Trabalho em condições precárias no PR

Os problemas de infraestrutura do IML do Paraná são antigos. “O Instituto Médico-Legal e o Instituto de Criminalística são órgãos que ficaram esquecidos e não têm a importância que merecem. Não temos peritos nem funcionários suficientes”, admitiu o atual secretário estadual de Segurança Pública do Paraná, Aramis Linhares Serpa.

As reclamações de usuários fazem coro com as dos funcionários, submetidos a uma rotina sem condições adequadas de trabalho. Denúncias indicam que as geladeiras continuam com problemas e a câmara fria teria corpos empilhados por falta de espaço. Segundo uma funcionária, que não quis ser identificada, há excesso de corpos que ainda não passaram pela perícia ou que não foram requeridos pelos familiares. O prazo legal para liberação é de 40 dias. O proprietário de uma funerária de Curitiba diz o mesmo.

Agentes funerários que circulam pelo Instituto comentam que não há geladeiras suficientes para a demanda. Nos fins de semana, o IML recebe até 30 novos corpos. Quando não há espaço, a solução é deixar os cadáveres em uma sala sem refrigeração. “A população aumentou e o IML continua com a mesma estrutura”, diz. Para dar conta da demanda, a solução seria construir um novo prédio. As obras foram prometidas em meados do ano passado, mas não saíram do papel ainda.

Nas 16 unidades do Paraná há 46 auxiliares de necropsia e 40 médicos-legistas. Funcionários ligados à diretoria informam que seriam necessários, ao menos, mais 40 médicos-legistas.

No último dia 27, a reportagem da Gazeta do Povo entrou no Instituto. Naquele dia, o IML estava com 78 corpos guardados em duas geladeiras e uma câmara fria, além de três que estavam para ser liberados. Havia 16 vagas disponíveis.

Original em: http://www.gazetadopovo.com.br

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Incêndio atinge fábrica de tintas no Paraná

Segundo os bombeiros, parte da estrutura foi comprometida.
Não há informações sobre feridos.

Um incêndio atingiu parte de uma fábrica de tintas na noite deste domingo (7), em Pinhais (PR). Segundo informações do Corpo de Bombeiros, dez viaturas foram ao local. Não há informações sobre feridos.

Ainda de acordo com a corporação, o incêndio começou por volta das 18h e destruiu parte da estrutura da fábrica. O teto, as paredes do fundo e de uma das laterais do imóvel desabaram.

O Corpo de Bombeiros informou ao G1 que o incêndio foi controlado por volta das 21h. Apenas uma perícia feita pelo Instituto de Criminalística vai poder indicar as causas do incêndio.

Original em: http://g1.globo.com

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Audiência sobre ex-deputado Carli Filho acaba sem decisão no Paraná

A primeira audiência para decidir se o ex-deputado estadual do Paraná Luiz Fernando Ribas Carli Filho (PSB-PR), de 26 anos, irá a júri popular acabou por volta das 11h desta sexta-feira, na 1º Vara de Júri de Curitiba, sem a presença do ex-parlamentar e sem uma definição sobre o caso. Após um acidente de carro em que dois jovens morreram, Carli Filho foi denunciado por duplo homicídio com dolo eventual.

De acordo com informações da Justiça, o juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar ouviu 3 testemunhas nesta sexta-feira. Outras 16 já haviam sido ouvidas na quinta-feira e mais 19 pessoas ainda serão interrogadas. Porém, como algumas moram em outras cidades, isso ocorrerá por meio de carta precatória.

Pela legislação, o deputado só será ouvido quando todas as testemunhas tiverem sido inquiridas. A Justiça ainda não tem a data certa de quando isso deve acontecer.

O advogado de defesa da família, Elias Mattar Assad, declarou que a ida do caso para o Tribunal do Júri é “inexorável”. “Estão se confirmando judicialmente as provas que já tinham no inquérito policial, com uma ou outra palavra um pouco diferente”, afirmou.

