Arquivo

setembro 2017
S T Q Q S S D
« abr    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930  

Assembleia aprova novo quadro dos peritos oficiais

A Assembleia Legislativa aprovou no dia 24/03, em primeira discussão, o projeto que regulamenta o Quadro Próprio dos Peritos Oficiais do Paraná – QPPO. Fazem parte do quadro os servidores da Polícia Científica, formado pelo Instituto de Criminalística e Instituto Médico-Legal. 

As principais alterações estão na forma de promoção dos servidores para minimizar os prejuízos de agentes que ficaram mais de 13 anos sem possibilidade de progressão na carreira. 

O deputado estadual e o líder do governo na Assembleia, Ademar Traiano, diz que a aprovação do projeto era uma reivindicação antiga dos peritos. “A lei anterior, de 2005, tinha com tantos problemas que alguns agentes demorariam até 55 anos para chegar na 1ª Classe. Com a nova lei, o período cai para aproximadamente 20 anos”, explicou o deputado. 

O quadro era regulamentado pela Lei Estadual 14.678/2005. A mudança na legislação é considerada um avanço importante na carreira dos peritos. “Agora vamos poder ter um plano digno e demorar menos para chegar ao topo da carreira. Além disso, a lei abre a possibilidade de novos concursos públicos e mais vagas para agentes”, disse o diretor do Instituto de Criminalística, Hemerson Bertassoni. 

O presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná, Leandro Cerqueira Lima, afirmou que era impossível chegar ao topo da carreira de perito no serviço público, mas a nova lei acaba com esse problema. “Tivemos vários avanços na nossa carreira com o apoio da atual gestão, que sabe a importância de investir em capital humano”, disse. 

Além do aumento do quadro, o projeto cria a função de odontolegista e de auxiliar da remoção de cadáveres. As funções são fundamentais para aumentar a qualidade dos serviços. 

As promoções continuam ocorrendo por merecimento ou por antiguidade. O impacto financeiro mensal da nova lei será de R$ 41.173,90 e anual de R$ 494.086,78. O projeto foi elaborado em conjunto pela Secretaria de Segurança Pública, direção da Polícia Científica e o sindicato dos servidores. 

Original em: http://www.aen.pr.gov.br

GD Star Rating
loading...

Está aberta licitação para projeto da nova sede do Instituto de Criminalística

O edital de licitação para o projeto da nova sede do Instituto de Criminalística do Paraná, em Curitiba, foi lançado pela Paraná Edificações, da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística, e está disponível no site www.compraspr.pr.gov.br. As novas instalações serão mais modernas e condizentes com o trabalho da Polícia Científica.

O prédio será erguido na Rua Paulo Turkiewicz, 195, Tarumã. O preço máximo para o projeto é de R$ 687,6 mil. As propostas podem ser enviadas até o dia 24 de setembro e a entrega do projeto está prevista para o começo do ano que vem. A licitação pode ser acessada também pelo site www.paranaedificacoes.pr.gov.br, no item Licitações – Compras Paraná. É necessário estar cadastrado para ter acesso aos editais.

Com área estimada de 6,1 mil metros quadrados, o no Instituto terá ambientes específicos para confecção de retrato falado, hipnose forense, balística forense, perícias audiovisuais, identificação pericial, de documentoscopia e informática forense. Haverá novos laboratórios para física, ciências químicas e biológicas, e de genética molecular.

“O novo Instituto de Criminalística para Curitiba é um divisor de águas, pois desde 1974 não houve aprimoramento na parte estrutural. A cidade cresceu e precisamos de investimentos para voltarmos a ser a melhor Polícia Científica do Brasil, com um prédio que acomode e valorize os peritos que ali atuam”, afirma o diretor-geral da Polícia Científica, Leon Grupenmacher.

A nova estrutura da Polícia Científica do Paraná, que inclui a construção do novo prédio do Instituto Médico-Legal, no mesmo endereço, representa investimento importante depois de quase 40 anos sem melhorias na infraestrutura da instituição na capital. A licitação para o IML já está em andamento.

