Laudo aponta superlotação como motivo de naufrágio de lancha no DF

Acidente aconteceu em maio; duas jovens morreram

O laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Militar apontou como superlotação o motivo para o naufrágio de uma lancha no lago Paranoá, em Brasília (DF), em maio deste ano. No acidente, duas jovens morreram.

Na época do naufrágio, o Corpo de Bombeiros afirmou que o condutor estava embriagado na hora do acidente. Ele foi indiciado por homicídio culposo, quando não há a intenção de matar. A embarcação tinha 11 pessoas a bordo quando afundou.

Original em: http://noticias.r7.com

GD Star Rating
loading...

Cabo da PM é executado em praça de Arapiraca

Natan Simeão de Lira, de 41 anos, era cabo da Polícia Militar

Um policial militar foi executado no final da manhã desta quinta-feira, dia 4, nas proximidades do Terminal Rodoviário da cidade de Arapiraca. Natan Simeão de Lira, de 41 anos, era cabo da Polícia Militar de Alagoas e estava lotado no 7° Batalhão de Polícia Militar.

Os primeiros levantamentos apontam que o militar tinha um táxi e fazia parada em uma praça próxima ao terminal. No momento do crime, ele conversava com outros taxistas quando dois homens em uma moto de cor azul efetuaram disparos pelas costas da vítima.

Informações do 3° BPM apontam que o militar foi atingido por mais de dez disparos de arma de fogo. Grande parte dos tiros atingiu a região do tórax e um disparo atingiu a cabeça da vítima.

A polícia ainda não sabe os motivos que levaram ao crime. Policiais do 3° BPM e da Polícia Civil de Alagoas estão no local realizando os primeiros levantamentos do homicídio. Eles aguardam a chegada dos peritos do Instituto de Criminalística para então remover o corpo de Natan para o Instituto Médico Legal da cidade. Até o momento ninguém foi preso.

Lira, como era conhecido, era lotado no 7° BPM,sediado em Santana do Ipanema, mas – segundo informações do supervisor de plantão – estaria afastado das funções por problemas de saúde. Seu afastamento já duraria cerca de 90 dias. Ainda segundo o supervisor, o militar tinha a ‘ficha limpa’.

Original em: http://www.alagoas24horas.com.br

GD Star Rating
loading...

Membros da Segurança Pública se reúnem para discutir processos

Reunião ocorreu na sede do Palácio da República, no Centro da capital

Membros do Conselho Estadual de Segurança se reuniram, na manhã desta segunda-feira (01), para uma discussão sobre três processos que estavam pendentes no órgão. O encontro ocorreu em uma sala do Palácio República dos Palmares, no Centro da capital. Entre as deliberações, os integrantes do Conselho discutiram a exclusão da Delegacia de Menores no regime de plantão para otimizar o prazo de inquéritos.

O primeiro processo julgava a promoção do tenente Israel Souza de Moraes. O PM foi autuado por posse ilegal de arma, abuso de poder, entre outros crimes. O primeiro relatório encaminhado à corregedoria havia solicitado a saída do tenente da Polícia Militar e sua condenação.

Já o segundo relatório voltava com a decisão e solicitava uma pena mais branda e sua não exclusão do quadro da PM. Em resposta, o promotor de Justiça Cyro Blatter esclareceu que o processo contendo os dois relatórios já foi encaminhado à Justiça, de modo que já não cabe à corregedoria da PM decidir o destino de Israel Souza.

O segundo caso dizia respeito à solicitação para que a Delegacia da Criança e do Adolescente fosse excluída do regime de plantão da Polícia Civil. O processo, elaborado pelo Ministério Público, representado pela promotora Alexandra Beurlen, é fundamentado no fato de que os plantões atrasam os as investigações de crimes contra crianças e adolescentes. A solicitação foi atendida pelo Conselho.