Familiares e amigos dos dois jovens mortos estiveram no prédio do Tribunal do Júri, onde a audiência foi realizada sem a presença da imprensa e com apenas um familiar de cada um podendo acompanhar. “Queremos só justiça, que vá a júri e acabe o sofrimento”, pediu Vera Almeida, mãe de Murilo. “Essa luta é por justiça, é para os vivos, é para todos nós que dependemos do trânsito”, completou Christiane Yared, mãe de Gilmar.

O caso

Na madrugada do dia 7 de maio de 2009, o Volkswagen Passat que o ex-deputado dirigia chocou-se contra o Honda fit onde estavam Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, na rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, no bairro de Mossunguê, em Curitiba. O veículo ficou completamente destruído e os dois jovens morreram na hora.

O deputado sofreu múltiplas fraturas, inclusive na face. Ele ficou um mês internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para se recuperar das lesões.

O laudo do IML, realizado duas horas após o acidente, apontou que o Carli Filho estava com 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue, quando o tolerado pela legislação brasileira é de 2 decigramas.

Um recibo fornecido à polícia pelo restaurante onde o parlamentar estava na noite da colisão mostra três tipos de vinho na conta dele, que ficou em R$ 705.

Além disso, ele também não poderia dirigir porque estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por excesso de multas. Para a polícia, Carli Filho assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado. “Ao que tudo indica houve dolo eventual”, disse o delegado de Delitos de Trânsito de Curitiba, Armando Braga, durante a reconstituição do acidente.

Laudos do Instituto de Criminalística apontaram que o carro conduzido por Carli Filho estava em uma velocidade entre 161 km/h e 173 km/h, sendo que no local onde houve a colisão a velocidade máxima permitida e de 60 km/h.

A defesa do deputado, porém, se mostrou confiante e disse que os depoimentos não trouxeram nenhuma novidade aos autos. Segundo o advogado Brzezinski Neto, já ocorreram algumas vitórias, como a desconsideração, pelo juiz, do laudo de dosagem alcoólica. “A prova é ilícita porque foi colhida e obtida na clandestinidade”, afirmou ele, que preferiu não comentar a possibilidade de o caso ir para júri popular. “O caso está no começo, tem várias peculiaridades e, no final, a tese principal da defesa será abordada”, disse.

Original em: http://ultimosegundo.ig.com.br

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Audiência sobre caso Carli Filho vai para o segundo dia

No primeiro dia, os advogados da família Yared conseguiram autorização para que um perito particular analise o equipamento que registrou as imagens do acidente para verificar se houve fraude

Cristiane Yared, mãe de um dos jovens mortos no acidente, na entrada da sala onde ocorreu a audiência

O primeiro dia da audiência de instrução, que vai definir se o ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho será julgado por um júri popular pela morte de dois jovens em um acidente de trânsito, terminou por volta das 17h30 desta quinta-feira (4). Dezesseis testemunhas de acusação foram ouvidas pelo juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar.

Gilmar Yared, de azul, e o advogado Elias Mattar Assad (direita) falam com jornalistas no Tribunal do Júri

Quatro depoimentos, dois de defesa e dois de acusação, estão previstos para sexta-feira (5). No primeiro dia, os advogados da família Yared conseguiram autorização para que um perito particular analise o equipamento que registrou as imagens do acidente para verificar se houve fraude.

O ex-parlamentar não compareceu à audiência. Segundo o advogado dele, Roberto Brzezinski Neto, o ex-parlamentar foi dispensado de comparecer ao Tribunal. Os deputados estaduais Durval Amaral (DEM) e Valdir Rossoni (PSDB) estavam na listagem de testemunhas de defesa de Carli Filho. Os parlamentares, no entanto, encaminharam ofícios solicitando a dispensa do processo e foram liberados pelo juiz.

Para outras 8 testemunhas de defesa, foram enviadas cartas precatórias e elas serão ouvidas nos estados em que estão. Algumas estão no estado de São Paulo e Mato Grosso. Uma testemunha está nos Estados Unidos.