Saiba mais sobre o trabalho do governo do Estado em: www.facebook.com/governopr  e www.pr.gov.br  

Original em: http://www.aen.pr.gov.br

GD Star Rating
loading...

Instituto de Criminalística realiza média de 100 procedimentos por mês na região

Patrick de Souza, perito chefe do Instituto de Criminalística.O perito chefe do Instituto de Criminalística de Francisco Beltrão, Patrick de Souza, fez uma palestra nesta semana para acadêmicos de Direito da Unipar e falou do trabalho e atribuições do órgão. A Polícia Científica do Paraná é formada pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto Médico Legal (IML). O serviço se socorre das ciências (biologia, química, física, direito etc) para interpretar os vestígios de um crime. Na oportunidade, ele confirmou que Pato Branco deverá receber um posto de serviço de criminalística vinculado à Secção Técnica de Beltrão. Apesar disso, não virão novos peritos para a região, que conta com sete profissionais, sendo que uma está de licença-maternidade.

De acordo com ele, o trabalho do Instituto de Criminalística é fundamental para elucidar crimes. A atuação dos peritos consiste em descobrir o modo como ocorreram os fatos delituosos, com as circunstâncias que os cercaram, colhendo as provas materiais pelas quais se torne possível a identificação do autor ou dos autores do crime e o “modus operandi”.

Em Francisco Beltrão, o IC funciona desde 2005 e presta serviço de Localística, que apura crimes contra a pessoa, contra o patrimônio, engenharia legal e acidente de trânsito. A maioria dos laboratórios está localizada na capital do Estado e existe um acúmulo muito grande de serviço. Na região são realizados em média 100 procedimentos por mês com perícias em locais de morte (homicídios, suicídios, acidentes de trânsito), incêndios, perícias em armas de fogo, em veículos, entre outros. Patrick observa que o número de peritos é insuficiente em todo o Brasil. Ademais, há uma carência grande de tecnologia e capacitação. “Os colegas que fazem mestrado e doutorado estão fazendo por conta própria, porque não há nenhum tipo de incentivo.”

Quando o Instituto de Criminalística chega num local de crime, o perito chefe salienta que é fundamental que todos os elementos do ambiente estejam preservados. “No corpo da vítima são verificados apenas os ferimentos mais visíveis, porque depois um exame apurado será feito pelo IML. O trabalho dos peritos se concentra mais no ambiente, por isso é importante que seja preservado o maior espaço possível em torno do local de crime, a fim de manter os vestígios intactos.”

Esse procedimento serve até mesmo para um furto, porque é através do laudo pericial que a autoridade policial poderá definir se o furto é simples ou qualificado. Patrick conta que o Governo do Estado está procedendo estudos para descentralizar os laboratórios. Cascavel deve receber um laboratório de confronto balístico, medida que irá agilizar a perícia em armas de fogo. Existem atualmente cerca de 5 mil armas aguardando para serem periciadas em Curitiba. Em Francisco Beltrão os peritos fazem exames de prestabilidade e eficiência de armas de fogo e verificam casos em que a numeração foi suprimida.

Original em: http://www.jornaldebeltrao.com.br

GD Star Rating
loading...

Polícia Científica identifica autor de estupro e assassinato

Everton Agnaldo da Silva Marques, 25 anos, é procurado pela polícia pelo crime de estupro e morte de uma adolescente de 15 anos, em Colombo. Foto: DivulgaçãoExame de DNA realizado pelo Instituto de Criminalística do Paraná possibilitou a identificação do autor do estupro e morte de uma adolescente, de 15 anos, ocorrido em março, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Everton Agnaldo da Silva Marques, 25 anos, é procurado pela polícia e teve imagens divulgadas nesta quarta-feira (05). Ele está com mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça.

O titular da Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, delegado Silvan Rodney Pereira, responsável pelas investigações, contou que o suspeito tinha comparecido à delegacia para prestar depoimento, como suspeito, logo depois do crime. “Não havia prova contra ele. Foi ouvido e liberado. O Instituto de Criminalística fez a coleta de sangue, com a permissão do suspeito”, explica.

