Novos equipamentos avançam em tecnologia para perícias de locais de crimes

A perícia de locais de crimes avança na tecnologia com os novos equipamentos adquiridos que elevam a qualidade das investigações proporcionando maior profundidade na análise das cenas. Os equipamentos servirão ao Núcleo de Perícias Externas do Instituto de Criminalística (IC). Foram adquiridos um detector de metal, uma trena com roda, duas trenas laser, três Sistemas de Posicionamento Global (GPS) e quatro detectores de gás.

“Este tipo de tecnologia proporciona um avanço enorme para a perícia em locais de crime porque possibilita uma varredura completa de vestígios que não são visíveis a olho nu e dificilmente seriam encontrados em uma análise comum”, avalia o perito criminal Emerson Lopes dos Reis. O profissional também explica a funcionalidade dos novos equipamentos de trabalho. “O detector de metais, por exemplo, é um equipamento de ponta sensível a qualquer vestígio que possa auxiliar na perícia de local de crime”, diz.

Segundo o perito, o detector emite um sinal sonoro para apontar mesmo pequenos fragmentos de bala enterrados no solo. “E ainda mostra a profundidade em que o projétil está”, conta. Para Emerson, uma das mais importantes do novo equipamento é a possibilidade de utilizar até em lugares abertos, onde há grandes possibilidades de um projétil transfixar um corpo e se perder.

Outro novo equipamento é o detector de gases. O aparelho, segundo o perito criminal Emerson dos Reis, tem capacidade de reconhecer cerca de 15 tipos de gases que possam estar num ambiente. “O sensor consegue captar o gás e fazer o reconhecimento da substância, emite um alarme sonoro e aponta a tipificação do gás”, esclarece. “Todos estes equipamentos representam um importante avanço tecnológico para a perícia de local de crime que vai coletar todos os vestígios para a análise continuar em laboratório”, afirma.

O investimento é realizado através de um convênio assinado entre o governo do Estado e a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça. O total de recursos é de cerca de R$ 80 mil, com contrapartida de 10% do valor repassado pela administração estadual.

Em cerca de 30 dias ainda deve chegar ao Estado um novo equipamento: a Fonte de Luz Forense. Conforme o perito Emerson, o aparelho emite diversos espectros de luz capazes de reconhecer vestígios biológicos em locais de crime. “São vestígios de sangue, esperma, pegadas, pequenos fios de cabelo e até impressões digitais”, diz. O equipamento chega para reforçar ainda mais a tecnologia empregada pelo Instituto de Criminalística.(Notícias MS)

Original em: http://www.capitalnews.com.br

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Polícia Civil: aprovadas em concurso assumem vagas em outros municípios

A Fundação Escola de Governo de Mato Grosso do Sul (Escolagov) publicou na edição de hoje (13) do Diário Oficial do Estado que as candidatas Thayla Caroline de Arruda Venâncio e Vanessa Canton Dias, aprovadas no concurso para Polícia Civil e habilitadas para realizar o curso de formação, escolheram as vagas disponíveis para os municípios de Coxim e Naviraí, respectivamente.

Conforme o Edital número 218/2010, as vagas foram escolhidas de acordo com o quantitativo, cargos, áreas e municípios disponíveis. A primeira candidata aceitou a vaga de Perito Oficial Forense, função Perito Criminal Substituto. A segunda ficou com o cargo de Perito Papiloscopista, função Perito Papiloscopista Substituto. 

As concorrentes aceitaram assumir vagas que não foram preenchidas e não tiveram candidatos aprovados e agora estão sendo convocadas para efetuar a matrícula no curso de formação.

De acordo com o Edital número 219/2010, a inscrição poderá ser feita no período de 13 a 22 de outubro no horário das 8h30 às 11h e das 14h às 16h30, na sede da Academia da Polícia Civil (Acadepol), localizada na Rua Osmar de Camargo, s/n. bloco XV, no Parque dos Poderes em Campo Grande.

Acesse www.imprensaoficial.ms.gov.br ou clique aqui para conferir os editais nº 218 e 219/2010, nas páginas 04 e 05.

Original em: http://www.agorams.com.br

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Polícia Civil convoca 133 remanescentes do concurso de 2008

A Polícia Civil do Estado está convocando mais 133 candidatos remanescentes do concurso público realizado em 2008. A ampliação do número de vagas foi publicada hoje (3) no Diário Oficial. Estas vagas devem ser preenchidas pelos candidatos aprovados em todas as fases do processo de seleção, observando a ordem de classificação.

