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Perícia comprova que ciclista foi arrastado por 6,5 km em para-brisa

O laudo do Instituto de Criminalística do Paraná do acidente que vitimou um ciclista de 31 anos, atropelado no último dia 10, na BR-116, revelou que a distância do local da colisão até o ponto onde o condutor do veículo foi parado era de 6,5 km. O ciclista trafegava pelo acostamento da BR-116, quando foi atropelado por uma caminhonete.

O motorista, José Adil Simioni, de 58 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Rodoviária Federal. O teste do bafômetro indicou que Simioni apresentava 2 miligramas de álcool por litro de ar – o limite máximo aferido pelo equipamento.

Segundo o perito criminal Márcio Alexandre Tavares, que realizou a perícia do caso, o valor correto do deslocamento do veículo foi possível graças ao trabalho da Criminalística. “Como o acidente ocorreu em uma rodovia de grande movimento, muitos sinais e marcas são deixados na pista. Tivemos que realizar um trabalho minuciosos para descobrirmos exatamente quais deles eram os provocados por essa colisão”, explicou.

O local exato foi descoberto graças à bicicleta da vítima, que foi encontrada após buscas pela região. “Ela estava caída em um barranco, no meio do matagal”, conta Tavares. O perito ainda ressalta que o fato da população não ter mexido na cena do crime auxiliou a Criminalística. “É muito importante para nós essa contribuição. Qualquer adulteração pode modificar o exame e comprometer nossa análise”, completa.

Ainda de acordo com a perícia, ficou comprovado que o condutor e o ciclista trafegavam sentido Curitiba, o primeiro pela pista e o ciclista pelo acostamento, ambos corretamente. Em algum momento a caminhonete invadiu o acostamento e atropelou o ciclista. Não foi encontrada pela perícia nenhuma causa aparente para o desvio, como um obstáculo ou um buraco na rodovia, por exemplo.

O laudo do Instituto de Criminalística será juntado ao inquérito do caso, que está sob comando da Polícia Civil. O presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar), Leandro Cerqueira Lima, explica a importância da prova técnica: “O trabalho da perícia é fundamental para a investigação, pois é a prova material que subsidia a Justiça na busca da verdade. Sem ele, os julgamentos dependeriam exclusivamente das provas testemunhais, o que é temerário”, alerta.

Original em: http://www.bemparana.com.br por Redação Bem Paraná, com assessoria

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Perícia descarta atentado contra a prefeitura de Apucarana

O laudo revela que o tiro, que seria de uma pistola 380, partiu de longa distância pela trajetória calculada pelos peritos

Perícia descarta atentado contra prefeitura de Apucarana (Tribuna do Norte) O delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, Ítalo Sega, já recebeu laudo de perícia técnica feita pelo Instituto de Criminalística de Londrina referente a um disparo de arma de fogo ocorrido no prédio da Prefeitura de Apucarana entre os dias 17 e 18 de março deste ano. Naquela ocasião, foram constatados buracos na vidraça e na parede da sala da Procuradoria Jurídica e um projétil caído no chão.

De acordo com o delegado, a perícia chegou à conclusão de que trata-se de um a bala perdida e não um atentado contra a Prefeitura, conforme se cogitou inicialmente. O laudo revela que o tiro, que seria de uma pistola 380, partiu de longa distância pela trajetória calculada pelos peritos. O laudo será anexado ao inquérito aberto pela Polícia Civil e o relatório encaminhado ao Ministério Público para conclusão final.

Original em: http://www.tnonline.com.br

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Polícia Civil cria banco de dados com DNA de presos por crimes sexuais

Informações coletadas no PR ficarão disponíveis em um cadastro nacional. Paraná é o primeiro estado brasileiro a ter o serviço.

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O Paraná vai ser o primeiro estado brasileiro a ter um banco de dados com DNA de pessoas presas por crimes sexuais, como os estupros, por exemplo. As informações ficarão concentradas com os institutos de criminalísticas da Polícia Civil em vários estados.
Uma reportagem especial feita por uma equipe de reportagem da RPC TV mostra a importância dos dados para os peritos ao tentar levantar provas sobre esse tipo de crimes.
Os exames serão feitos pelo laboratório de genética molecular humana, em Curitiba. “A partir deste momento, se ele (o criminoso) deixa um vestígio no local do crime, nós vamos ter condições de identificá-lo a partir deste vestígio, como uma mancha de sangue ou de sêmen, por exemplo, sem ter um suspeito formalmente acusado”, explica o diretor do Instituto de Criminalística do Paraná, Marco Aurélio Pimpão. Ele acrescenta que o investimento é alto, mas que deve encurtar muitas investigações.