Na foto, o perito Emerson Bertassoni Alves, chefe da seção de DNA do Instituto de Criminalística, fala à imprensa.Foto: DivulgaçãoO perito criminal Emerson Bertassoni Alves, chefe da seção de DNA forense, responsável pelo exame que confirmou a autoria do crime, explicou que o trabalho se iniciou com o levantamento do local do crime. No Instituto Médico-Legal, amostras do sêmen deixado na vítima foram coletadas e encaminhadas para exames no laboratório de DNA. Neste setor, foi feito o confronto do sangue coletado no depoimento e o sêmen encontrado na vítima, confirmando que as amostras são da mesma pessoa.

A integração do trabalho desenvolvido pelo IML e pela Criminalística vem sendo intensificada nos últimos meses pelo diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Leon Grupenmacher, primeiro a ser nomeado para o cargo, em abril deste ano. “É esta parceria que possibilitou a identificação do autor do crime com aproximadamente 100% de certeza em um curto espaço de tempo. A função da Polícia Científica é essa, produzir provas para a Polícia Civil, auxiliando na elucidação de crimes”, aponta.

Na foto, o delegado Silvan Rodney Pereira, da Delegacia do Alto Maracanã.Foto: DivulgaçãoPara o delegado, o trabalho conjunto entre as polícias Civil e Científica representa evolução na investigação policial. “Estamos em um momento de transição para a modernidade. O Instituto de Criminalística trabalha com equipamentos de última geração para auxiliar na solução de diversos crimes. Antigamente os métodos eram muito demorados”, compara.

CRIME – Gabriele Fidelis de Lima, de 15 anos, foi morta em 9 de março, no bairro São Gabriel, em Colombo. Ela foi violentada e asfixiada. A vítima havia ido a uma festa com amigos e, na volta para casa, durante a madrugada, percorreu um trecho sozinha, na Rua Saul Bento Nodari. “O bandido a levou para um campinho de futebol próximo, a violentou e a matou usando como arma a calcinha dela”, contou o delegado.

Quem tiver informações sobre Marques pode entrar em contato com a delegacia pelo telefone (41) 3605-0263 ou pelo telefone 181. Não é necessário se identificar.

Original em: http://www.aen.pr.gov.br

GD Star Rating
loading...

Polícia Civil cria banco de dados com DNA de presos por crimes sexuais

Informações coletadas no PR ficarão disponíveis em um cadastro nacional. Paraná é o primeiro estado brasileiro a ter o serviço.

[KGVID width=”450″ height=”253″ downloadlink=”false”]http://periciacriminal.com/novosite/wp-content/uploads/2013/06/2609841-web360.mp4[/KGVID]

O Paraná vai ser o primeiro estado brasileiro a ter um banco de dados com DNA de pessoas presas por crimes sexuais, como os estupros, por exemplo. As informações ficarão concentradas com os institutos de criminalísticas da Polícia Civil em vários estados.
Uma reportagem especial feita por uma equipe de reportagem da RPC TV mostra a importância dos dados para os peritos ao tentar levantar provas sobre esse tipo de crimes.
Os exames serão feitos pelo laboratório de genética molecular humana, em Curitiba. “A partir deste momento, se ele (o criminoso) deixa um vestígio no local do crime, nós vamos ter condições de identificá-lo a partir deste vestígio, como uma mancha de sangue ou de sêmen, por exemplo, sem ter um suspeito formalmente acusado”, explica o diretor do Instituto de Criminalística do Paraná, Marco Aurélio Pimpão. Ele acrescenta que o investimento é alto, mas que deve encurtar muitas investigações.

Original em: http://globotv.globo.com/ (fonte, créditos e vídeo)

GD Star Rating
loading...

Governo autoriza promoções na Polícia Científica e abre vagas para novos peritos

O governador Beto Richa autorizou nesta quarta-feira (10/10), em Curitiba, a promoção de 87 peritos da Polícia Científica que atuam no Instituto de Criminalística do Paraná e no Instituto Médico-Legal (IML) em todo o Estado. O reenquadramento desses profissionais abrirá vagas no quadro da categoria e permitirá ao governo convocar nos próximos dias 35 peritos criminais aprovados no concurso de 2009.