De acordo com o decreto, o cargo de agente de polícia judiciária e investigador de polícia judiciária 3ª classe tem o maior número de candidatos chamado. Ao todo são 85 vagas para municípios não especificados na publicação. Já para o cargo de agente de polícia judiciária e escrivão de polícia judiciária 3ª classe, serão 25 novos candidatos remanescentes chamados para as vagas.

Também serão convocados oito candidatos para os cargos de perito papiloscopista e perito papiloscopista 3ª classe. Destes, quatro ocupam a vaga em Campo Grande, os outros serão destinados para as cidade de Água Clara, Coxim, Itaquiraí e Nova Alvorada do Sul.

Daqueles que fizeram o concurso público para os cargos de perito oficial forense e perito criminal substituto, 15 candidatos devem ser chamados a partir deste novo decreto normativo. A Capital vai receber mais oito deste profissionais – um deles graduado em engenharia elétrica, eletrônica, de redes de comunicação ou de telecomunicações; dois bacharéis em química; um bacharel em ciências biológicas; dois graduados em farmácia; um da área de engenharia civil e outros dois engenheiros da computação, ciências da computação ou análise de sistemas. Estas outras vagas específicas são destinadas para os municípios de Coxim, Dourados, Naviraí, Nova Andradina e Três Lagoas.

Original em: http://www.msnoticias.com.br

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Laudo do IML sobre morte de militares em Corumbá aponta excesso de esforço

Laudo do IML apontou excesso de esforço físico, como fator determinante nas mortes dos dois militares em Corumbá

Os laudos necroscópicos realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) sobre as mortes do cabo Diego Augusto de Lima Leite e do soldado Antônio José dos Santos Neto , ocorridas em novembro de 2009 durante treinamento de campo do exército, apontaram que os militares do morreram devido ao “excesso de esforço físico e desidratação”, segundo Luiz Fernando Toledo Jorge, advogado da família do cabo Lima Leite.

O laudo afirma que as mortes foram provocadas por “insuficiência cardiorrespiratória aguda em conseqüência de coagulação intravascular disseminada em decorrência de internação associada ao excesso de esforço físico e desidratação”. A internação ou exaustão térmica, significa a ação do calor, sem exposição direta aos raios solares, em ambientes pouco arejados e aquecidos, geralmente associada a esforço físico executado por uma vítima com o organismo debilitado.

O advogado explicou que agora irá tomar como providência, a solicitação de acesso ao Inquérito Policial Militar (IPM), que tramita na Auditoria da 9ª Circunscrição Judiciária Militar, em Campo Grande. “Também vamos solicitar atuação como assistente de acusação, pela família, no IPM”, informou. Outra medida será entrar com ação na área Cível contra o Exército por danos materiais e morais. “No caso moral porque a família perdeu um filho e os danos materiais se justificam porque este filho ajudava no sustento familiar”, argumentou o advogado.

Sigilo

No dia 27 de janeiro, a Seção de Comunicação Social da 18ª Brigada informou em nota que o IPM que apurava as circunstâncias das mortes dos militares havia sido concluído no dia 25  e tinha sido encaminhado para a Auditoria da 9ª Circunscrição Judiciária Militar, em Campo Grande, órgão da Justiça Federal a quem “cabe julgar e responsabilizar possíveis envolvidos”, explicava o documento.

Alegando “sigilo” respaldado pelo Código de Processo Penal Militar (CPPM), o Comando da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira resolveu não divulgar o resultado do Inquérito Policial Militar. O sigilo foi baseado no artigo 16 do CPPM, a nota diz que “o Exército Brasileiro não pactua com nenhum tipo de irregularidade e apura rigorosamente todas as denúncias recebidas, agindo com impessoalidade, tendo o cuidado de não ferir os direitos individuais previstos na Constituição Federal”.

Em entrevista coletiva, concedida um dia após as mortes dos militares, o comandante da 18ª Brigada, general-de-brigada Roberto Jungthon, explicou que aguardava os resultados médicos para divulgar o que teria causado as mortes. Inicialmente, disse o general, os dois tiveram um quadro de parada cardiorrespiratória.

