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Câmeras não registraram atropelamento de bebê no Méier

Rio – As câmeras de segurança de prédios vizinhos ao local onde ocorreu o atropelamento que matou uma criança de um ano e oito meses no Méier, na Zona Norte, não gravaram o acidente. Segundo a polícia, imagens da CET-Rio também registraram a colisão, ocorrida nesta quinta. As imagens seriam peça fundamental na investigação policial. Ainda de acordo com a polícia, o laudo pericial e mais testemunhas podem ajudar no andamento do processo.

O histórico de multas dos dois motoristas envolvidos no acidente também analisado pelos investigadores. A tragédia, provocada por dois veículos, chocou a vizinhança, que depositou flores na esquina das ruas Coração de Maria e Padre Idelfonso Penalba.

Os motoristas podem responder por homicídio doloso (intencional), cuja pena é de até 20 anos de prisão. Renata Cibelli, internada com fratura exposta em um pés, não foi ao enterro do filho, no Cemitério de Irajá, na quinta-feira. Mesmo que pudesse, disse que não queria ver o filho ser sepultado.

Rodrigo Cibelli de Oliveira foi atingido na calçada e morreu no hospital | Foto: Arquivo pessoal

Rodrigo Cibelli de Oliveira foi atingido na calçada e morreu no hospital | Foto: Arquivo pessoal

Para o delegado da 24ª DP (Piedade), Rodrigo Oliveira, se ficar comprovado que os motoristas estavam acima de 50 km/h, a velocidade permitida na via, eles vão responder por homicídio intencional pois assumiram o risco de que poderiam provocar acidentes fatais.

Testemunhas contam que o Fiesta prata KRG-1150, dirigido pelo professor de inglês para crianças Fábio Silveira Porto da Silva, 34 anos, bateu na traseira do Fiesta preto LBY-6707. A condutora desse carro, a inspetora da Polícia Civil Edna Nascimento Silva, 45, ia dobrar na R. Coração de Maria, quando foi atingida por Fábio, que estaria em alta velocidade. Ela perdeu a direção e atingiu mãe e filho na calçada, às 18h40.

Bebê morto em atropelamento no Méier é enterrado em clima de comoção | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

Bebê morto em atropelamento no Méier é enterrado em clima de comoção | Foto: Uanderson Fernandes / Agência O Dia

Renata acabara de buscar Rodrigo na creche, a menos de 200 m do local do acidente. “Ele passou em alta velocidade por mim. Depois do acidente ainda saiu falando “Que m. eu fiz!”. Na hora eu disse: você matou uma criança”, contou José Ferreira Nunes, 50 anos. Sedada, Renata só soube da morte do filho ontem de manhã. O irmão da criança, de 11 anos, ainda não sabe da tragédia.

Condutora chorou ao depor e disse que foi uma ‘fatalidade’

Nesta quinta, a inspetora da Delegacia de Combate às Drogas compareceu à 24ª DP para depor. Chorando, Edna disse que o outro carro, e não o dela, estava em alta velocidade e classificou a tragédia de fatalidade: “Estava virando na minha rua e ele (o outro Fiesta) veio com muita velocidade. Senti a batida e, ao levantar a cabeça, já estava no muro” Os dois motoristas não fugiram do local. O depoimento de Fábio deve ser tomado na segunda-feira. O laudo sai em 15 dias.

Coro lembra grito de alegria de Rodrigo 

No enterro de Rodrigo, parentes e amigos lembraram em coro a brincadeira que o bebê mais gostava. Com gritos de “Aeeeeee” — expressão que o menino sempre falava quando se divertia —, o pai, o empresário Carlos Fernando de Oliveira, e mais 150 pessoas se despediram dele, na tarde de ontem, no Cemitério de Irajá.

Acidente na Rua Coração de Maria, no Méier, envolveu dois motoristas | Foto: Leitor @brielpgomes

Acidente na Rua Coração de Maria, no Méier, envolveu dois motoristas | Foto: Leitor @brielpgomes

Tia de Rodrigo, a pedagoga Francinete Ferreira, 49 anos, revelou que o sentimento da família não é de raiva e revolta, mas de tristeza: “Estou com uma tristeza doída no coração, mas acredito que com o tempo fique apenas saudade e lembrança dos momentos bons ao lado dele”. Ela garantiu que ainda não culpa ninguém pelo acidente: “Não posso culpar ninguém porque não sei o que aconteceu. Vou esperar a investigação”.