Outras famílias que tiveram vítimas de acidentes de trânsito compareceram ao Tribunal do Júri

Dezenas de pessoas e jornalistas permaneceram em frente ao Tribunal do Júri durante todo o dia. Algumas pessoas usaram camisetas com os dizeres “190 km/h é crime”. Fotos de Gilmar Yared também foram levadas por amigos. Familiares de outras vítimas de acidentes de trânsito também estiveram no local. Eles levaram faixas pedindo justiça e paz.

A imprensa não tem acesso à sala da audiência, apenas os advogados e um representante da família de cada uma das vítimas. A audiência será retomada por volta das 9 horas de sexta-feira.

Perícia particular

O computador do posto de combustível que registrou o acidente vai passar por uma nova perícia. Desta vez, o equipamento será analisado por um perito particular contratado pela família Yared.

No início desta tarde, com autorização da Justiça, o perito Walter Kauffmann teve acesso ao computador que estava em poder a Polícia Científica. O perito já havia analisado as imagens captadas pelas câmeras de segurança do posto, mas não tinha liberação para periciar o computador onde as imagens ficaram armazenadas.

Movimentação intensa de jornalistas que cobrem a audiência do caso Carli Filho

O advogado da família Yared, Elias Mattar Assad, sustenta que houve adulteração nas imagens. O laudo do perito apontou que alguns frames da gravação foram apagados. A principal suspeita é que as imagens tenham sido removidas para ocultar o envolvimento de outro veículo no acidente.

Kauffman afirmou que há 80% de chance de recuperar as imagens apagadas. “A polícia não tem o software adequado para recuperar os dados que foram apagados do computador”, disse o perito. A Justiça concedeu 30 dias para ele analisar o equipamento e apresentar seu laudo.

Acusação

Carli Filho é acusado de causar as mortes de Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Andrade, 20, em um acidente de trânsito na madrugada do dia 7 de maio de 2009, no bairro Mossunguê, em Curitiba.

O caso ganhou repercussão nacional. Segundo relatos de socorristas que atenderam ao acidente, o ex-deputado estaria embriagado. Carli Filho também não poderia estar dirigindo no dia do acidente, pois estava com a carteira suspensa com 130 pontos de infrações. Laudos do Instituto de Criminalística (IC) apontaram que o carro do ex-deputado estava entre 161 km/h e 173 km/h, 188% superior à máxima permitida no local que é de 60 km/h, no momento do acidente.

Após a audiência desta quinta-feira, o juiz da 2.ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, deverá decidir se a embriaguez e a excessiva velocidade configuram ou não a intenção de matar (dolo). Isso será determinante para que Ribas Carli enfrente o júri popular ou tenha a sentença dada apenas pelo juiz.

Por lei, a instrução de um processo tem um prazo de até 90 dias para ser encerrada. Se Carli Filho não conversar com o juiz, a decisão será dada do mesmo jeito, apenas sem a defesa feita pelo próprio réu.

Original em: http://www.gazetadopovo.com.br

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Juiz decide se ex-deputado Carli Filho vai a júri por morte de jovens

A Justiça do Paraná começou, nesta quinta-feira, a audiência que decidirá se o ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho (PSB-PR) irá a júri pela morte de dois jovens no dia 7 de maio de 2009, em Curitiba, durante um acidente de carro. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) na ocasião mostraram que o deputado tinha 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue, o que caracteriza embriaguez.

Carli Filho pode ir a júri

Nesta quinta-feira, o juiz Daniel de Avelar, que preside a audiência, começou a ouvir as testemunhas de acusação. Depois, será a vez das testemunhas de defesa.

A audiência começou às 9h30 na 1º Vara de Júri de Curitiba e a expectativa é que dure até por volta das 18h. Ao todo, 38 pessoas serão interrogadas, conforme informações da Justiça. O deputado Carli Filho será ouvido somente após todas as testemunhas. A decisão sobre o caso deve sair na sexta-feira.

Carli Filho renunciou ao mandato parlamentar menos de um mês após o acidente e, com isso, perdeu o direito ao foro privilegiado. Assim, caso o juiz opte por mandá-lo a júri, isso acontecerá em uma vara comum. Se condenado, ele pode pegar até 20 anos de prisão.