Original em: http://www.capitalnews.com.br

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Seminário sobre perícia será amanhã no auditório da OAB-MS

Acadêmicos dos cursos de Direito, Farmácia e Biologia da Universidade Católica Dom Bosco podem participar do X Seminário Regional dos Peritos Oficiais de Mato Grosso do Sul. O evento acontece no dia 4 de dezembro, no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS), e terá como tema principal “Autonomia e Modernização da Perícia como garantia da produção isenta e qualificada da prova material”.
O evento terá como palestrantes a perita Rosângela Monteiro, de São Paulo, e o perito Edson Wagner Barroso, representante da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
Rosângela é coordenadora técnica do Núcleo de Perícias em Crimes Contra a Pessoa do Instituto de Criminalística de São Paulo e atuou no caso Isabella Nardoni. Ela irá falar sobre o trabalho fundamental da perícia no caso. O representante da Senasp irá ministrar palestra sobre os resultados da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública e as perspectivas da Senasp para a perícia brasileira.
Os interessados em participar das palestras devem se inscrever no dia do evento, no local. A taxa de inscrição para estudantes é de R$ 20 e para profissionais é de R$ 100.

OBJETIVOS

O seminário tem o objetivo de promover uma maior integração entre os peritos oficiais e demais operadores de segurança pública e do Direito, além de fomentar a interação da Perícia Oficial de natureza criminal com os segmentos de defesa dos direitos humanos, evidenciar a produção da prova científica como garantia dos direitos individuais e da dignidade da pessoa humana e promover e divulgar pesquisas científicas da Perícia Oficial do Estado.
O evento é organizado pela Associação dos Peritos Oficiais do Mato Grosso do Sul (APO/MS) e mais informações podem ser obtidas pelo telefone 8138-0659.

Original em: http://www.msnoticias.com.br

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Perita do caso Isabella estará em evento 6ª na Capital

Na próxima sexta-feira (4) acontece em Campo Grande o X Seminário Regional de Peritos Oficiais, que será realizado a partir das 8h no auditório da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), na avenida Mato Grosso.

A perita criminal Rosângela Monteiro, do caso Isabella Nardoni, será uma das palestrantes do evento.

A solenidade de abertura terá as presenças do secretário de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, do comandante geral da Polícia Militar coronel Carlos Alberto David dos Santos e do diretor-geral da Polícia Civil Jorge Razanauskas, entre outras autoridades.

A primeira palestra será às 9h. A perita da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), Ana Carolina Cambeses Pareschi, irá falar sobre Autonomia e Modernização da Perícia Forense. Ela substitui Edson Wagner Barroso, que havia confirmado participação anteriormente.

Às 10h10 a perita Rosângela Monteiro irá falar sobre o caso Isabella Nardoni.

Às 13h30 a palestra é com Rosely Miranda Bispo, perita criminal de Mato Grosso do Sul. Rosely irá falar sobre os resultados da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública.

Em seguida, às 14h, os peritos criminais Amílcar da Serra Silva Netto, Rui Rodrigues e Roberval Wengenroth Silva Filho, ministram palestra sobre acidente ferroviário.

O perito de São Paulo, Paulo Applied Biosystems, ministra palestra às 15h sobre Aplicações do DNA Forense. Em seguida o advogado Roberto Rodrigues da Rosa palestra sobre Direitos Humanos e Perícia Oficial Criminal.

A Atuação e Responsabilidade Legal do Perito Médico-Legista é tema da palestra do médico legista Ronaldo Rosa, às 16h30.

Às 17h, o perito criminal Rogério Pereira de Oliveira fala sobre: Estudo de Caso: Diagnose Diferencial em Local de Morte Violenta.

Os interessados em participar das palestras devem se inscrever no dia do evento, no local. A taxa de inscrição para estudantes é de R$ 20 e para profissionais é de R$ 100. Haverá certificados para estudantes.

O seminário tem por objetivo promover uma maior integração entre os peritos oficiais e demais operadores de segurança pública e do direito; fomentar a interação da perícia oficial de natureza criminal com os segmentos de defesa dos direitos humanos, evidenciar a produção da prova científica como garantia dos direitos individuais e da dignidade da pessoa humana; e promover e divulgar pesquisas científicas da Perícia Oficial do Estado. (Com informações da assessoria).

Original em: http://www.campogrande.news.com.br

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Peritos do MS participam do X Seminário Regional

Perita Criminal, coordenadora técnica do Núcleo de Perícias em Crimes Contra a Pessoa do Instituto de Criminalística de São Paulo, Drª. Rosângela Monteiro

A Associação dos Peritos Oficiais do Mato Grosso do Sul (APO/MS) promove neste ano o X Seminário Regional de Peritos Oficiais de MS na próxima sexta-feira (4). O evento acontece em Campo Grande e pretende reunir peritos criminais e peritos médicos legistas.

O tema do seminário será “Autonomia e Modernização da Perícia como garantia da produção isenta e qualificada da prova material”.