Original em: http://globotv.globo.com/ (fonte, créditos e vídeo)

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Governo autoriza promoções na Polícia Científica e abre vagas para novos peritos

O governador Beto Richa autorizou nesta quarta-feira (10/10), em Curitiba, a promoção de 87 peritos da Polícia Científica que atuam no Instituto de Criminalística do Paraná e no Instituto Médico-Legal (IML) em todo o Estado. O reenquadramento desses profissionais abrirá vagas no quadro da categoria e permitirá ao governo convocar nos próximos dias 35 peritos criminais aprovados no concurso de 2009.

“Com estas promoções atendemos a uma reivindicação antiga da categoria e damos mais um passo para a valorização do funcionalismo público, que o governo vem garantindo por meio da correção das defasagens e progressões salariais”, disse o governador.

De acordo com o secretário estadual da Segurança Pública, Cid Vasques, a nomeação dos novos peritos criminais representará um acréscimo de mais de 20% no quadro de profissionais da área no Estado. “É um aumento significativo, que refletirá na melhoria dos serviços prestados”, afirmou.

“O aumento do quadro significa uma melhor efetividade na elaboração de laudos periciais, melhorando o atendimento ao Judiciário e à comunidade”, afirma o diretor do Instituto de Criminalística do Paraná, Antonio Edson Vaz de Siqueira.

PROMOVIDOS – Do Instituto de Criminalística foram promovidos 45 peritos criminais de Curitiba e das seções técnicas do interior: Londrina, Paranaguá, Cascavel, Ponta Grossa, Umuarama, Maringá, Foz do Iguaçu, Guarapuava e Francisco Beltrão.

Também obtiveram progressão de carreira profissionais das 17 sedes do Instituto Médico-Legal: nove auxiliares de anatomia e necropsia (7); 28 médicos legistas e cinco toxicologistas. O IML tem sedes em Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Curitiba, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Ivaiporã, Jacarezinho, Londrina, Maringá, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, Toledo, Umuarama, União da Vitória.

Segundo o diretor do IML, Porcídio Vilani, as promoções atendem a grande parte dos anseios dos servidores do instituto.

ALTERAÇÃO NA LEI – Paralelamente à contratação de novos peritos, o governo trabalha na elaboração de um anteprojeto de lei que encurtará o tempo de serviço necessário para que profissionais da categoria obtenham promoções. Atualmente, a lei estadual 14.678/2005 prevê que os peritos só podem ser promovidos depois de 15 anos na carreira.

A proposta do governo, que será enviada para a Assembleia Legislativa, estabelece que os peritos criminais que entrarem na instituição pela classe de acesso (a chamada 4.ª classe) poderão progredir na carreira depois de sete anos. O mesmo período de progressão vale para peritos de 3.ª, 2.ª e 1.ª classes.

Promoções – Instituto de Criminalística

Perito Criminal

4ª classe referência II para 3ª classe referência III – 35 servidores

3ª classe referência II para a 2ª classe referência III – 10 servidores

Promoções – Instituto Médico Legal

Auxiliar de Anatomia e Necropsia

4ª classe referência II para 3ª classe referência III – 7 servidores

2ª classe referência II para 1ª classe referência III – 2 servidores

Toxicologista

4ª classe referência II para 3ª classe referência III – 4 servidores

3ª classe referência II para a 2ª classe referência III – 1 servidores

Médico-Legista

4ª classe referência II para 3ª classe referência III – 22 servidores

3ª classe referência II para a 2ª classe referência III – 6 servidores

Original em: http://www.bemparana.com.br/

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Governo – PR chamará 35 aprovados para perito criminal e fará novo concurso