O acidente

Na madrugada do dia 7 de maio, o Volkswagen Passat que o ex-deputado dirigia chocou-se contra o Honda fit onde estavam Gilmar Rafael Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, na rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, no bairro de Mossunguê, em Curitiba. O veículo ficou completamente destruído e os dois jovens morreram na hora.

O deputado sofreu múltiplas fraturas, inclusive na face. Ele ficou um mês internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para se recuperar das lesões.

O laudo do IML, realizado duas horas após o acidente, apontou que o Carli Filho estava com quantidade de álcool acima da permitida. Um recibo fornecido à polícia pelo restaurante onde o parlamentar estava na noite da colisão mostra três tipos de vinho na conta dele, que ficou em R$ 705.

O deputado não poderia dirigir, pois estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por excesso de multas. Para a polícia, Carli Filho assumiu o risco de matar ao dirigir embriagado e supostamente em alta velocidade. “Ao que tudo indica houve dolo eventual”, disse o delegado de Delitos de Trânsito de Curitiba, Armando Braga, durante a reconstituição do acidente. A conclusão preliminar da polícia apontou que o veiculo de Carli estava a pelo menos 120 km/h.

O prefeito de Guarapuava, Luiz Fernando Ribas Carli (PP), defendeu o filho das acusações e disse que não há comprovação de que tenha ocorrido um crime.

Original em: http://ultimosegundo.ig.com.br

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Quatro mulheres mortas no fim de semana na RMC

Joana foi baleada no rosto, dentro de casa e Juliana, na rua.

O final de semana foi marcado pela morte de mulheres, na região metropolitana. Somente na noite de sábado e madrugada de ontem, quatro foram assassinadas, em Araucária, Colombo e Piraquara. Com esses crimes, aumenta para 11 o número de vítimas femininas de homicídio neste ano, na capital e municípios vizinhos.

O crime que mais chamou a atenção foi o assassinato das irmãs Joana Carolina dos Santos Lima, 21 anos, e Juliana Angelita dos Santos, 18, na Vila Macedo, em Piraquara. As duas foram executadas a tiros e as mortes provavelmente estão relacionadas ao tráfico de drogas.

O soldado Dranka, do 17.º Batalhão da Polícia Militar, contou que as irmãs moravam juntas, numa casa da Rua Belém. “Moradores comentaram que percebiam movimentação estranha de pessoas na residência e a suspeita é que houvesse tráfico de drogas no local. Provavelmente esse foi o motivo do duplo homicídio”, disse o policial.

Invasão

Durante a madrugada de ontem, os assassinos invadiram a casa e mataram Joana em um dos quartos. Juliana foi morta no meio da rua, a cerca de 100 metros da casa, provavelmente ao tentar fugir dos criminosos.

“Ela foi perseguida e baleada na rua, onde ficou uma poça de sangue. Depois, o corpo dela foi jogado num terreno baldio, enrolado num carpete”, informou Dranka.

A polícia ainda não sabe se os marginais estavam atrás apenas de uma das irmãs ou se a intenção era matar as duas. O perito Silvestre, do Instituto de Criminalística, informou que elas foram atingidas no rosto, cada uma com um tiro, provavelmente de revólver calibre 38.

Espancada no banheiro

Desconhecida foi agredida e estrangulada na madrugada, em uma cancha de futebol.

Em Colombo, uma mulher de 31 anos foi encontrada morta, na manhã de ontem, nos fundos da Escola Municipal Presidente Castelo Branco, no bairro Campo Pequeno.

Ela estava caída dentro do banheiro desativado, de um campinho de futebol, na esquina da Rua Nicarágua com a Rua Havana. Segundo a polícia, suspeita-se que ela tenha sido espancada e morta por estrangulamento e que o crime tenha ocorrido durante madrugada.

Populares contaram à polícia que a mulher seria usuária de drogas e tinha uma filha de 15 anos. Porém, ninguém a identificou, nem forneceu detalhes sobre a vida dela.

Executada na cama, ao lado do namorado

Juliane levou quatro tiros na cabeça. Rapaz não foi ferido.