“Com estas promoções atendemos a uma reivindicação antiga da categoria e damos mais um passo para a valorização do funcionalismo público, que o governo vem garantindo por meio da correção das defasagens e progressões salariais”, disse o governador.

De acordo com o secretário estadual da Segurança Pública, Cid Vasques, a nomeação dos novos peritos criminais representará um acréscimo de mais de 20% no quadro de profissionais da área no Estado. “É um aumento significativo, que refletirá na melhoria dos serviços prestados”, afirmou.

“O aumento do quadro significa uma melhor efetividade na elaboração de laudos periciais, melhorando o atendimento ao Judiciário e à comunidade”, afirma o diretor do Instituto de Criminalística do Paraná, Antonio Edson Vaz de Siqueira.

PROMOVIDOS – Do Instituto de Criminalística foram promovidos 45 peritos criminais de Curitiba e das seções técnicas do interior: Londrina, Paranaguá, Cascavel, Ponta Grossa, Umuarama, Maringá, Foz do Iguaçu, Guarapuava e Francisco Beltrão.

Também obtiveram progressão de carreira profissionais das 17 sedes do Instituto Médico-Legal: nove auxiliares de anatomia e necropsia (7); 28 médicos legistas e cinco toxicologistas. O IML tem sedes em Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Ivaiporã, Jacarezinho, Londrina, Maringá, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, Toledo, Umuarama, União da Vitória.

Segundo o diretor do IML, Porcídio Vilani, as promoções atendem a grande parte dos anseios dos servidores do instituto.

ALTERAÇÃO NA LEI – Paralelamente à contratação de novos peritos, o governo trabalha na elaboração de um anteprojeto de lei que encurtará o tempo de serviço necessário para que profissionais da categoria obtenham promoções. Atualmente, a lei estadual 14.678/2005 prevê que os peritos só podem ser promovidos depois de 15 anos na carreira.

A proposta do governo, que será enviada para a Assembleia Legislativa, estabelece que os peritos criminais que entrarem na instituição pela classe de acesso (a chamada 4.ª classe) poderão progredir na carreira depois de sete anos. O mesmo período de progressão vale para peritos de 3.ª, 2.ª e 1.ª classes.

Promoções – Instituto de Criminalística

Perito Criminal

4ª classe referência II para 3ª classe referência III – 35 servidores

3ª classe referência II para a 2ª classe referência III – 10 servidores

Promoções – Instituto Médico Legal

Auxiliar de Anatomia e Necropsia

4ª classe referência II para 3ª classe referência III – 7 servidores

2ª classe referência II para 1ª classe referência III – 2 servidores

Toxicologista

4ª classe referência II para 3ª classe referência III – 4 servidores

3ª classe referência II para a 2ª classe referência III – 1 servidores

Médico-Legista

4ª classe referência II para 3ª classe referência III – 22 servidores

3ª classe referência II para a 2ª classe referência III – 6 servidores

Original em: http://www.bemparana.com.br/

GD Star Rating
loading...

‘Eles não conseguem explicar’

O delegado adjunto da 9ª Subdivisão Policial de Maringá (9ª SDP), Nilson Rodrigues da Silva, afirma que os rumores de que o oxi tenha chegado a Maringá são “sempre assim”.

“Os dependentes não sabem explicar de quem compraram e onde. Eles falam que acham o oxi no Centro, mas nós nunca apreendemos”, explica.

No último dia 16, a Polícia Militar apreendeu 600 gramas de uma substância que poderia ser a “droga da morte”. As pedras foram enviadas para o Instituto de Criminalística do Paraná, em Curitiba, para confirmação. A 9ª SDP ainda aguarda resposta.

Droga apreendida pela Polícia Militar que foi para análise em Curitiba

Na avaliação do tenente da Polícia Militar e relações públicas do 4º BPM, Alexandro Marcolino Gomes, é bem provável que o oxi tenha chegado a Maringá e que a apreensão feita no último dia 16 venha a confirmar a presença da “droga da morte” na cidade.