Moradores relatam que acidentes são frequentes

Segundo moradores, são comuns acidentes da Rua Coração de Maria e perpendiculares, por excesso de velocidade ou tráfego de veículos na contramão. “Aqui deveria ter quebra-molas. Não vemos fiscalização. Sempre atravesso com minhas filhas neste ponto da calçada. Estou apavorada”, reclamou a inspetora penitenciária Sabrina Assumpção, 33.

Carrinho de bebê ficou totalmente destruído após o choque | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

Carrinho de bebê ficou totalmente destruído após o choque | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia

Parte da via, que tem radares de velocidade de 50 km/h no sinal com a R. Castro Alves, é ladeira, o que contribui para desrespeito aos limites de velocidade.

A 1ª semana na creche

Rodrigo começara a frequentar a creche segunda-feira. A família tinha se mudado para a Rua Padre Idelfonso Penalba há 4 meses, para ficar perto do trabalho. O irmão de Rodrigo, João Vitor, 11, ainda não sabe o que houve com o irmão. Sob os cuidados do avô, ainda pensa que mãe e irmão estão viajando.

Os dois motoristas envolvidos também moravam perto do local do acidente. O professor estava indo para Rua Visconde de Tocantins, a menos de 800 m dali. A policial morava em prédio vizinho ao de Renata.

Original em: http://odia.terra.com.br

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Novas dependências são inauguradas em Resende

Comandante agradece empenho da tropa e apoio dos órgãos públicos no combate ao crime

Comandante agradece empenho da tropa e apoio dos órgãos públicos no combate ao crime

Em comemoração ao nono aniversário de criação do 37º Batalhão da Polícia Militar (BPM), o comandante da unidade, tenente-coronel Paulo Roberto das Neves Júnior inaugurou as novas instalações do Corpo da Guarda e do Complexo Poliesportivo, ontem de manhã. A solenidade reuniu várias autoridades de segurança pública e convidados na sede do 37º BPM, situada no Campo de Aviação.

Participaram do evento: o coronel Maurício Santos de Moraes, comandante do 5º Comando de Policiamento de Área (CPA); o subcomandante, coronel Marcos Alves; coronel Antônio Jorge, comandante do 28º BPM de Volta Redonda; tenente-coronel Igor Magalhães Borges Pires, do 10º BPM de Barra do Piraí; os prefeitos de Resende e Porto Real, José Rechuan Júnior e Jorge Serfiotis, respectivamente; os juízes da Vara Criminal e da 1ª Vara Cível da Comarca de Resende, Hindenburg Köhler Brasil e Marvin Ramos Rodrigues Moreira; o juiz da 1ª Vara Cível da Comarca de Volta Redonda, Flávio Pimentel; o promotor público Fábio Vieira dos Santos; o delegado titular da 89ª Delegacia Legal, Marcus Drucker Brandão; a diretora do Posto Regional de Polícia Técnico-Científica (PRPTC) de Resende, Flávia Gonçalves Medeiros; o chefe do Setor de Perícia Criminal, Cláudio Godinho Novaes; e representantes da Guarda Municipal (GM) de Resende, entre outros. A mestre de cerimônia foi a major Luciana.

EVENTO

As atividades comemorativas começaram às 9 horas, com o torneio de futebol. Às 11h30min teve início a solenidade com a formatura geral. Em discurso, o tenente-coronel Paulo Roberto enalteceu o empenho da tropa no combate ao crime nas áreas de cobertura – Resende, Itatiaia, Porto Real e Quatis – no decorrer dos oito meses de sua gestão.