O delegado Rodrigo Rubiale, que também é membro do conselho, afirmou que a retirada é viável, mas abriu parênteses, lembrando que os regimes de plantão acabam por prejudicar os inquéritos de todas as distritais.

Rubiale aproveitou a oportunidade para mencionar a respeito do regime de oito horas aos agentes da Polícia Civil, afirmando acreditar que as diligências serão facilitadas. O advogado Everaldo Patriota emendou que o novo modelo fará com que os policiais trabalhem mais. “O problema é que policial acha que pode trabalhar a hora que quer”, alfinetou.

A promotora também solicitou a criação de uma outra delegacia, o que, segundo o conselho, caberia à Polícia Civil criar um projeto de lei que fosse sancionado pelo Governo Estadual. Beurlen também reclamou da demora para o encaminhamento dos ofícios para investigação, afirmando que o Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto Médico Legal (IML) demoram 45 dias para entrega dos laudos.

Houve ainda um terceiro processo referente a um projeto de sistema de controle de informações que disponibilizasse registros policiais. Entretanto, a relatora do processo, conselheira Claudia Muniz de Andrade, não esteve presente por motivo de viagem. O conselheiro Antiógenes pediu vistas e comentou que a criação desse sistema custaria aos cofres da segurança pública cerca de R$ 475 mil, o que gastaria muito.

Original em: http://gazetaweb.globo.com

GD Star Rating
loading...

PM é acusado de agredir jovem de 17 anos em Jacareí, em SP

SÃO PAULO – Um jovem de 17 anos, morador de Jacareí, a acusa um PM de agressão. O caso está sendo investigado pelas polícias Civil e Militar. As roupas sujas de sangue estão guardadas como prova. O adolescente também registrou fotos com hematomas no rosto, no pescoço e nas costas. Ele afirma que, na madrugada do dia 10 de janeiro, foi agredido por um policial militar conhecido apenas como Soldado Eduardo.

– Eles começaram a me bater, pediram pra eu me ajoelhar, deram coronhadas na minha cara. Não sabia quem ele era, ele não tinha se identificado, não tinha pedido documento, não me revistou, nem nada – diz o adolescente.

O jovem diz que estava com a namorada numa festa entre amigos, em uma rua no bairro Balneário Paraíba, em Jacareí. Ele afirma que um carro preto chegou, de repente, com dois homens armados. Um deles, que seria o policial, já teria começado a agressão.

De acordo com testemunhas, a confusão teria começado porque o barulho da festa incomodou vizinhos, entre eles a mulher do soldado. Primeiro ela teria chamado uma ronda da Polícia Militar. Como o problema continuou, ela ligou para o marido, que estava de férias.

O menor diz que foi espancado pelo soldado enquanto o outro homem apontava a arma para a cabeça dele. A namorada do adolescente conta que viu parte das agressões.

– Ele chegou dando soco, apontando a arma para ele. Deu soco, bateu na costela dele. Aí depois eu saí, não vi mais nada – afirma a namorada.

O jovem fez exame de corpo de delito e a família registrou boletim de ocorrência nas Polícias Civil e Militar.

– Eu quero sim punição para este policial. Vou levar o caso para a corregedoria da polícia, em São Paulo. Meu filho já foi espancado e não quero que filhos de amigos meus passem por isso também – diz o pai do adolescente, Marcos Vinicius Neves.

Para o delegado, o soldado alegou que houve apenas uma briga. Mas como ele e o outro homem estavam armados, eles poderão responder por crime de lesão corporal.

– Esse policial militar vai responder o crime como qualquer outro cidadão, porque ele não estava no serviço – afirma o delegado Tales Prado Junior.

O soldado também será investigado pela própria a Polícia Militar.

– Essa suposta agressão nos chega com surpresa, porque ele é um ótimo policial. Até que se prove o contrário, é um excelente policial, está há sete anos na Polícia. Se for comprovada a denúncia, ele vai responder pelo ato. Se não for nada do que estão acusando, cabe a ele entrar com uma ação contra o reclamante – explica o capitão da PM, Relder de Souza.

