pessoas entram na área pode, por exemplo, haver alteração na posição dos vestígios, como projeteis, e manchas de sangue. Se o perito perceber que houve mudança na cena do crime, ele vai informar no seu laudo até que certo ponto o nível dessa descaracterização comprometeu a conclusão da dinâmica do evento e do laudo”, explicou o diretor.

São tantos casos da falta e do mau isolamento da cena do crime, que o a direção do Instituto de Criminalística pensa em realizar um trabalho de mudança no conceito de visualização para preservação dos vestígios, plantando uma nova cultura de investigação na sociedade e nos outros órgãos de segurança pública em Alagoas.

A ideia segundo o diretor José Veras é disseminar a importância do ato de isolar e preservar o local do crime, tornando o local seguro e tranquilo para que o perito criminal possa desenvolver processos e ações para encontrar vestígios. Essa visão de entender o isolamento permitirá ao perito localizar os vestígios deixados na cena do crime intactos e idôneos, a partir da forma como ele foi produzido no momento em que o crime aconteceu.

Fonte: Aarão José/ POAL

Original em: http://www.alagoas24horas.com.br

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A inviolabilidade do local do crime

Todos os dias a sociedade se vê em meio a um local de crime que deve ao máximo ser preservado até a chegada da perícia técnica do Instituto de Criminalística. Cabe aos agentes da lei, no caso os policiais militares, que são os primeiros a chegar ao local, a preservação, nos seus mínimos detalhes, para não prejudicar o trabalho de investigação.

Os locais de crimes na Região Metropolitana de Belém se constituem numa verdadeira “Torre de Babel” com interesses de pessoas que nada tem haver com o momento, mas que movidos por uma curiosidade mórbida, mesmo antes da chegada da perícia, tornam em 90% os locais inidôneos.

Especialistas concluem que na maioria dos casos, o cadáver da vítima, quase sempre disposto e exposto de forma desagradável, produz um forte impacto psicológico em todos os atores que acabam protagonizando uma cena inusitada, para quem de longe observa.

Neste caso, se aliam os que lá estão presentes, mas não deveriam estar (curiosos, crianças), os que estão presentes por força do ofício (policiais, peritos, técnicos e imprensa) e os que deveriam estar presentes (testemunhas, família), mas em geral, para não se comprometer, não estão.

Renomados juristas classificam por “crime” toda a ação ou omissão ilícita, culpável e tipificada na norma penal, existindo o que eles chama de “Triângulo do Crime”, a saber: a vítima, o criminoso e o local em que se desenrolou o crime.

No entender do jurista Eraldo Rabello, um local de crime “se constitui em um livro extremamente frágil e delicado, cujas páginas, por terem a consistência de poeira, se desfazem, não raro, ao simples toque de mãos imprudentes, inábeis ou negligentes, perdendo-se desse modo para sempre, os dados preciosos que ocultavam à espera da argúcia dos peritos”.

Uma das grandes preocupações de peritos criminais é com relação a dois segmentos do local de crime classificados como “corpo de delito” e “vestígios”. O corpo de delito é para a perícia o elemento principal de um local de crime onde demandam os “vestígios”, que certamente vão convergir para as evidências consideradas importantes para o início das investigações.

No local de uma perícia criminal é comum se ouvir palavras como “vestígios”, “evidências” e “indícios”, todas consideradas de grande importância para se definir o agente causador de um crime e, por esta razão, devem estar preservadas até a chegada do perito responsável pela coleta.

A situação é uma exigência legal do Código de Processo Penal e modificações introduzidas pela Lei 8.862/94, conforme podemos verificar no artigo 6º, inciso I: “Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das coisas, até a chegada dos peritos criminais”.

Uma das maiores dificuldades dos peritos criminais em nosso Estado acaba sendo inidoneidade dos locais de crime. No entanto, existe um procedimento padrão que tem como base o primeiro policial que chegar à ocorrência, isolar o local do crime.