O comandante do 37º BPM ainda lembrou que a sensação de segurança é proporcionada através da união dos órgãos públicos. “A segurança pública não é somente dever da polícia. Gostaria de agradecer o apoio dos juízes, Ministério Público (MP), Polícia Civil, dos prefeitos, da perícia criminal e de todos que colaboraram para a redução dos índices de criminalidade no primeiro semestre deste ano. Estamos trabalhando para que as metas preconizadas pela Secretaria de Estado de Segurança sejam alcançadas neste semestre. No início deste período passamos por uma fase difícil, mas já superamos com prisões e reforço no policiamento ostensivo. O apoio dos prefeitos Rechuan e José Laerte d’Elias, de Quatis, para melhorar as condições de trabalho dos nossos policiais também são primordiais. A sociedade só tem a ganhar com as melhorias realizadas no nosso ambiente de trabalho, uma vez que o exercício da função do policial satisfeito refletirá nas ruas. Agradeço o esforço e a dedicação de cada PM, seja da ocorrência mais simples à estatística relevante conquistada pela tropa, e o apoio da minha família e da imprensa”, enfatizou.

Na ocasião, os policiais militares que marcaram presença nas obras feitas no 37º BPM, sob a supervisão do primeiro-tenente Ilton, foram homenageados. Foram eles: segundos-sargentos Cerqueira, Henrique, Aurides e David; cabos Maxwell, Roberto, Luis, Leonardo, De Carvalho, Zampirolli; e soldados Zampirolli, Cardoso e Cláudio.

Logo após houve o descerramento da placa de alusão à inauguração. Em seguida todos foram convidados para um almoço de confraternização na sede.

Original em: http://www.avozdacidade.com

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Nova perícia será realizada em local de acidente com bondinho

Trabalhadores disseram ainda vão pedir novamente uma revisão nos bondes Foto: Murilo Rezende/

Trabalhadores disseram ainda vão pedir novamente uma revisão nos bondes Foto: Murilo Rezende/

Uma perícia complementar será realizada pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) no local do acidente com o bondinho em Santa Teresa na tarde desta segunda-feira. A tragédia da tarde do último sábado deixou cinco pessoas mortas e 57 feridas. Uma das coisas que mais chamou a atenção dos peritos do ICCE e de membros do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Estado (Crea-RJ) é que o bondinho estava com um arame substituindo um parafuso acima da roda traseira esquerda.

O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil decidiu, em assembleia realizada nesta segunda-feira, criar uma comissão para acompanhar as perícias e o inquérito policial. Os trabalhadores disseram ainda vão pedir novamente uma revisão nos bondes. Ainda segundo o grupo, este ano pelo menos 120 funcionários foram demitidos pela Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central), responsável pelos bondes, e cerca de 200 devem perder o emprego em breve.

Situação dos feridos
Entre as vítimas do acidente, ainda há quatro pessoas internadas no Hospital Municipal Souza Aguiar. O caso mais grave é do menino João Pedro, 3 anos, que está em estado grave no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da unidade de saúde do Centro da cidade. Outras duas pessoas estão no Hospital Miguel Couto. Há ainda três feridos no Hospital Copa D’Or e outros três no São Lucas, os dois em Copacabana, zona sul.

Original em: http://noticias.terra.com.br

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Peritos visitam garagem dos bondinhos de Santa Teresa

Jorge Daniel de Athayde, é uma das vítimas do acidente e diz que motorneiro foi herói

Jorge Daniel de Athayde, é uma das vítimas do acidente e diz que motorneiro foi herói

Peritos do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) visitaram a garagem dos bondinhos de Santa Teresa, na região central do Rio, no início da tarde desta terça-feira (30). Segundo a assessoria da Polícia Civil, o objetivo é recolher peças que ajudem na elaboração do laudo técnico das causas do acidente do último sábado (27), que deixou cinco mortos e 57 feridos. O documento deve ser finalizado em 15 dias.
A Central (Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística), empresa responsável pela operação e manutenção dos bondes de Santa Teresa e vinculada à Secretaria Estadual de Transportes, será intimada pela polícia a prestar informações técnicas e administrativas sobre o sistema, segundo informou nesta terça o titular da delegacia de Santa Teresa (7ª DP), Tarcísio Jansen. Funcionários também serão intimados a depor.
O secretário Estadual de Transportes, Júlio Lopes, disse que o bonde que se acidentou deveria ter ido para a oficina porque havia batido em um ônibus uma hora antes da tragédia e questionou a conduta do motorneiro Nelson Corrêa da Silva, que morreu no acidente.

Nesta segunda-feira (29), o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro abriu um inquérito para apurar as responsabilidades sobre o acidente. O promotor Carlos Andresano, da 3ª Promotoria de Defesa do Consumidor, que conduzirá o inquérito, disse ainda que pretende marcar uma reunião entre representantes da Central e o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes.