As polícias Civil e Militar também vão investigar a ação dos policiais da ronda que, segundo acusações, teriam presenciado parte das agressões. O delegado informou que aguarda o laudo do IML e que ainda está ouvindo testemunhas.

Original em: http://oglobo.globo.com

GD Star Rating
loading...

Vendedor de carro acusa soldado da PM da Cidade Ocidental de tê-lo torturado

O militar é acusado, ainda, de ter implantado arma de fogo no veículo da vítima porque não teria ficado satisfeito com a quantia paga por automóvel

Jamílton Costa mostra os hematomas e garante que foi ameaçado outras vezes pelo mesmo policial

As polícias Civil e Militar e o Ministério Público de Goiás investigam uma denúncia de tortura supostamente cometida por um soldado da PM na Cidade Ocidental, a aproximadamente 45km de Brasília. O vendedor de carros Jamilton Costa dos Reis, 36 anos, morador do Gama, acusa o policial Manoel Domingos Teixeira Pinto, 35, de tê-lo espancado, por volta das 19h de 20 de janeiro último. O motivo seria uma negociação malsucedida entre os dois. Jamilton vendeu um veículo de Manoel, que não teria ficado feliz com a quantia paga pelo automóvel. Na quarta-feira passada, Jamilton acabara de deixar um empregado em casa no centro da Cidade Ocidental, quando foi abordado.

O rapaz foi revistado e, por falta de um triângulo de sinalização em seu carro, um Corsa Sedan verde, seguiu para o quartel do 3º Comando Independente de Polícia Militar (CIPM), na Avenida Santos Dumont, no qual Manoel é lotado. Ao chegar, Jamilton afirma ter sido algemado e jogado no chão. “O Manoel e outros policiais começaram a me bater com pedaços de pau. Eles já tinham tudo armado. A tortura é um hábito ali”, denunciou. Desde então, o vendedor exibe feridas por todo o corpo. De acordo com um laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Luziânia datado de 22 de janeiro, havia manchas azuladas nos braços, cotovelos, glúteos, pernas e joelhos, causadas por “sucessivos golpes contundentes e sugestiva de tortura”.

Um amigo levou o equipamento de segurança que faltava para Jamilton. Mesmo assim, o vendedor ficou preso durante dois dias por outro motivo: um flagrante de porte ilegal de arma de fogo. “O Manoel plantou um revólver velho que eu nunca tinha visto no meu carro e me prendeu. Me neguei a segurar a arma e apanhei com mais força ainda. Passei dias sem andar, porque tinha ferimentos na sola dos pés. As mãos também ficaram roxas”, alegou. “No dia da prisão, o PM me levou para o IML e fizeram uma vistoria rápida, nem tirei as calças. Em seguida, me bateram mais e me jogaram sozinho em uma cela. Só fizeram um exame de verdade dois dias depois”, afirmou Jamilton.

A mãe do rapaz, a funcionária pública federal Marinalva Maria dos Reis, 55 anos, tentou interceder e diz que também apanhou. “Meu filho estava todo roxo no IML. Entrei na frente do PM para evitar mais violência e levei um tapa na cara. Perguntei se não tinha vergonha de bater em uma senhora e ele disse que bandido não tem idade. Em seguida, me jogou no porta-malas de um Fiat Palio descaracterizado. Na porta do presídio, me tirou de lá pelos cabelos e me prendeu por desacato”, lembrou Marinalva. Jamilton, a mulher e as duas filhas não foram para casa desde então. “Estamos sendo perseguidos e corremos risco de morte”, declarou o comerciante. A família registrou ocorrência na Delegacia da Cidade Ocidental, que investiga o caso. O delegado não foi localizado para dar entrevista.