Os demais policiais preservam o local até a chegada da policia judiciária, que solicita a perícia e garante a segurança dos peritos, apreendendo objetos que possam estar relacionados ao crime e, finalmente, os peritos criminais, que após a perícia juntam todas as informações que farão parte do inquérito policial.

O isolamento adequado representa um dos elementos mais importantes para a investigação criminal. Qualquer alteração, por mais ínfima que seja, deve ser evitada, fato que vai dar condições para que os peritos cheguem a uma conclusão sobre o que ocorreu no local do crime.

UM LOCAL PARA POUCOS

Durante seis meses, nossa equipe acompanhou uma sequência de homicídios e acidentes de trânsito com vítimas fatais, verificando as normas legais que permeiam a atividade dos peritos criminais que em muitos dos casos devido à inidoneidade do “local de crime” apenas trabalham com o básico.

Policiais militares argumentam que têm dificuldades em manter idôneo o local de crime, uma vez que ao chegarem à situação, dezenas de pessoas já macularam o local. “Quando nós chegamos ao local do crime pessoas alheias à situação e os próprios familiares já tocaram no corpo, retiraram documentos e indícios que seriam úteis à perícia”, afirma um policial militar ouvido pelo DIÁRIO.

Mas a situação grave acontece nos acidentes de trânsito com vítima fatal. O fato considerado como “acidente” pode na realidade ter sido um suicídio ou homicídio. Daí a necessidade do isolamento abranger os veículos envolvidos na ocorrência, assim como as vítimas.

A técnica prevê a preservação das marcas no leito da via, especialmente as marcas de frenagem que podem dar uma ideia aproximada da velocidade em que os veículos trafegavam durante o acidente sendo aconselhável dispor de sinalizadores adequados para preservar todos os vestígios da ocorrência e até, se for o caso, a interrupção completa do trânsito em toda extensão da via.

Um dos principais problemas com vítima fatal acontece em rodovias de grande movimentação como a BR-316 e Alça Viária e, neste caso, para a segurança dos agentes públicos e da perícia é autorizado “desfazer” o local, removendo tanto vítima como veículo estando este ato amparado pela Lei 5970.

Local de crime não é uma festa popular

O corpo e os objetos que fazem parte da cena do crime são intocáveis até a chegada da equipe do Instituto de Criminalística, que faz a perícia no ambiente e remove o cadáver. Este processo, em geral, nas grandes cidades, costuma demorar mais de uma hora. Tempo suficiente para que o local se torne espetáculo para pessoas curiosas que nada tem haver com a situação.

O DIÁRIO tentou observar, durante 90 dias, o perfil de pessoas que vão para um local de crime, principalmente na Região Metropolitana de Belém. Em geral, são moradores das redondezas, mas há também curiosos que vêm até de outro bairro, distante três quilômetros.

Em um dos casos, a reportagem teve grande dificuldade de estacionar o carro próximo ao ocorrido, devido à grande quantidade de pessoas. Entre os espectadores, principalmente em crimes depois das 23h, é comum encontrar até crianças de colo nos braços de mães, que se acotovelam tentando encontrar um melhor ângulo de observação.

A “festa” que se forma em redor do cadáver somente se dispersa quando o carro do Instituto de Criminalística deixa o local. Em um homicídio no bairro do Jaderlândia, em Ananindeua, uma cena chamou atenção das equipes de reportagem e agentes públicos. Um grupo de cinco crianças, na faixa entre 6 e 10 anos, todos munidos de celulares, fotografavam e filmavam a cena. O fato passou a ser contido por delegados da Divisão de Homicídios, que orientados, chegam até a ameaçar de prisão pais que teimam em deixar seus filhos nas cenas de violência.

Segundo a Polícia Civil, o resultado da investigação depende inicialmente do trabalho que é feito pelo Instituto de Criminalística, que não pode ser prejudicado pela alteração da cena do crime. “A investigação é um quebra-cabeça a ser montado, onde ali você tem vestígios, muito deles coletados no local do crime, como um projétil de arma de fogo, um estojo, um cartucho, uma arma utilizada, saliva, sangue, sêmen, fio de cabelo, entre tantas evidências”, afirma uma delegada.