Onze vítimas internadas

Onze vítimas do acidente permanecem internadas nesta terça. A Secretaria Municipal de Saúde informou em nota que um menino de três anos permanece internado no CTI (Centro de Terapia Intensiva) do hospital Souza Aguiar e seu estado de saúde é estável. Uma das mulheres também hospitalizada no Souza Aguiar passou por uma cirurgia nesta terça para correção de uma fratura. As outras duas mulheres que estão no mesmo no hospital passam bem.

Ainda segundo a secretaria, o jovem internado no hospital Miguel Couto também passa bem.

No hospital Quinta D’Or, um paciente está internado em quarto, sem previsão de alta, com estado de saúde estável. Já no hospital Copa D’Or, cinco pacientes passarão por intervenção cirúrgica nesta terça e não há previsão de alta.

Original em: http://noticias.r7.com

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Peritos recolhem peças do bonde acidentado em Santa Teresa

Rio – Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) estiveram nesta terça-feira na oficina de manutenção dos bondinhos, em Santa Teresa, onde recolheram peças para tentar descobrir as causas do acidente que matou cinco pessoas e feriu 57, no sábado. A sapata do freio do bonde acidentado, que havia sido substituída, está entre os itens recolhidos.

Uma das vítimas do acidente com bonde, Liliane Martins, de 24 anos, saiu em defesa do motorneiro Nelson Correa da Silva. Para Liliane, o que aconteceu poderia ser evitado com a manutenção do transporte e, além disso, o motorneiro que estava à frente do bondinho não pode ser apontado como o culpado.

“A culpa não foi dele, foi uma fatalidade”, disse a vítima em entrevista ao RJTV, da TV Globo, nesta terça-feira.

Perito recolhe peça do bondinho no qual ocorreu o acidente no último sábado | Foto: Severino Silva

Perito recolhe peça do bondinho no qual ocorreu o acidente no último sábado | Foto: Severino Silva

 

O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, concedeu entrevista coletiva na tarde de segunda-feira e garantiu que não tem responsabilidade direta no acidente que matou cinco pessoas e feriu outras 57. “Vou me defender. Tenho convicção de que a segurança não foi negligenciada. Não era minha responsabilidade direta. Responderei com tranquilidade a tudo que me for arguido. Tenho notas fiscais e provas de que que os investimentos foram feitos. Ocorreu uma fatalidade”, afirmou.

O secretário disse que vai contratar uma empresa pública para fazer auditoria e que o serviço seguirá suspenso até a conclusão deste trabalho. Lopes confirmou que às 15h de sábado, o bonde conduzido por Nelson Correa da Silva se chocou com um ônibus. O condutor teria feito o registro de ocorrência e, nas palavras do secretário, deveria ter voltado para a oficina. Segundo Lopes, não há explicação para o fato do bonde ter mais de 60 pessoas quando deveria estar vazio.

Além disso, o engenheiro da Central, Cláudio Nascimento, disse que a existência de um arame substituindo um parafuso pode ter sido feita por um motorneiro, de forma improvisada até a chegada na oficina. “Temos nota da compra do parafuso”, garantiu, reforçando que o calendário de manutenção dos bondes está em dia. Júlio Lopes ainda disse desconhecer as queixas do sindicato dos ferroviários de que a situação dos bondes não é adequada.

Integrantes da Associação de Moradores de Santa Teresa se revoltaram com as declarações de Lopes e protestaram com faixas, acusando o secretário de omissão. A presidente da entidade, Elzbieta Mitkiewicz, era uma das mais indignadas. “Estou enojada. Ele (Lopes) jogou a culpa no morto, que não pode se defender”.

Inquérito

Funcionários Companhia estadual de Engenharia de Transporte e Logística (Central), que administra os bondes de Santa Teresa serão intimados a depor. A polícia quer saber informações técnicas e administrativas sobre a manutenção dos veículos e a dotação orçamentária da empresa para saber se os recursos são suficientes para a manutenação dos bondes.

Feridos

Quinze pessoas feridas no acidente com o bondinho de Santa Teresa, no sábado, ainda estão internadas. A rede de hospitais D’Or informou nesta terça-feira que seis pessoas estão internadas em duas de suas unidades. No Quinta D’Or, um paciente está internado em um quarto, sem previsão de alta, com estado de saúde estável. Já no Hospital Copa D’Or, cinco pacientes passarão por intervenção cirúrgica nesta terça e não há previsão de alta.