Jamilton relata que já foi ameaçado outras vezes pelo policial. “Em setembro, registrei ocorrência contra ele por ameaça. O Manoel apontou uma arma para mim no meu local de trabalho. Vendi o carro e ele queria que eu desfizesse o negócio, mas não dá”, disse o vendedor. O policial militar nega todas as acusações. “Esse homem é um bandido, pegou meu carro para vender e sumiu com ele. Ele passou em alta velocidade pelo balão da entrada da cidade e por isso paramos o carro. Nem sabia quem era. Fizemos a revista e encontramos uma arma. Ele resistiu muito à prisão e por isso apresenta algumas escoriações”, defendeu-se. Manoel trabalha como policial há 9 anos e já respondeu processos administrativos por faltar ao trabalho e chegar atrasado. Jamilton tem passagem pela Delegacia do Consumidor por estelionato e apropriação indébita.

O uso de violência por parte de policiais, aparentemente, não é raro no Entorno do DF. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Público da Cidade Ocidental, outras 20 denúncias de tortura cometida por homens fardados estão em fase de investigação. O comando da PM da Cidade Ocidental abriu sindicância para apurar o caso. Se a autoria da tortura for comprovada, Manoel pode ser afastado da corporação. “A acusação é grave. Tortura é um crime hediondo. Não apoiamos esse comportamento. Faremos de tudo para esclarecer”, concluiu o comandante do 3º CIPM, capitão Cláudio Danilo Moura Braga.

O que diz a lei
A pena prevista pela Lei Federal nº 9.455 de 7 abril de 1997 é de dois a oito anos de reclusão para o crime de tortura. A condenação acarreta na perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada. O infração é inafiançável. O condenado por esse crime deve iniciar o cumprimento da sentença em regime fechado.

Memória
26 de dezembro de 2009

A mãe de um jovem de 20 anos filmou a tortura do filho em uma cadeia em Santo Antônio do Descoberto, a 50 quilômetros de Brasília. O caso só veio à tona depois que ela conseguiu gravar o espancamento no pátio do presídio com a câmera de um celular, do outro lado da rua. Ela admite que, minutos antes da sessão de tortura, recebeu uma mensagem do filho de dentro da cadeia. No vídeo, um agente penitenciário pisoteia Jerônimo Júnior e dá vários tapas no rosto do jovem. O funcionário da cadeia grita e ameaça o presidiário. O agente foi afastado da função e responde a processo administrativo.

3 de outubro de 2009

A Justiça goiana determinou a prisão de três integrantes da Força Nacional de Segurança (FNS) acusados de torturar dois jovens de 17 e 23 anos. Erivan Oliveira Picanço, 37, Walter Misael Santos Rocha, 40, e Valdenir Oliveira Mesquita, 37, foram identificados como bombeiros militares do Amapá, Paraíba e Brasília, respectivamente. Eles estavam em treinamento há quatro meses e deveriam voltar para seus estados de origem dentro de três. O comandante da FNS, coronel Luiz Antônio Ferreira, lamentou pela conduta dos bombeiros e anunciou o desligamento deles da tropa de elite da polícia. Uma das vítimas, além de espancada, também sofreu abuso sexual.

Original em: http://www.correiobraziliense.com.br

GD Star Rating
loading...

Soldado à disposição da Academia

O soldado militar José Barros da Costa está à disposição da Academia de Polícia Militar Costa Verde, em Várzea Grande, desde 9 de novembro de 2009. Um Boletim de Pessoal da PM publicado no Diário Oficial de 25 de novembro prevê que o policial prestará serviço na unidade até o dia 8 de março de 2010. Procurado no local, a reportagem foi informada de que o soldado Costa está afastado sob licença médica.

Ele está à disposição do capitão Robson Oliveira Curi, que preside o Conselho de Disciplina que apura os crimes do soldado. Curi afirmou que o servidor público não foi afastado porque é praxe realizar o processo administrativo antes da demissão.