 

Consumo
“Para ser solucionado tem
que ser tratado como questão
de saúde pública e não apenas
de segurança”
Alexandro Marcolino Gomes
Tenente da PM

 

 

 

No entanto, segundo Gomes, independente do fato do oxi ter ou não chegado a Maringá, a sistemática de trabalho da Polícia Militar vai continuar o mesmo com a checagem de denúncias que chegam pelo telefone 181 e de rondas ostensivas com abordagens de suspeitos.

 

“Existe a lei de drogas e o trabalho que nos cabe tem sido feito. É um problema grave que, para ser solucionado, tem que ser tratado como questão de saúde pública e não apenas de segurança”, diz.

Original em: http://maringa.odiario.com

GD Star Rating
loading...

Perícia criminal no Paraná sofre com defasagem

Para adequar a perícia criminal no Paraná às necessidades da população, seguindo as recomendações de organismos internacionais, dois mil peritos deveriam ser contratados.

Atualmente, uma equipe de 173 peritos atende as dez subdivisões do Instituto de Criminalística (IC), o que equivale a um perito para cada 61.700 paranaenses, sendo que o recomendado é um perito a cada cinco mil habitantes. Em Curitiba, três peritos ficam de plantão em todos os horários para acompanhar as ocorrências. Seria suficiente se o atendimento fosse apenas para a capital e região metropolitana, mas não é.

Os peritos da divisão da capital atendem quase 40 cidades, e precisam percorrer, às vezes, mais de 200 quilômetros para periciar um local de acidente com morte, arrombamentos ou locais de homicídio e suicídio.

Nas dez subdivisões do interior, a situação fica ainda pior. Apenas um perito por plantão atende 48 cidades ao redor de Umuarama e 88 municípios próximos a Londrina.

Por todo o Estado, os 61 peritos criminais que atuam na Localística nem sempre têm motorista e, nos plantões de 24 horas, às vezes precisam dirigir por vários quilômetros sem ter cochilado sequer uma hora.

Se uma pessoa morrer atropelada em Fazenda Rio Grande, alguém se suicidar em União da Vitória e uma terceira pessoa for assassinada em Doutor Ulysses, por exemplo, os três peritos da capital estarão longe e haverá demora no atendimento a qualquer outro caso de morte ou arrombamento.

Foi o que aconteceu em 22 de setembro, quando Reinaldo Marques de Almeida, 35 anos, matou a esposa Elaine Cristina Petrovski de Almeida, 32, com três tiros, em Campo Magro.

O crime foi às 17h30, mas o local só foi periciado para que o corpo pudesse ser recolhido às 21h30 porque havia apenas um motorista para atender os três peritos que atuavam em pontos distantes da cidade, em outras situações.

“As contratações feitas através do concurso de 2008 serviram praticamente para repor os peritos que se aposentaram. Estamos com o mesmo número de pessoas trabalhando no Instituto há 20 anos e tem muitos exames parados e outros atrasados porque a equipe não dá conta do volume de trabalho”, conta Joyce Malakoski, chefe da divisão técnica de Curitiba do IC.

Outros setores também têm problemas

Falta pessoal também nos outros dez departamentos que funcionam no prédio do Instituto, em Curitiba. São áreas importantes, como a Documentoscopia, que faz análise de dinheiro, documentos, assinaturas e pirataria, e a Informática Forense, que atua principalmente no combate à pedofilia, analisando cibercrimes e computadores de suspeitos, mas também pericia equipamentos envolvidos em crimes fiscais, como o “chupa-cabra” instalado em máquinas de débito e crédito para cópia de senhas.

Na Química Legal é feito exame residuográfico com parafina, para verificar vestígio de chumbo nas mãos de suspeitos, e são analisadas as amostras retiradas dos locais de crime por peritos da Localística.

Lá é possível dizer se um incêndio foi criminoso, se um alimento estava contaminado ou se o material apreendido era mesmo droga, por exemplo. No setor de Balística é feito o confronto de projéteis, para confirmar se a arma suspeita realmente foi utilizada no crime.