Juliane levou quatro tiros na cabeça. Rapaz não foi ferido.

Outra mulher assassinada no fim de semana foi a vendedora Juliane Soares Ferreira, 19 anos. Ela foi executada na noite de sábado, quando assistia à televisão com o namorado, numa residência da Rua Gralha Azul, Jardim Industrial, em Araucária.

Marginais encapuzados invadiram a casa, atrás da jovem, e a mataram com quatro tiros na cabeça. No local, havia outras pessoas, que não foram feridas. Testemunhas contaram à polícia que quatro homens chegaram à casa, por volta das 21h30. Dois deles, encapuzados, entraram na residência e renderam os moradores.

Em seguida, um dos indivíduos foi até o quarto onde estava Juliane e efetuou os disparos. O namorado da vítima, que estava deitado ao seu lado, não foi ferido. Os criminosos fugiram, correndo, e não foram identificados.

Investigação

De acordo com o delegado Rubens Recalcatti, a polícia já trabalha com algumas linhas de investigação. “Não acreditamos que seja crime passional”, disse Recalcatti. O delegado lembrou que, no ano passado, um irmão de Juliane também foi assassinado.

Original em: http://www.parana-online.com.br

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PF desmantela quadrilha que fabricava dinheiro

Notas de R$ 100 e R$ 50 eram feitas bem próximas à perfeição.

Vinte pessoas foram presas, 19 em Curitiba e uma em Barretos (SP), pela Polícia Federal, suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em falsificação de notas de R$ 100 e R$ 50. Ainda serão cumpridos 20 mandados de busca e apreensão.

Grana falsa valia R$ 30.

Entre os presos, está um advogado, que já defendeu falsificadores. Os nomes dos detidos não foram divulgados pela PF. Também foram apreendidos máquinas, tintas, fitas de segurança e papel especial para a confecção das notas, além do dinheiro falso, que ainda não teve a quantia total informada.

Segundo o chefe da Delegacia de Repressão Crimes Fazendários da Polícia Federal, Nilson Antunes, as investigações já estão em andamento há mais de um ano, no entanto, a quadrilha agia desde 2007, quando o Banco Central detectou o grande número de cédulas falsas no Paraná.

“O grupo usava um software, que era conhecido por eles como “receita”. Lá aprendiam a fabricar as notas com muita qualidade, usavam técnicas de serigrafia em um molde desenvolvido, possivelmente por um designer gráfico”, explicou Nilson.

Lotes

Conforme informou, os falsários fabricavam de 20 em 20 cédulas e, cada lote, levava em média 16 horas para ficar pronto.

Nilson disse que necessariamente duas pessoas tinham que participar do processo de confecção das notas.

“Depois de prontas, eles trocavam algumas no comércio e a maioria era vendida a R$ 30.”

Nestes dois anos, estima-se que o grupo já tenha fabricado mais de R$ 3,5 milhões em dinheiro falso, que geraram prejuízo à população e aos cofres públicos com a entrada em circulação.

“Quando descobrimos a numeração das notas falsas, entramos em contato com o Banco Central, que prontamente nos informou que já havia apreendido cerca de 21 mil notas de R$ 100 e pelo menos 18 mil notas de R$ 50.”
Prejuízo certo pro comércio

O perito criminal federal Gustavo Ota Ueno, que analisou o material apreendido, disse que as notas possuem qualidade próxima das verdadeiras e é muito difícil para o comerciante identificar a falsificação.

“Elas são praticamente idênticas e passam em todos os testes caseiros, tanto no manuseio, verificando marcas d’água, fio de segurança, ranhura, quanto com a utilização de canetas e sistema ultravioleta.”

Porém, o sistema tem um defeito: não gera números diferentes para cada impressão. Essa seria a principal maneira de identificar as notas fabricadas por essa quadrilha.

Quando o comerciante recebe uma nota falsa e leva ao banco para fazer um depósito, ela é recolhida e ele não é reembolsado, portanto, tem que arcar com o prejuízo.