Um menino de três anos permanece internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do hospital Souza Aguiar e seu estado de saúde é estável. No Souza Aguiar, três mulheres estão internadas e passam bem. Uma delas passou por uma cirurgia nesta terça. Um jovem internado no hospital Miguel Couto também passa bem. No Hospital São Lucas, em Copacabana, mais quatro pessoas estão internadas.

Comemoração se transformou em inferno

Era para ser um passeio para comemorar a formatura no curso da Marinha, mas a tarde no bairro com nome de santa virou um inferno. Douglas Tavares, de 31 anos, que estava com mãe e uma amiga da família no bondinho conta que, na hora do acidente, os passageiros se desesperaram. “Começou a pegar velocidade e as pessoas gritavam. Muitas pularam”, lembra. Douglas teve cortes na cabeça e rosto. A mãe, Maria Elisa Machado, de 64 anos, segue internada. A amiga da família, Anaisa Rizzoli Gazziotte, 63, achou que morreria: “Vi a morte. Quando o bonde tombou, muitas pessoas caíram em cima de mim”.

A família de Lorena Maria da Cunha Bezerra, 27, hospita

lizada com fraturas e rosto queimado, promete processar o estado.

Douglas e a amiga Anaisa sobreviveram ao acidente mas sofrem com cortes e hematomas. A mãe de Douglas, Maria Elisa, ainda está internada | Foto: Alexandre Brum

Douglas e a amiga Anaisa sobreviveram ao acidente mas sofrem com cortes e hematomas. A mãe de Douglas, Maria Elisa, ainda está internada | Foto: Alexandre Brum

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Polícia Científica do Rio encontra até veneno para matar barata em cocaína vendida na cidade

Mistura de substâncias às drogas potencializa ainda mais efeito negativo

Cocaína vendida no Rio, mesmo misturada com outros elementos, é menos nociva à saúde do que o crack e o oxi

A Polícia Científica do Rio de Janeiro descobriu substâncias como fermento em pó, anestésicos, cafeína, mármore em pó, cimento branco, pó de giz e até mesmo veneno para matar baratas misturadas à cocaína que é vendida na cidade. De acordo com as análises, os produtos são incluídos na composição final da droga para que esta renda além do normal e a venda se torne bem mais lucrativa para os traficantes.

Essa mistura, segundo o ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli), potencializa ainda mais os efeitos negativos da cocaína, do crack e também do oxi sobre o organismo. As três drogas têm a mesma origem – pasta-base extraída da folha de coca – no entanto, a cocaína, mesmo sendo misturada com outras substâncias, é menos nociva à saúde. Já o crack é até 40 vezes mais potente que ela e o oxi é ao menos 40 vezes mais forte que o crack.

A explicação é que, enquanto a cocaína passa por um processo de purificação durante o refino, que é a sua transformação em pó, o crack e o oxi, que são considerados drogas sujas, guardam as impurezas, como os solventes misturados para a obtenção da pasta-base.

Outra justificativa é o fato dessas drogas serem fumadas e não inaladas, como a cocaína. De acordo com o ICCE, ao serem fumados, o crack e oxi vão direto para os pulmões e chegam ao cérebro rapidamente. Ao ser inalada, a cocaína é absorvida pelo organismo através das mucosas, de forma mais lenta. Com isso, o usuário demora a sentir vontade de usar a droga novamente.

A diretora do Nepad (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas), Ivone Ponczek, alerta que quanto mais misturada, mais nociva a droga é, seja cocaína, crack ou oxi.

– Essa gradação da cocaína para o crack e para o oxi é um bom exemplo de como é possível transformar uma droga que já era altamente prejudicial em algo ainda pior.

Crack e oxi

No crack, os solventes mais usados são gasolina, diesel e querosene. A mistura deles com a pasta-base e com bicarbonato de sódio dão origem à droga, assim que são submetidos ao fogo. Parte dessa mistura evapora; o que sobra empedra e vira crack. O nome da droga vem do barulhinho que ela faz quando vira a pedra.