A Secretaria de Segurança Pública vai chamar nos próximos meses 35 peritos criminais aprovados em concurso público e abrir novo concurso para suprir as necessidades do Instituto de Criminalística do Paraná. Desta forma, será possível dobrar o número de peritos criminais no Estado, passando de 300 para 600 – meta inserida no programa Paraná Seguro.
O edital do novo concurso está previsto para o mês de novembro. Grande parte das vagas será destinada para suprir a demanda no interior do Estado.
Além da contratação de mais pessoal, o Governo do Estado vai investir R$ 25 milhões em equipamentos para o Instituto de Criminalística do Paraná. A modernização, com novos aparelhos e laboratórios, possibilitará agilidade no trabalho e rapidez nos resultados dos exames realizados pela instituição.
Para descentralizar o trabalho, que hoje ocorre na capital, novos laboratórios serão entregues para as cidades de Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu.
Também pelo Paraná Seguro, a Secretaria da Segurança Pública vai ampliar o número de seções técnicas do interior das atuais nove para 23 (uma para cada Área Integrada de Segurança Pública – AISP), nos próximos anos.
Novas sedes para o Instituto de Criminalística estão previstas para os municípios de Curitiba, Londrina e Maringá. Os projetos já estão em andamento. Neste ano, o Governo do Estado também promoveu a a recomposição salarial para a categoria, que representou aumento de até 60%.
A meta da Segurança Pública é transformar o Instituto de Criminalística e o Instituto Médico-Legal do Paraná em centros de excelência no atendimento ao cidadão até o fim de 2014.
Concurados – A contratação dos 35 peritos criminais remanescentes de concurso público será possível com a alteração da lei estadual número 14.678/2005, que reenquadra a progressão de carreira dos servidores. A mudança é uma reivindicação antiga da categoria, que se arrastava ao longo dos últimos anos e que será atendida pelo atual governo, com o envio de um anteprojeto de lei para Assembleia Legislativa do Paraná no mês de setembro.
Com a mudança, os peritos criminais que entrarem na instituição pela classe de acesso (a chamada 4ª classe) poderão progredir na carreira depois de sete anos, e não mais 15 anos, como ocorre atualmente. O mesmo período de progressão vale para peritos de 3ª, 2ª e 1ª classes (topo da carreira).
Ao liberar peritos da classe de acesso para a progressão na carreira será possível abrir as vagas para os 35 aprovados remanescentes.
Fonte: www.aen.pr.gov.br

Original em: http://www.pciconcursos.com.br/

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Polícia incinera 250 kg de entorpecentes

Apreensões de entorpecentes realizadas neste ano por policiais apucaranenses na região já totalizam mais de meia tonelada

Polícia incinera 250 kg de drogas em Apucarana

Polícia incinera 250 kg de drogas em Apucarana

A Polícia Civil de Apucarana incinerou ontem mais 250 kg de maconha. A droga foi apreendida em uma operação do Serviço Reservado da PM (P2) no mês passado, em Sertanópolis. Três apucaranenses envolvidos com o tráfico de drogas e roubos de carros foram presos naquela ação policial.

Além da maconha foram queimados 1,1kg de crack e 105g de haxixe. A fornalha de uma indústria foi utilizada na destruição dos entorpecentes.

Com a ação de ontem, que responde a determinação judicial da Comarca de Apucarana, a Polícia Civil já queimou mais de 700 kg de drogas este ano. A maior parte composta por maconha apreendida no município. Pela quantidade de drogas armazenadas, o Poder Judiciário determinou caráter especial nos inquéritos policiais.

A lei 11.343/06 permite que seja retirada uma pequena amostra da droga apreendida, anexada ao processo até sua conclusão. O restante deve ser destruída. A medida é para garantir segurança pública e evitar que tentem roubar a droga invadindo um depósito protegido. “O entorpecente fica apreendido até que laudo pericial que confirme que o material é droga, então é solicitado ao judiciário a incineração”, explica o superintendente da 17ª Subdivisão Policial, (SDP) Roberto Francisco dos Santos.

Original em: http://www.tnonline.com.br

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Criminalística aponta falha humana em acidente em brinquedo da Expolondrina

O Instituto de Criminalística de Londrina apontou nesta terça-feira (13) falha humana como a causa de um acidente em um brinquedo instalado na 51ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, a ExpoLondrina 2011. Na madrugada de sexta-feira (8), uma adolescente de 16 anos teve fraturas na perna e no pé ao andar no brinquedo King Loop no parque de diversões da feira.

De acordo com responsável pelo laudo, o perito Luis Noboru, o laudo identificou a negligência dos operadores do brinquedo. Ele explicou que não foi encontrada nenhuma irregularidade no brinquedo. “Foram realizados testes diversos. Fizemos simulações de queda de energia, paradas de emergência e o equipamento está funcionando normalmente”, explicou.

Noboru disse que o operador não conferiu se os usuários do brinquedo estavam devidamente presos com a grade de proteção. “Antes de acionar o brinquedo tem que conferir. Isso é uma pratica comum. Se não houve essa verificação, há falha também no treinamento do pessoal”, declarou.

O Corpo de Bombeiros informou no dia do incidente que Bruna Almeida de Andrade teria posicionado a perna de maneira errada no brinquedo e bateu o membro em uma barra da ferro, enquanto o aparelho se movia.