Ainda tem o setor de Identificação de Veículos, que verifica alterações em veículos e a identificação oficial através do chassis, e a Fonética Forense, que identifica o locutor através de escutas autorizadas pelo Poder Judiciário.

Neste último setor, inclusive, Joyce Malakoski, chefe da divisão técnica de Curitiba do IC, trabalha para ensinar os peritos que entraram no último concurso, porque antes disso todo o departamento funcionava com apenas um especialista.

No DNA, faltam especialistas capazes de fazer o exame sem o núcleo da célula (no caso de um fio de cabelo, esse núcleo fica na raiz). Por esse motivo, quando a amostra está sem o núcleo, é encaminhada para institutos de outras partes do País, gerando mais atrasos na entrega do resultado.

Ainda por ter equipe reduzida, um exame de DNA feito em amostra de sangue, que teria resultado em até 15 dias, chega a demorar dois meses. “Isso acontece devido à grande fila de espera. Em amostra de ossos geralmente demora mais ainda”, ressalta Joyce.

Quase todos estes setores produzem provas que podem definir o a condenação de um suspeito, como foi no caso da morte da menina Isabella Nardoni, em São Paulo.

Alexandre Nardoni, pai da menina, e a madrasta Ana Carolina Jatobá, foram considerados culpados graças ao trabalho da perícia paulista, já que não havia provas testemunhais.

Entretanto, existem setores que apesar de não produzir provas, são essenciais na investigação, como o Retrato Falado e a Hipnose Forense. Em Curitiba, há apenas um profissional que faz o retrato à mão, sem o uso de qualquer software.

Ele já treina dois novos peritos para auxiliar na função. No caso da hipnose nenhum trabalho é feito desde a aposentadoria do médico psiquiatra Rui Sampaio.

A hipnose só é aplicada em casos de bloqueio mental do momento do crime por parte de uma vítima ou testemunha, sem deixar o paciente inconsciente. Uma sessão de hipnose pode trazer à tona a placa de um veículo ou as características de um suspeito para a confecção do retrato falado.

Como nenhum dos aprovados no último concurso era médico, ninguém pôde substituir Sampaio. “Podem acontecer surtos psicóticos no momento em que a vítima relembra o crime, portanto é imprescindível a presença de alguém que possa medicá-la”, ressalta Joyce. (FD)

Ministério dará uma “turbinada” nos institutos de todo Brasil

Para ajudar no trabalho da Localística, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, apresentou no final de setembro as 1.100 maletas com novos equipamentos que serão fornecidos às Polícias Científica e Federal de todos os estados.

As maletas contêm reagentes, máquinas fotográficas, trenas eletrônicas, GPS e lupas, entre outros materiais. “O mais importante é a luz forense, que foi utilizada no caso Isabella e é muito importante na atividade do perito. Outros equipamentos básicos que nós não tínhamos também virão”, afirma Joyce Malakoski, chefe da divisão técnica de Curitiba do IC.

O investimento será de R$ 75 milhões, porque também serão comprados comparadores balísticos, scanners radiográficos e cromatógrafos gasosos (para análise de substâncias tóxicas).

“Não poderemos reclamar de equipamento. Temos tudo o que tem nos seriados de criminalística”, brinca a perita Jussara Joeckel, uma das mais experientes do IC de Curitiba.

De acordo com ela, os novos equipamentos servirão para individualizar os materiais de cada perito. “Antes tínhamos que esperar o perito voltar para utilizar o mesmo material, mas agora não será mais necessário pois cada um terá sua carga de equipamentos”, ressalta.

Outra possibilidade de apoio ao IC paranaense é um projeto de lei que será votado na Assembleia Legislativa para alterar a Lei 14.678 de 2005, possibilitando a promoção por tempo de serviço e por titulação dos peritos.

A promoção de classe abrirá 40 vagas para o cargo inicial, mas continuarão faltando funcionários nos setores administrativo e operacional. “A promoção de classe vai ajudar muito, mas ainda esperamos nosso estatuto para criar o cargo de auxiliar da perícia oficial e resolver o problema de falta de pessoal”, lembra Joyce.