O objetivo do seminário é promover maior integração entre os peritos oficiais e demais operadores de segurança pública e do direito.

O evento conta com a participação e palestras das seguintes autoridades: Dr. Edson Wagner Barroso (Perito Criminal representante da Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Drª. Rosângela Monteiro (Perita Criminal, coordenadora técnica do Núcleo de Perícias em Crimes Contra a Pessoa do Instituto de Criminalística de São Paulo).

O Dr. Wagner abordará sobre os resultados da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (1ª CONSEG) e as perspectivas da SENASP para a perícia brasileira. Já a Drª. Rosângela Monteiro fará uma explanação sobre o caso que ficou conhecido no país como “Caso Isabela Nardoni”.

As inscrições poderão ser feitas no local do evento, se ainda restarem vagas ou pelo site da Associação www.apoms.org.br sendo que para estudantes o valor é de R$ 20,00 e para profissionais é de R$ 100,00.

SERVIÇO

O Seminário será realizado no auditório da OAB/MS, localizado à avenida Mato Grosso, 4700, no bairro Carandá Bosque. Mais informações no telefone (67) 8138-0659.

Original em: http://www.jptl.com.br

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MS participa de Jornada Odontológica Legal em Minas Gerais

Uma das funções da odontologia legal é a identificação de corpos por meio da arcada dentária, dessa forma a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça (MJ), promove entre os dias 27 e 28 de novembro, em Belo Horizonte (MG), a Jornada Odontológica Legal do Sudeste.

A iniciativa conta ainda com a parceria da Associação Brasileira de Odontologia Legal (ABOL), além da participação de odontólogos dos estados do sudeste, e mais de 300 participantes dos outros estados do país, com objetivo de trocar experiências, debater novas tendências e melhorias na odontologia legal.

O Estado de Mato Grosso do Sul será representado pela perita Médica Legista, Priscilla Alexandrino de Oliveira, da Coordenadoria Geral de Perícias (CGP), um dos órgãos atuantes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

A jornada discutirá diversos assuntos, dentre eles, atuação em desastres de massa ou aéreos, DNA forense, traumatologia dentária e valoração do dano corporal, além de infraestrutura, condições de trabalho e melhorias nas rotinas nos estados. Confira aqui a programação completa.

Serviço

O evento acontecerá no auditório do Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais (CROMG), que fica na Rua Santa Catarina, 1.631 – Bairro de Lourdes.

Original em: http://www.portalms.com.br

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Associação realiza seminário regional de peritos de MS

A Associação dos Peritos Oficiais do Mato Grosso do Sul (APO/MS), representantes dos Peritos Criminais e Peritos Médico-Legistas do Estado, possui em seu calendário anual de eventos um seminário regional alusivo às comemorações de final de ano e ao dia do Perito, comemorado aos 04 de dezembro.
Esse ano será o X Seminário Regional dos Peritos Oficiais de MS, cujo tema é “Autonomia e Modernização da Perícia como garantia da produção isenta e qualificada da prova material”.

O seminário tem por escopo promover uma maior integração entre os Peritos Oficiais e demais operadores de segurança pública e do direito; fomentar a interação da Perícia Oficial de natureza criminal com os segmentos de defesa dos direitos humanos, evidenciando a produção da prova científica como garantia dos direitos individuais e da dignidade da pessoa humana; e promover e divulgar pesquisas científicas da Perícia Oficial do Estado.

O Seminário será realizado no auditório da OAB/MS, sito a Av. Mato Grosso n° 4700, Carandá Bosque, a partir das 8h do dia 04/12/09. Abrilhantarão o evento as palestras proferidas pelo Dr. Edson Wagner Barroso (Perito Criminal representante da Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Drª. Rosângela Monteiro (Perita Criminal, coordenadora técnica do Núcleo de Perícias em Crimes Contra a Pessoa do Instituto de Criminalística de São Paulo).

O Dr. Wagner abordará sobre os resultados da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (1ª CONSEG) e as perspectivas da SENASP para a perícia brasileira. Já a Drª. Rosângela Monteiro fará uma explanação sobre o caso que ficou conhecido no país como “Caso Isabella Nardoni”.

As inscrições poderão ser feitas no local do evento, sendo que para estudantes o valor é de R$ 20,00 e para profissionais é de R$ 100,00.

Original em: http://www.agorams.com.br

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André diz que professor de Paranhos foi morto vítima de pancada no tórax

Embora o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), tenha afirmado que a polícia está empenhada em encontrar o corpo do professor Rolindo Verá, desaparecido no dia 2 de novembro em confronto com seguranças privados na Fazenda São Luiz, em Paranhos, a informação dos moradores da aldeia Pirajuí é de que não há bombeiros, nem grupos da polícia na área à procura do indígena.