Contudo, o procedimento tem prazo para conclusão de 40 dias e apesar da primeira condenação judicial de Costa por homicídio qualificado ter saído há mais de dois anos, a PM não conseguiu finalizar o processo disciplinar contra o soldado.

Em novembro, quando foi disponibilizado para a Academia, Costa obteve um atestado médico de 120 dias alegando problemas psiquiátricos. Para a polícia, essa é uma estratégia para protelar a finalização do Conselho de Disciplina, já que a incidência de problemas de saúde suspende o prazo do processo que pode gerar sua expulsão.

O capitão Curi afirmou que a corporação encaminhou os documentos disciplinares de Costa para o Instituto Médico Legal, para que ele passe pela avaliação de um perito oficial que possa constatar alguma enfermidade. A assessoria de imprensa da PM não repassou para a reportagem o telefone do soldado.

Original em: http://www.diariodecuiaba.com.br

GD Star Rating
loading...

Cioe detona bomba em lixão de Paulista

Corpo de Bombeiros isolou a área para que os PMs pudessem analisar o objeto e em seguida detoná-lo, sem risco para a vida de quem participou da ação

Policiais militares da Companhia Independente de Operações Especiais (Cioe) desativaram uma bomba encontrada dentro do Lixão da Mirueira, em Paulista, no final da tarde da segunda-feira (4). O Corpo de Bombeiros isolou a área para que os PMs pudessem analisar o objeto e em seguida detoná-lo, sem risco para a vida de quem participou da ação.

De acordo com o Cioe, ainda foram recolhidos materiais para análise que será realizada pelo Instituto de Criminalística do Recife.

Original em: http://pe360graus.globo.com

GD Star Rating
loading...

Cápsula de fuzil é achada perto de onde PMs atiraram no rosto de jovem, nas Paineiras

RIO – Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) encontraram a cápsula de um projétil de fuzil calibre 7,62 na Estrada das Paineiras, no Alto da Boavista, perto de onde uma vendedora, de 21 anos, foi baleada na noite de sexta, antes de ser atirada num abismo. As armas dos dois policiais militares acusados do crime já foram recolhidas para que seja feito um confronto balístico. O cabo e o soldado suspeitos de terem roubado e tentado matar a jovem foram transferidos para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica. Os dois estão com a prisão temporária decretada, por um período de 30 dias, acusados de extorquir dinheiro, estuprar e tentar matar a vendedora.

O delegado Fernando César Magalhães Reis, responsável pela investigação na 6ª DP (Cidade Nova), disse, nesta segunda-feira, que o soldado Rodrigo Nogueira negou envolvimento no caso. Já cabo Marcelo Carneiro disse que só falaria em juízo. Os PMs são do 1º BPM (Estácio) e já estavam presos, administrativamente, desde que a vítima os reconheceu por fotos.

A PM abriu uma sindicância para apurar o caso. No domingo, policiais da 6ª DP (Cidade Nova), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e agentes do Ministério Público cumpriram mandados de busca e apreensão nas casas dos policiais, na Baixada. Foram recolhidos um computador, uma touca ninja e um cassetete, segundo informou o telejornal Bom Dia Rio.

Coronel diz que ato de PMs o envergonha

O soldado Rodrigo Nogueira Batista e o cabo Marcelo Machado Carneiro tiveram prisão cautelar temporária expedida na manhã de domingo pelo plantão do Tribunal de Justiça. Do quartel do 1º BPM (Estácio), onde são lotados, eles foram transferidos para o Batalhão Especial Prisional (BEP). Segundo o delegado Alexandre Braga, responsável pela investigação, o soldado negou envolvimento no caso e o cabo se recusou a prestar depoimento. Os PMs podem ser indiciados por vários crimes.

– Um dos crimes seria roubo. Outro seria sequestro, mas podem ser vários crimes. Sendo que, ao terminar vários desses crimes, eles teriam ainda decidido matar essa vítima para que fosse assegurada a eles a impunidade – disse o delegado Alexandre Braga, em entrevista ao telejornal Bom Dia Rio.