Original em: http://www.parana-online.com.br

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Confronto entre presos rivais foi causa de rebelião na Penitenciária Central do Estado do Paraná

Um confronto entre presos de facções rivais que estavam na mesma ala foi o principal motivo da rebelião que causou a morte de cinco detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara. Três deles morreram carbonizados e dois por agressão. Oito presos que foram encontrados feridos durante a vistoria feita por policiais de diversas unidades da PM, inclusive da Companhia de Polícia de Choque. O motim começou na noite desta quinta-feira (14), depois que os presos entraram em confronto e fizeram três agentes penitenciários reféns. Dos cerca de 1.600 detentos da PCE, aproximadamente 1.200 se envolveram de alguma forma no conflito.

O juiz corregedor dos presídios, Marcio Tokars, descartou completamente a possibilidade da rebelião ter sido causada por conta da transferência de 20 PMs do local. “Tenho plena convicção de que a rebelião aconteceu porque presos rivais tiveram a oportunidade de se encontrar e resolveram mostrar sua força. Isso aconteceria independentemente da presença de mais ou menos policiais militares no local”, disse o juiz.

A Polícia Militar do Paraná pôs fim à rebelião, sem qualquer tipo de confronto e sem que nem um tiro fosse disparado, por volta das 16h desta sexta-feira (15), quando os presos se renderam e libertaram os três agentes penitenciários feitos reféns, que tiveram ferimentos leves e passam bem. Os policiais militares continuam no local fazendo vistorias e as primeiras informações são de que diversas portas foram arrancadas e destruídas. Uma avaliação mais precisa sobre os danos causados pelos internos será divulgada assim que os trabalhos forem concluídos.

A exigência para a rendição dos presos e a libertação dos agentes penitenciários foi a confirmação de que alguns detentos, que moram em outros Estados, podem ser transferidos para penitenciárias mais próximas de suas residências, o que ficará a critério do juiz corregedor dos presídios. Os presos começaram a se entregar por volta 15h, depois de negociação com a polícia. Os detentos se entregaram em grupos de 30 e foram distribuídos em quatro pátios para facilitar a contagem, a revista e a identificação.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Luiz Rodrigo Larson Carstens, afirmou que não é verdadeira a notícia de que a rebelião teria sido iniciada por conta da transferência de alguns policiais militares que faziam guarda na Penitenciária Central do Estado. “Os policiais que de lá foram retirados reforçam o policiamento de rua e outras atividades, protegendo a população. O que aconteceu na PCE é que presos grupos rivais entraram em confronto”, explicou.

O motim foi iniciado por volta das 21h30 de quinta-feira (14), quando alguns detentos, das alas 7, 8 e 10, entraram em confronto e fizeram reféns agentes penitenciários e presos.

Participaram da negociação para que os reféns fossem libertados, e para que os presos se rendessem e liberassem a PCE para entrada da polícia, negociadores da Companhia de Polícia de Choque da Polícia Militar, além do secretário da Justiça, Jair Ramos Braga, responsável pelos presídios no Paraná, e também o juiz corregedor Marcio Tokars.

Os agentes penitenciários Emerson Batista, Justiniano França e Antonio Alves foram libertados com ferimentos leves e passam bem. Os presos feridos, um deles gravemente, foram encaminhados para hospitais da cidade. Entre os detentos mortos podem estar Elton Ricardo Salvado, Daniel Pereira da Silva e Fernando Damásio, identidades que ainda serão confirmadas em perícia do Instituto de Criminalística.

Original em: http://www.aenoticias.pr.gov.br

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Morto a pedradas, garrafadas e golpes de faca no Fazendinha

Até pessoas acostumadas com a violência, como o perito criminal do Instituto de Criminalistica e policiais militares, ficaram chocados com a brutalidade empregada no assassinato de Everson Matias de Carvalho, 27 anos, ocorrido no início da manhã de ontem, na Fazendinha.

Além de facadas nas costas, o rapaz teve a cabeça estraçalhada a pedradas e garrafadas. Tanto sangue manchou suas roupas foi difícil descobrir a cor da bermuda e da camiseta que ele vestia.