O primo de Rolindo, Genivaldo Verá foi encontrado morto sem perfurações no corpo em um córrego dentro da área de confronto. Ele foi morto vítima de pancada no peito, disse o governador.

Indagado sobre a falta de informação sobre a investigação, encabeçada pela Polícia Federal de Naviraí, Puccinelli frisou que há pelo menos oito hipóteses para o caso. A primeira de que os dois indígenas foram assassinados. Mas, até agora a PF e a Polícia Civil não efetuaram prisões.

A segunda, de que o professor indígena desaparecido, Rolindo Verá, seja o autor da morte de Genivaldo Verá. Hipótese descartada pelos familiares que estiveram na última semana na Capital, onde conseguiram a liberação do corpo de Genivaldo que estava há pelo menos 10 dias no Instituto Médico Legal. Os pais de Genivaldo, Bernardo e Francisca Verá querem ajuda para encontrar nem se for a ossada do sobrinho Rolindo e disseram que a luta pela terra na região não vai cessar mesmo com derramamento de sangue.

“A polícia está procurando. Se alguém souber de algo a mais tem que informar”, disse o governador.

O caso

No dia 20 de novembro, após peregrinação em Campo Grande pela Superintendência da PF (Polícia Federal) e Instituto de Criminalística por informações sobre o corpo do professor guarani Genivaldo Verá, de Paranhos, os pais Francisca e Bernardo Verá receberam da direção do Instituto de Criminalística a confirmação do que eles já sabiam. No dia 7 de novembro o corpo foi encontrado submerso no córrego Ypoi e trazido para o Instituto Médico Legal da Capital.

Genivaldo e Rolindo Verá entraram com outros 16 indígenas na Fazenda São Luiz e depois de três dias foram expulsos na madrugada de 2 de novembro por seguranças particulares. No confronto, os professores não voltaram para a casa.

O casal faz um apelo e pede que as autoridades encontrem o corpo de Rolindo Verá ‘mesmo que sejam os ossos’. “Matou e roubou o corpo. Se não viesse aqui, não saberia resposta. Muito difícil para minha mãe e meu pai”, diz o irmão guarani que acompanhou os pais e pediu para não ter o nome nem foto divulgada pelo risco de confronto.

A morte para Bernardo e Francisca causa dor, mas segundo eles, não faz o povo guarani recuar. “Estamos prontos para lutar”, disse a mãe na língua guarani. “Já morreu lá pela luta da nossa terra e vamos continuar”, disse também o pai. Sem derramar lágrimas, mas com o semblante sério, o casal aguarda o momento da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) fazer o transporte do filho para a aldeia Pirajuí.

Segundo informações apuradas pelo Midiamax junto ao governo estadual, o corpo passou por necropsia e não foram constatadas perfurações por tiro ou faca nem tampouco os ossos foram quebrados. A causa da morte não pôde ser elucidada pelo avançado estágio de putrefação. Mas, hoje o governador de Mato Grosso do Sul disse à imprensa que Genivaldo morreu vítima de complicações cardiorrespiratórias ocorridas após ter levado uma forte pancada no tórax.

Violência

A aflição tomou conta da comunidade indígena e chamou a atenção da Anistia Internacional que pediu ao Brasil explicações sobre mais um escândalo que acabou em morte.

Em meio a situação, a PF (Polícia Federal) de Naviraí, responsável pelo inquérito sigiloso, não comunicou aos familiares como estava a perícia. Francisca e Bernardo já tinham confirmado por fotografia que a pessoa encontrada morta era o filho. O calção, a cueca e a falha na arcada dentária ajudaram na identificação, mas falta a confirmação da perícia técnica e a liberação do corpo para os rituais de sepultamento indígena na aldeia Pirajuí.

Laudo

Peritos do Instituto de Criminalística de Campo Grande receberam da PF as carteiras indígenas da Funai (Fundação Nacional do Índio) dos professores Genivaldo Verá e Rolindo Verá.

Foram coletadas as digitais do corpo de Genivaldo.

André diz que professor desaparecido (foto) pode ter matado Genivaldo

As digitais dele não foram encontradas no banco de dados de Mato Grosso do Sul, que reúne todos os dados de quem tem carteira de identidade local. Mas, como os indígenas têm a carteira da Funai e nela, há a impressão digital foi feito também o confronto.

Original em: http://www.midiamax.com

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