Peritos versus papiloscopistas

Enquanto em quase todas as áreas do IC faltam profissionais, tem um setor com duas classes disputando espaço. Em 2008, os papiloscopistas do Instituto de Identificação começaram a fazer um curso para aprender a retirar digitais em locais de crime, assim como os peritos criminais fazem.

Baseados em uma lei estadual, os papiloscopistas passaram a ser acionados pela Polícia Civil para irem até locais de crime onde há possibilidade de localização de vestígios de digitais.

O material recolhido é confrontado com o banco de dados do Instituto de Identificação, identificando assim o acusado. Neste processo é utilizado o Sistema Automatizado de Identificação por Impressões Digitais (Afis), conhecido internacionalmente.

Os peritos são contra essa ação, por considerar que para ser papiloscopista, antes de 2008 não era sequer exigido curso superior. “Se feita análise de indício retirado em local de crime, a papiloscopia pode ser uma prova e, de acordo com o artigo 159 do Código de Processo Penal, apenas peritos criminais podem recolher digitais em local de crime”, frisa Joyce Malakoski, chefe da divisão técnica de Curitiba do IC.

A disputa entre as duas classes foi parar na Procuradoria Geral do Estado, em março deste ano. A procuradora Rafaela Almeida do Amaral emitiu parecer favorável ao trabalho dos papiloscopistas da Polícia Civil em locais de crime, alegando que “as atribuições conferidas pelos papiloscopistas pelo artigo 7.º da Lei Complementar Estadual n.º 96/2002 não estão em conflito com o artigo 159 do Código de Processo Penal, admitindo-se que os papiloscopistas atuem com independência técnica e científica em perícias papiloscópicas”.

No documento que descrevia o conflito de normas e competências entre o IC, que é da Polícia Científica, e o Instituto de Identificação, que é da Polícia Civil, constava que, “enquanto a diretoria do IC aduz que a atuação dos papiloscopistas nos locais de crime prejudica a tarefa dos peritos criminais, inviabilizando a coleta de elementos e vestígios para o exame pericial, a Secretaria de Estado da Segurança Pública havia se manifestado pelo reconhecimento da competência dos papiloscopistas para a realização de perícia papiloscópica, pois são considerados peritos oficiais em papiloscopia”. (FD)

Recolhimentos dos corpos também gera problemas

Outra briga é entre o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico Legal (IML). “É o IML quem sempre leva a culpa da demora no recolhimento dos corpos, porque é aqui que tem atendimento ao público”, desabafa o coronel Almir Porcides Júnior, interventor do IML de Curitiba.

De acordo com ele, nem sempre é o “rabecão” que demora a chegar nos locais de crime, mas o corpo só pode ser retirado depois que os peritos do IC terminam a perícia.

O IML do Paraná está sob intervenção militar desde fevereiro de 2008, porque antes foram constatados vários problemas na administração. O coronel garante que melhoraram as condições de trabalho e segurança.

“Um exemplo é a aquisição de viaturas novas, porque as que estavam aqui quando chegamos eram de 1996 e estavam quebradas. Também viabilizamos equipe para ajudar na falta de motoristas”, pontua.

Agora são 240 funcionários em Curitiba, sendo nove motoristas divididos em três equipes. São oito atendentes – dois em cada plantão. Ainda trabalham dois médicos legistas por plantão.

Por todo o Paraná, são 17 Institutos Médicos Legais, mas alguns ainda funcionam em postos de saúde. “Isso acontece porque o número de corpos em Curitiba é incomparavelmente maior do que no interior”, explica o coronel.

Justamente por esse volume amplamente superior, um novo IML está em fase de planejamento e deverá ser construído na Vila Izabel, em Curitiba. Também serão construídos novos IMLs em Toledo, Paranaguá, Paranavaí e União da Vitória. (FD)

Original em: http://www.parana-online.com.br/

GD Star Rating
loading...