Uma situação prejudicial é com relação a curiosos e até mesmo policiais de folga que, ao passar por um local de crime, querem ver o rosto ou marcas de tatuagens na vítima. A imprensa também não passa despercebida devido a forma como atua. “Os jornalistas, apesar de estarem a trabalho, também não deveriam ficar na área isolada, como costuma ocorrer”, reclama um perito do Instituto de Criminalística.

(Diário do Pará)

Original em: http://www.diariodopara.com.br/

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Perita defende uso de reagente e diz que local do crime foi bem preservado

Segundo ela, manchas de sangue na porta de apartamento indicam que Isabella foi ferida fora do imóvel, o que elimina versão de roubo

O terceiro dia do julgamento havia começado com o depoimento da perita Rosângela Monteiro. Em um dos pontos altos do dia, Rosângela revelou um dos maiores trunfos da acusação: as marcas de sujeira na camiseta que Alexandre Nardoni usava na noite do crime só poderiam ter surgido se ele tivesse passado as mãos pelo buraco na tela da janela de seu apartamento segurando algo que pesasse 25 quilos, o peso de Isabella.

Só dessa forma é que o contato da tela com a camiseta produziria a marca detectada pela perícia. Ou seja, não bastava Alexandre Nardoni se aproximar da tela para ver o buraco ao supostamente descobrir que a filha havia caído do 6.º andar, em março de 2008 ? uma das teses da defesa para explicar as marcas na roupa. “Não bastava encostar na tela. É preciso jogar algo de pelo menos 25 quilos”, disse.

Rosângela estava depondo havia uma hora quando contou a conclusão. Ela começou a fala com um claro recado para a defesa do casal Nardoni. “Esse foi o local de crime mais bem preservado em que já atuei”, afirmou, como resposta a uma das perguntas do juiz Maurício Fossen.

Ela prosseguiu com uma aula sobre o uso de reagentes químicos e luzes forenses. Disse que o Bluestar (reagente) é usado para detectar vestígios de sangue, enquanto o Hexagon-Obit (outro reagente) é aplicado para saber se as manchas são ou não de sangue humano. Ambos foram usados no apartamento dos Nardonis, mas não indiscriminadamente, como chegou a dizer a defesa.

“O reagente você só aplica nas manchas latentes, o que para nós quer dizer invisíveis a olho nu”, explicou. Rosângela diz que o perito plantonista chegou à cena do crime com a tarefa de apurar um roubo seguido de morte. O primeiro sinal de que essa versão não correspondia aos fatos veio quando ele observou uma gota de sangue na soleira da porta do apartamento. “Estava evidente ali que a vítima tinha sido ferida fora do apartamento. As demais manchas visíveis de sangue nos indicavam uma sequência, que termina na janela do quarto”, afirmou Rosângela.

A perita também afastou qualquer descuido na análise dos acessos ao Edifício London. “Fotografamos os muros, que tinham de 2 metros a quase 5 metros, e todos os portões de acesso. Está tudo no laudo”, asseverou. A perita confirmou que as gotas de sangue encontradas no apartamento caíram de uma altura superior a 1,25 metro. As manchas, salientou, tinham característica “estática”, ou seja, caíram de alguém que era carregado no colo. “Verificamos a possibilidade de Isabella ter entrado caminhando no apartamento com um ferimento na testa, mas o ponto hemorrágico ficaria abaixo de 1,25 metro.”

Réus. Enquanto Rosângela falava, Alexandre Nardoni colocava o dedo na boca. Demonstrava interesse nas explicações e chegou a mover a cadeira para olhar fotos da camiseta exibidos em um telão. A mulher parecia tensa. Anna Jatobá permaneceu sempre com o cabelo preso.

O promotor Francisco José Cembranelli, enquanto isso, destacava para os jurados a experiência de 24 anos, como perita, da testemunha. E aproveitava o depoimento para questioná-la sobre possíveis alegações da defesa na estratégia de desacreditar os laudos criminais.