A garota está internada no Hospital Universitário (HU) de Londrina desde a última sexta-feira (8). Segundo a assessoria de imprensa do hospital, a jovem está bem e aguarda alta médica, o que deve ocorrer ainda nesta semana.

O brinquedo em que ocorreu o acidente permanece interditado. Os outros brinquedos do parque estão em funcionando normalmente.

Original em: http://londrina.odiario.com

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Governo e legistas debatem solução para o IML

Órgão passa por crise com falta de equipamentos e profissionais

A Secretaria da Segurança Pública e a Associação dos Médicos-Legistas do Paraná vão trabalhar em parceria para solucionar os problemas do Instituto Médico-Legal e do Instituto de Criminalística. O secretário da Segurança, Reinaldo de Almeida César, e a presidente da associação, Maria Letícia Fagundes, discutiram a elaboração de um projeto de lei para valorização dos profissionais que trabalham na área e melhoria da estrutura física dos institutos.

“Temos projeto de recuperação do IML e do Instituto de Criminalística, que já foram órgãos-modelo para o Brasil e, nos últimos anos, passaram por desmantelamento. O resultado é visto agora, com assombro. É esta situação que vamos corrigir”, afirmou o secretário.

A secretaria elegeu como prioridade a melhora da estrutura, conserto e aquisição de equipamentos, reposição de viaturas e valorização de pessoal, nas áreas de medicina legal, perícias e papiloscopia. Para isso, será criado um grupo de trabalho com a participação das associações representativas dos servidores destas áreas.

Para Maria Letícia, o encontro foi o primeiro passo para o estabelecimento de uma relação de diálogo entre os profissionais e o Governo do Estado. “Vamos analisar juntos as soluções para o IML, situação dos funcionários e estrutura das instituições”, declarou. Ela estava acompanhada dos médicos-legistas Paulino Pastre e Brasil Viana Neto.

O processo para a locação de 25 viaturas para transporte de corpos está em andamento e deve ser concluído ainda este mês. Até o começo da semana já haviam sido sepultados 80 corpos que estavam guardados em local inadequado e novos sepultamentos devem ocorrer nas próximas semanas, até que o necrotério volte à normalidade.

Também estão previstas quatro inaugurações até o fim do semestre, nas unidades do IML em União da Vitória, Toledo, Paranavaí e Paranaguá. A contratação de médicos-legistas, motoristas e auxiliares de necropsia já está encaminhada para se encontrar a forma mais rápida, dentro da legislação vigente, para ser feita.

Original em: http://jornale.com.br

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Situação no IML de Curitiba ainda é dramática

Dezenas de corpos permanecem nas suas câmaras geladas e necrochorume ainda vaza

Comissão da OAB retornou ao IML de Curitiba: situação é só um pouco melhor que há 20 dias (foto: Valquir Aureliano)

O Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba ainda contava, até ontem, com cerca de 75 corpos nas suas câmaras geladas. Era bem menos que o visto há 20 dias, quando 150 corpos estavam amontoados nas câmaras, alguns há anos. No entanto, a situação está longe de ser confortável. Ontem, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR), fez nova vistoria na unidade.
A intenção do retorno ao IML era verificar quais medidas já haviam sido tomadas para acabar com o cenário de terror visto pela comissão no dia 17 de março, quando foi feita a primeira vistoria no local. Um relatório foi produzido pela comissão, e classificou o estado do IML de Curitiba como “quadro dantesco”.
Ontem, apesar da vistoria ter verificado que metade dos corpos já haviam sido retirados, o número ainda é maior que a capacidade do IML — o normal é que, no máximo, 40 corpos fiquem no local. A comissão também relatou que o vazamento de necrochorume ainda acontece. Uma vistoria no esgoto do IML também deverá ser feito. Num ofício encaminhado à Sanepar, a comissão manifesta preocupação com a possibilidade de resíduos líquidos (chorume) provenientes de corpos putrefeitos estarem sendo despejados na rede de esgoto ou pluvial.
Na primeira vistoria, em março, o diretor do IML, Porcídio Vilani, reconheceu a situação dramática no IML, denunciada pela imprensa há um mês. Ele disse que havia problemas graves de estrutura e de falta de espaço na cidade para o seputlamento de corpos de indigentes.
Parte dos problemas começam a ser resolvidos, como a remoção dos corpos. Mas ainda seria necessário grandes investimentos para restaurar o serviço eficiente no IML. O governo do Estado já teria autorizado parte destes investimentos, como a compra de mais veículos e a ampliação do IML.