Ex-deputado é interrogado por atropelamento

Um ano e três meses depois do acidente que matou dois rapazes em Curitiba, o ex-deputado Carli Filho se apresentou pela primeira vez à justiça. O depoimento durou quase uma hora e aconteceu a portas fechadas.

No interrogatório ele admitiu que bebeu vinho antes do acidente, e disse não se lembrar do momento da batida.

Carli Filho foi indiciado por duplo homicídio com dolo eventual, quando o motorista assume o risco de matar. Exames do Instituto de Criminalística comprovam que ele dirigia bêbado e com velocidade próxima de 170 km por hora.

O juiz do caso deverá decidir em um mês se o ex-deputado será ou não levado a júri popular. A Justiça aguarda o testemunho das duas últimas testemunhas e os argumentos por escrito da defesa e da acusação. (eBAND)
Original em: http://www.diariodopara.com.br/

GD Star Rating
loading...

Ex-deputado do Paraná diz não lembrar de acidente, mas confirma ter bebido

Colisão matou dois; carro de Luiz Fernando Ribas Carli Filho estava entre 161 km/h e 173 km/h
CURITIBA – O ex-deputado estadual do Paraná Luiz Fernando Ribas Carli Filho, de 27 anos, declarou nesta segunda-feira, 10, em audiência com o juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, não se lembrar do que aconteceu na madrugada de 7 de maio do ano passado, quando se envolveu em um acidente que resultou na morte de Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos. Carli Filho confessou apenas ter tomado vinho. De acordo com laudo do Instituto de Criminalística, ele desenvolvia velocidade entre 161 km/h e 173 km/h. Também estava com a carteira suspensa, com mais de 130 pontos.

O ex-deputado, que renunciou logo após o acidente, chegou praticamente incógnito, acompanhado pelo advogado, entrando por uma porta lateral. Mas, na saída do prédio do Tribunal do Júri, foi bastante hostilizado por um pequeno grupo de manifestantes. Aos gritos de “justiça” e “assassino”, ele saiu escoltado por policiais militares e entrou rapidamente em um carro que acabou chutado. Ele está denunciado pelo Ministério Público por duplo homicídio qualificado.

De acordo com o advogado de defesa, Roberto Brzezinski Neto, o ex-deputado disse que, “em vista da proporção desse acidente, e os médicos já disseram isso, ele não se lembrava do que aconteceu”. “Ele admitiu, como todas as pessoas em uma refeição, que consumiu bebida alcoólica”, afirmou o advogado.

O exame de dosagem alcoólica foi descartado pelo juiz, por não ter havido consentimento, mas o Ministério Público recorreu. Brzezinski Neto disse que a defesa pretende apresentar “oportunamente” novos laudos sobre a velocidade. Ele adiantou que uma das teses a serem defendidas é que a preferência na via era de Carli Filho. “Isso ter que começar a esclarecer”, acentuou.

Para o advogado da família Yared, Elias Mattar Assad, a tese de via preferencial foi levantada apenas porque à defesa “falta melhor argumentação”. “Tudo leva a crer que o processo caminha em marcha inexorável ao júri popular”, afirmou. O advogado da família Almeida, Juarez Küster, ressaltou que duas testemunhas são “absolutas, foram visuais”. Uma estaria em um veículo que vinha logo atrás e outra estaria em uma casa.

Para ele, a confissão feita pelo ex-deputado de que bebeu vinho e “não lembra nada dali para diante” é “prova suficiente” para comprovar a embriaguez, substituindo o laudo retirado do processo pelo juiz.

Carli Filho sustentou também que o carro era usado por vários assessores e ele nunca foi notificado para fazer a devolução da carteira de habilitação. O juiz pretende ouvir ainda duas testemunhas de defesa por carta precatória e concederá os cinco dias protocolares para que acusação, assistência de acusação e defesa se pronunciem por escrito, antes de decidir se remete o caso para júri popular ou se ele será analisado por juiz singular.

Evandro Fadel, de O Estado de S. Paulo
Original em:  http://www.estadao.com.br

GD Star Rating
loading...