Pela segunda vez durante o julgamento do caso um dos sete jurados se manifestou. Ele pediu ao juiz para fazer uma pergunta à testemunha. O jurado disse que queria saber se a camiseta examinada pela perícia era a que Nardoni usava na noite do crime. “Sim. Sabemos que era ela pelas imagens da televisão”, disse Rosângela.

Original em: http://www.estadao.com.br

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Perícia analisa fios de cabelo e pelos achados em Hilux

Estará pronto na próxima segunda-feira (22)  o resultado do laudo pericial do local do crime onde foram mortos os quatro chineses, encontrados no domingo (7), em uma estrada carroçável, em Macaíba, região metropolitana da capital. A Tribuna do Norte, com exclusividade, antecipou o resultado do laudo. Adamo Luiz Costa Batista, perito criminal do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) irá assinar o documento que pode ajudar a polícia a preencher algumas lacunas.

Nem dentro nem fora do veículo foram encontradas marcas de tiros. Havia vestígios de sangue

De acordo com o perito, infelizmente, não foram encontradas impressões digitais  na caminhonete Hilux  que pudessem ajudar a polícia a chegar, com mais facilidade até aos assassinos.

No veículo, o perito localizou fios de cabelo e pelos. “Os fios eram pretos e compridos, provavelmente, das próprias vítimas. Encaminhei para análise”.

Nem dentro, nem fora do carro foram encontradas marcas de tiros. Vestígios de sangue foram localizados na lataria da caminhonete (do lado de fora). “Foram algumas gotículas de sangue”.

A caminhonete foi encontrada próxima dos corpos. “Isso nos mostra que as vítimas foram executadas fora do veículo”. Também não foi localizado nada na caminhonete que leve a perícia a acreditar que houve luta corporal, entre, criminosos e vítimas.

Quanto à arma utilizada para matar as vítimas, como a Tribuna do Norte havia publicado, anteriormente, foi mesmo um revólver de calibre compatível com um 38.

Apesar de ter sido divulgado na imprensa que  o local do crime havia sido limpo pelos criminosos, após a execução das vítimas, o laudo revela, exatamente, o contrário. “Foram encontrados vários projéteis. Um dos fragmentos de uma das balas estava localizado no soutien  de uma das mulheres”.

Questionado se os chineses teriam sido torturados antes de morrer, Adamo  Luiz desconsidera esta possibilidade. “Não encontramos nada que nos levasse a levantar esta possibilidade. Nenhum objeto contundente”. Mas, o perito afirmou que o estado de putrefação dos corpos prejudica algum tipo de análise mais aprofundada. “Com o estado dos corpos em decomposição, alguns detalhes podem ter sido  mascarados”.

A Hilux de cor prata e placas, NNP/ RN 8866 era conduzida por  Jin Warguai, 39, proprietário do veículo e, segundo fontes da Tribuna do Norte, era ele que estava de posse de uma grande quantia em dinheiro, cerca de US$ 100 mil.

Wangay e Zhon Maozlen, 36 eram donos da loja, JMF Variedades, no Alecrim. Já o casal Lixong Lin, 36, Zhang Haiyan, 38 eram proprietários da loja Gold Sol, também  no Alecrim. Na  tarde de ontem, ambas as lojas continuavam fechadas.

O delegado Ronaldo Gomes, titular da Delegacia Especializada em Investigação ao Crime Organizado (Deicor) que preside o inquérito policial onde se apura a morte dos chineses irá receber o laudo na segunda-feira pela manhã.

De acordo com informações da polícia, agentes da Deicor continuam investigando o crime. Há informações de que a polícia já possui alguns nomes de possíveis suspeitos.

Original em: http://tribunadonorte.com.br

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Roger Ancillotti: Autonomia para peritos

Rio – O local (a cena) do crime é do perito. O chefe da Polícia Civil do estado, Allan Turnowski, apontou como uma das causas do não esclarecimento dos homicídios a falta da preservação do local do crime.