Relatório — O relatório produzido pela caomissão da OAB foi encaminhado à Casa Civil, Secretaria de Estado da Segurança Pública, Secretaria de Estado da Justiça, Ministério Público Estadual, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Vigilância Sanitária e Sanepar ainda na semana passada.
Nos ofícios, a OAB Paraná pedia às secretarias do governo do Estado que comandem, urgentemente, as providências corretivas necessárias. “Trata-se (o relatório) de descrição de fatos agressivos aos direitos humanos, constatados pela Comissão de Direitos Humanos desta entidade”, afirma o presidente José Lucio Glomb nas correspondências encaminhadas às autoridades estaduais.
Ao Procurador-Geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, a OAB afirma identificar competência investigativa do Ministério Público para apuração de responsabilidades a respeito do sucateamento do IML.
Depois do IML, a Comissão também pretendia visitar as instalações do Instituto de Criminalística, que funciona no mesmo endereço, apra verificar as informações de que a falta de estrutura compromete o trabalho de perícia criminal.

Original em: http://www.bemparana.com.br

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Instituto de Criminalística também está sucateado

O abandono das autoridades e a falta de investimento em equipamentos e funcionários não são “privilégios” apenas do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.

Se o necrotério está sucateado e em condições caóticas de funcionamento, conforme foi mostrado com exclusividade pelo Paraná Online,na edição de ontem, no Instituto de Criminalística (IC) – órgão situado ao lado do IML, na Rua Visconde de Guarapuava, centro – a realidade é quase a mesma.

A diferença é que ao invés de corpos, as pilhas são de revólveres, pistolas, espingardas e até fuzis. Pelo menos 5 mil armas entopem uma das salas do órgão, à espera de perícia, e parte delas está lá há quase dez anos.

Perita Joice alerta para a falta de pessoal e outras deficiências.

A chefe da divisão técnica da capital, Joice Malakoski, confirmou que o IC sofre com falta de pessoal. “É a nossa maior deficiência. Ficamos cerca de 15 anos sem concurso e, apesar do ingresso de novos peritos, em 2009, ainda sofremos com o número reduzido de profissionais”, declarou.

Hoje, o órgão conta com 172 peritos e cerca de 45 auxiliares no Paraná, sendo que o ideal, para Joice, seria em torno de 400 peritos e 100 auxiliares. “Ao longo dos anos, os materiais para

exames foram se acumulando devido à falta de profissionais”, acrescentou.

Capital

O problema recai, principalmente, sobre a Capital, onde está o único laboratório capaz de realizar a maioria dos exames, como o de balística, por exemplo. Uma arma apreendida em Foz do Iguaçu, que necessite de confronto balístico, tem que ser periciada em Curitiba, onde há somente 12 profissionais para esse trabalho.

O resultado é o acúmulo de armas armazenadas no instituto, que já passam de 5 mil. “É um número grande em termos processuais, que causa morosidade no andamento das investigações. Algumas armas estão aqui há quase 10 anos, já deveriam ter sido periciadas e entregues às autoridades responsáveis”, afirmou Joice.

Outra preocupação da perita é com relação à segurança dos funcionários, devido à presença de um verdadeiro arsenal dentro do Instituto. A apreensão se justifica pela facilidade com que as pessoas acessam o pátio do órgão.

“Já solicitamos o aumento da segurança na seção à Secretaria de Segurança Pública”, ressaltou. Uma solução apontada por Joice seria a descentralização do laboratório de Curitiba, que permitiria que as perícias também fossem realizadas em outras cidades, reduzindo a carga de exames na capital.

Trabalho tem bastante

Da mesma forma que o IML, o Instituto de Criminalística deveria, em função de sua importância, receber atenção especial das autoridades. O órgão é responsável pelas perícias dos materiais relacionados a crimes. “Uma assinatura falsificada na venda de um imóvel, por exemplo, será confirmada ou não por meio de um exame pericial. Nos crimes sexuais, o trabalho da perícia também é fundamental porque o exame de DNA é prova irrefutável que define se foi o suspeito ou não quem praticou a violência. Além disso, há os confrontos balísticos, os exames de fonética, informática e outras áreas”, descreveu Joice.

“Normalmente o inquérito tem uma prova material a ser cumprida”, concluiu. Os peritos também atuam em casos de acidentes de trânsito, arrombamentos, incêndios, explosões, desabamentos e uma infinidade de outras ocorrências.

Armas que precisam ser examinadas ficam nas prateleiras.

Original em: http://www.parana-online.com.br

 

 

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