O crime aconteceu por volta de 5h30 na Rua João Meneghetti. Depois de sair de uma festa de aniversário, Everson – que era conhecido como “Evinho” e morava no Tatuquara – foi assassinado na frente de um sobrado.

Os suspeitos do crime são dois homens que moram de aluguel na casa. De acordo com informações de policiais do 13.º Batalhão da PM, a festa foi realizada a duas casas do sobrado dos suspeitos, que também estariam na comemoração.

Para policiais da Delegacia de Homicídios, que estiveram no local, uma briga regada a droga e bebida teria motivado o crime. Depois de trucidar a vítima, os suspeitos foram descuidados e deixaram uma faca de cabo azul ao lado do corpo.

Cacos de vidro de uma garrafa de vinho também usados na agressão estavam junto à vítima. As marcas de sangue ficaram na entrada do sobrado, nas escadas e na porta de acesso.

Passional

A polícia também checa a informação de que o crime teria motivo passional. Comentários no local davam conta que, há mais de um ano, a mulher de Everson teve um caso com o amigo dos suspeitos. Como Everson teria jurado de morte o suposto amante da esposa, os colegas deram um jeito de eliminá-lo antes.

Evinho era usuário de droga, fato que também teria ligação com a sua morte, já que há indícios de que os autores do crime eram usuários. No interior do carro da vítima, que ficou estacionado na rua, a polícia encontrou certa quantidade de maconha e crack.

Original em: http://www.parana-online.com.br

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Policiais militares são acusados de execução

Carro furtado era ocupado por cinco suspeitos. Todos morreram.

Os cinco jovens mortos no Alto da Glória por policiais militares, na noite de 10 de setembro, não participaram de confronto. Não deram nenhum tiro. Eles foram executados.

A constatação vem das provas reunidas no inquérito policial-militar que investiga o caso. Segundo divulgou, ontem, a Secretaria da Segurança Pública, os aparelhos de rastreamento implantados nas viaturas detectaram o trajeto dos policiais antes de chegar ao hospital.

Por conta das conclusões, a própria PM solicitou as prisões dos 13 investigados. A decisão foi acatada e os mandados expedidos no início da tarde de ontem, pelo juiz da auditoria militar Davi Pinto de Almeida. Até o início da noite, 12, dos 13 envolvidos, já estavam recolhidos. Os locais das prisões não foram divulgados.

Divergências

Até determinada parte, a versão dos policiais e das investigações concordam. Uma equipe do 20.º Batalhão se deparou com um veículo furtado, ocupado por cinco indivíduos.

A perseguição começou no Atuba foi até a Rua Nicolau Maeder, no Alto da Glória, onde os rapazes bateram o automóvel. Neste ponto começam as divergências.

Na versão dos policiais, os jovens desceram do veículo atirando. Teriam sido baleados no revide e levados ao Hospital Cajuru, onde chegaram mortos.

Já as investigações apontam que, depois do acidente, como os jovens estavam feridos, se renderam e foram algemados.

Monitoramento

Os aparelhos rastreadores das viaturas denunciam que, depois das prisões, os rapazes foram levados primeiro a um matagal no bairro Santa Cândida, onde foram executados, e só depois levados mortos ao hospital. A Sesp explica que, além destas, existem outras provas que robustecem a hipótese de execução.

Para o comandante da PM, coronel Luiz Rodrigo Larson Carstens, os policiais agiram descumprindo as leis vigentes, com desvio de conduta, falta de ética e ferindo as garantias de direitos humanos, estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Foi por conta deste episódio que o governo determinou que, em confrontos, os policiais não podem retirar feridos do local. As vítimas têm que ser atendidas pelo Siate.

MP nas investigações

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público, acompanha paralelamente as investigações sobre o caso dos cinco jovens mortos no Alto da Glória. Segundo o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, o processo analisa individualmente a conduta dos 13 policiais.

Para serem concluídas, as investigações só dependem de provas técnicas, a cargo do Instituto de Criminalística. Caso constate-se que o caso não se tratou de legítima defesa dos policiais, durante confronto, os militares vão responder por homicídio na Justiça comum.

Original em: http://www.parana-online.com.br

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