A mulher de 21 anos teria sido abordada pela dupla, lotada no 1º BPM (Estácio), nas proximidades do Metrô do Estácio, na noite desta sexta-feira. Em depoimento na 6ª DP (Cidade Nova), onde o caso foi registrado no sábado, a jovem contou que reagiu à abordagem de um cabo e um soldado. A vítima, que é vendedora, estaria com R$ 1,7 mil, que ela descreveu como sendo “suas economias”. Além de os policiais ficarem com o dinheiro, na versão da jovem, os PMs pediram mais. Segundo o delegado assistente da 6ª DP, Alexandre Braga, eles pensavam que a mulher, moradora do Morro de São Carlos, tinha ligação com o tráfico e pediam R$ 20 mil para libertá-la.

Como a vítima sustentava que não tinha o dinheiro, teria tido início, então, um deslocamento por vários bairros, numa viatura policial e num carro particular, para o que, segundo ela, seria sua execução. Nas Paineiras, ela teria sido colocada sobre uma mureta. Os PMs, então, teriam atirado com uma carabina contra seu rosto e, em seguida, jogado a vítima de um precipício de nove metros. Mesmo ferida, ela conseguiu voltar para o asfalto e pedir ajuda a motoristas. Um ciclista que passava pelo local chamou os bombeiros, que a levaram ao Hospital Lourenço Jorge, na Barra.

Original em: http://oglobo.globo.com

GD Star Rating
loading...

Polícia prende cabo da PM acusado de tentar matar jovem nas Paineiras

O policial Marcelo Carneiro estava foragido. Ele foi encontrado na casa de um parente, em Cosmos, na Zona Oeste do Rio. O outro policial envolvido, o soldado Rodrigo Nogueira, havia sido preso na tarde de sábado. Os PMs foram reconhecidos pela vítima

Rio- O cabo PM Marcelo Machado Carneiro, 40 anos, foi detido no fim da noite de sábado, na casa de um parente, em Cosmos, na Zona Oeste do Rio. Lotado no 1º BPM (Estácio), o cabo Marcelo Carneiro, que estava foragido, é um dos acusados de roubar cerca de R$ 1.750, abusar e tentar matar uma vendedora de 21 anos, na sexta-feira à noite, nas Paineiras, no Alto da Boa Vista. O outro acusado, o soldado Rodrigo Nogueira Batista, já havia sido preso na tarde de sábado.

Marcelo foi detido por policiais do Serviço Reservado (P-2) do 1º BPM (Estácio) e chegou à 6ª DP (Cidade Nova), na madrugada deste domingo. Na delegacia, Marcelo e Rodrigo foram reconhecidos pela vítima. Segundo o delegado adjunto Alexandre Braga, o cabo preferiu não prestar depoimento, por estar, aparentemente, alcoolizado. Rodrigo é acusado de ter atirado na jovem.

O delegado informou ainda já ter provas suficientes para solicitar, ainda neste domingo, a prisão provisória dos acusados, junto ao plantão do Tribunal de Justiça. Após os depoimentos, os PMs foram encaminhados ao batalhão, onde ficarão presos administrativamente pelo período de 72 horas. A jovem será incluída no Programa de Apoio e Proteção a Testemunhas.

“Os dois policiais foram reconhecidos pela vítima. E, com base nas provas técnicas, vamos pedir a prisão temporária dos envolvidos. Os policiais serão indiciados pelos crimes de roubo, cárcere privado, estupro e tentativa de homicídio”, disse o delegado, que esteve, no fim da noite de sábado, no local do crime, acompanhado de peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli.