A abordagem das ciências forenses com relação ao homicídio começa com a análise do local. São peritos nas mais diversas profissões/especializações e os médicos legistas acionados em áreas como acidentes de trânsito, balística forense, engenharia legal, informática, genética forense (DNA) e meio ambiente, entre outras. Na Medicina Legal, temos exames de lesões corporais, sexologia, necropsia, toxicologia e odontologia.

Os peritos integram os órgãos de segurança, em sua atividade investigativo-científica. Diferentemente dos policiais, cuja função se alicerça na suspeita e na acusação, os juízes de Direito e peritos se baseiam na imparcialidade de aferição das provas. Onde não há autonomia, são mal remunerados e a maioria, no nosso estado, tem de bom o excelente preparo.

O despreparo dos agentes da autoridade no Brasil, o baixo nível de escolaridade do cidadão médio, o número de peritos insuficiente e políticas que desprestigiam a autonomia administrativa, patrimonial, técnica e funcional deste segmento, colabora com o fato de o local de crime ser criminosamente desfeito.

O presidente Lula, sensível, em 17 de setembro, sancionou lei que determina “no exercício da atividade de perícia oficial de natureza criminal, é assegurado autonomia técnica, científica e funcional, exigido concurso público, com formação acadêmica específica, para o provimento do cargo de perito oficial.”

Os peritos do Rio de Janeiro esperam do governador a regulamentação, já ocorrida em 14 estados.

Original em: http://odia.terra.com.br

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Preservação em local de crime é debatida durante encontro

Durante toda a manhã desta sexta-feira, 13, a preservação em local de crime foi colocada em debate no auditório da Academia de Polícia Integrada (API). O evento foi realizado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP), por meio da Academia de Polícia Integrada (API), e do Instituto de Criminalística (IC).

Presentes ao evento o secretário de Segurança Pública, general Eliéser Girão Monteiro Filho, o comandante da Polícia Militar, coronel Gerson Chagas, o comandante do Corpo de Bombeiros coronel Paulo Sérgio Santos Ribeiro, o delegado Geral de Polícia, Eduardo Wayner Santos Brasileiro, policiais Civis, militares e profissionais da imprensa.

Durante a abertura dos trabalhos, o perito criminal, bioquímico e farmacêutico, Nelson José de Oliveira, realizou explanação sobre a composição do Departamento de Polícia Técnica Científica, como o Instituto Médico Legal (IML), o Instituto de Identificação (II) e o Instituto de Criminalística (IC), assim como seus profissionais e suas competências.

A cena do crime, segundo ele, é de extrema importância para a Perícia. “A cena do crime fala muito. A forma com que o corpo é encontrado, os rastros de sangue, posições de objetos, enfim. São pontos importantes e que não devem ser violados. A cena do crime pode ser inclusive um foco de doença, pois as vezes há muito sangue e não se sabe que tipo de enfermidade aquela pessoa pode ter”, observou.

Para o diretor do Instituto de Criminalística, a violação do local de crime acarreta em prejuízos para a investigação e também financeiro para o Estado.

“A cena do crime dá toda a dinâmica e, alterando os vestígios, o Estado tem prejuízo, porque há uma demora na elucidação, há uma cobrança da sociedade para que o crime seja elucidado é antieconômico para o Estado. É necessário se utilizar recursos elevados para poder esclarecer crimes, cujos locais foram violados”, disse.
Para o exame de DNA, segundo o diretor, até a respiração na cena de crime prejudica a perícia.

“Se a respiração já prejudica uma perícia, imagine um toque que representa perda absoluta. E os exames mais simples de DNA podem custar até R$ 3 mil, mas há outros que dependendo da configuração, como é o caso de queimados ou pessoas que tenham apenas partes, como ossos, um exame deste custa em torno de R$ 27 mil e as vezes somente um exame no corpo não é suficiente, precisando repetir várias vezes para se chegar a resolução do problema. Por essa razão é que primamos pela preservação do local”, destacou o diretor.

Original em: http://www.bvnews.com.br

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