Um dos acusados pediu para jovem rezar, antes de fazer o disparo

De acordo com as investigações, a jovem foi abordada pelos policiais na estação do metrô, no Estácio, por volta das 22h30 de sexta-feira. Ela ia para a casa da mãe, quando foi surpreendida pelos PMs fardados. A dupla teria colocado a jovem em uma viatura, depois em um carro particular, e seguiu com ela até a Estrada das Paineiras, no Alto da Boa Vista. A jovem contou que os policais pediram para ela rezar, antes de um deles fazer o disparo. Ela levou um tiro no rosto e só escapou porque fingiu estar morta.

Três horas e meia após se arrastar pela mata, a vendedora escalou a ribanceira e pediu ajuda a um idoso, que passava de bicicleta, sendo socorrida por bombeiros. O tiro que a atingiu entrou no lado esquerdo do rosto e saiu próximo ao ouvido. Medicada no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, ela foi levada à 6ª DP e reconheceu os policiais.

Na tarde de sábado, peritos acharam par de sandálias, sangue e cápsula de fuzil. Foram apreendidas duas pistolas, fuzil e carabina dos PMs. O comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte, disse que, se o julgamento fosse no sábado, os PMs teriam sido expulsos: “Fatos como esses nos envergonham”.

Original em: http://odia.terra.com.br

GD Star Rating
loading...

Soldado da PM suspeito de matar publicitária em Goiânia é preso

GOIÂNIA – O soldado da Polícia Militar de Goiás Henrique Lopes Galvão, de 28 anos, suspeito de ter matado a publicitária e empresária Polyanna Arruda Borges, de 26, foi preso nesta quarta-feira. Polyanna foi assassinada a tiros no dia 24 de setembro deste ano, às margens do Córrego Caveirinha, no Residencial Humaitá, em Goiânia.

Henrique foi preso por determinação do comandante-geral da PM, coronel Carlos Antônio Elias, depois que a Polícia Civil prendeu, na terça-feira, no Bairro Goiá, o irmão dele, Hélio Lopes Galvão, com o celular da publicitária. Hélio disse que comprou o celular do irmão.

Segundo as investigações da PM, o celular da publicitária foi furtado pelo militar no local onde o carro da vítima foi encontrado parcialmente carbonizado, no dia 24, na Rua Xavante, no Residencial Caraíbas.

– Ele era o responsável pela preservação do local do crime e a atitude dele é inadmissível para a corporação – explicou o comandante-geral da Polícia Militar.

O soldado contou na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) que achou o aparelho Nokia N 85 no chão, perto do carro da publicitária, e que apresentava defeito. Segundo o soldado Henrique Galvão, o aparelho estava molhado e ele gastou com o conserto dele. As versões do soldado e do irmão dele serão analisadas pelas duas polícias. O coronel Carlos Antônio Elias disse que o soldado terá de provar que não foi ele o autor do assassinato de Polyanna Arruda.

– Não acreditamos que ele tenha violado o local do crime e que tenha apenas furtado o celular. Para a PM, hoje ele é o principal suspeito do crime. Terá de provar que não matou a publicitária – disse.

O coronel Carlos Antônio Elias disse também que o sargento Adriano Fidélis dos Santos, que comandava a operação no local em que o carro foi encontrado, também será responsabilizado pela violação de local de crime. Ele já foi afastado das funções e além de responder ao procedimento policial militar na Corregedoria, será responsabilizado criminalmente.

O laudo cadavérico de Polyanna Arruda Borges revelou que a publicitária e empresária foi asfixiada, estuprada e morta com pelo menos sete tiros, dois deles à distância. O corpo dela apresentava oito perfurações e uma delas atravessou o corpo da vítima, que foi encontrada nua.

A empresária desapareceu por volta das 8h do dia 24 de setembro, ao sair de casa, no Setor Bueno, para ministrar uma palestra na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). Ela não chegou ao compromisso. Logo depois, o carro dela foi encontrado parcialmente carbonizado.

A Polícia Civil continua investigando a possibilidade de latrocínio- roubo seguido de morte.

Original em: http://oglobo.globo.com

GD Star Rating
loading...