Já a composição do oxi ainda não é conhecida pelas autoridades. O ICCE está desenvolvendo um método inédito no Estado para identificar a droga. Segundo o diretor do instituto, Sérgio Henriques, dentro de dez dias, a polícia terá como diferenciar o oxi do crack.

Ivone Ponczek acredita que é difícil saber os elementos que compõem o oxi devido ao seu processo de fabricação ser menos elaborado do que o do crack.

– O crack ainda precisa de algumas experiências para ser fabricado. Já o oxi é mais simples, o que é preocupante. Cada pessoa cria sua própria fórmula para a droga. Isso deixa o produto menos controlável.

Original em: http://noticias.r7.com

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Polícia desenvolve método de identificação do oxi

Oxi chega a ser 40 vezes mais forte que o crack

O Instituto de Criminalística Carlos Éboli, da Polícia Científica do Rio de Janeiro, está desenvolvendo um método inédito no Estado para identificar o oxi, droga 40 vezes mais forte que o crack. Segundo o diretor do instituto, Sérgio Henriques, dentro de dez dias, a polícia terá como diferenciar o oxi do crack.

Henriques diz que o processo de identificação da droga já está bem adiantado e que é necessário uma série de testes químicos para apontar quais elementos compõem a droga. Segundo ele, há a suspeita de que o oxi contenha cal virgem ou permanganato de sódio. O crack é uma substância 40 vezes mais tóxica que a cocaína, já o oxi é 80 vezes pior.

A primeira apreensão de oxi no Estado pode ter sido feita em 17 de maio passado, em Niterói, na região metropolitana. Os policiais encontraram 18 pedras que, segundo o traficante, seriam de oxi. Em um laudo preliminar da Polícia Científica constatou a presença de cocaína e querosene na droga, segundo explica Henriques.
A Justiça alega que já foi confirmada a presença de cocaína e, portanto, que se trata de substância entorpecente.

As autoridades em segurança e saúde públicas temem que o consumo de oxi também conhecido como óleo, por ter consistência oleosa enquanto é consumido – se espalhe pelo país, a começar pelas principais capitais.

O preço é o grande apelo da substância: de R$ 2 a R$ 5 por cinco pedras, que podem ser mais amareladas ou mais brancas, dependendo da quantidade usada de querosene ou de cal virgem.

Para a professora de psiquiatria da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) Maria Thereza de Aquino, as autoridades não querem repetir o mesmo erro que aconteceu com o crack, hoje encontrado em qualquer favela do Rio.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, diz acreditar que ações educacionais são importantes no combate à dependência química provocada por novas drogas, como o oxi.

“A gente sabe que tem que estar preparado para enfrentar o oxi, o crack e outras drogas que ainda vão surgir. Então, implantar um sistema de monitoramento precoce é um objetivo do Brasil para que, a longo prazo, a gente consiga mapear com antecedência qual a tendência de novas drogas que chegam ao mercado” relatou o secretário.

Dependência imediata


A rapidez com que se instala a dependência é uma das ações devastadoras do oxi, de acordo com o médico Elisaldo Carlini, do Cebrid (Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas). A forma de consumo é por meio do fumo, o que torna a absorção da droga extremamente rápida.

O usuário apresenta, geralmente, problemas referentes ao aspecto social. Ele é marginalizado, se separa da sociedade, da família e vive apenas em função da droga. O principal agente causador do efeito do oxi no corpo é a cocaína, que causa insônia, falta de apetite e alterações mentais, popularmente conhecidas como paranoia.

Assim como o crack, a absorção acontece no pulmão e vai direto para a corrente sanguínea. A diferença está no tempo. O crack demora 15 segundos, já o oxi leva 10 segundos para fazer efeito. O oxi também deixa o usuário com cor amarelada, problemas de fígado, dores estomacais, dores de cabeça, náuseas, vômitos e diarreia constante. Uma pessoa viciada em oxi pode morrer em apenas um ano.

Original em: http://www.alagoas24horas.com.br

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Primeira apreensão de oxi no Rio teria sido em Niterói

Josias Ferreira da Costa seria um dos principais responsáveis pelo tráfico de drogas no Morro do Preventório

 

Policiais da 79ª DP (Jurujuba) prenderam, na manhã desta terça-feira, um homem acusado de tráfico de drogas em uma colônia de pescadores, em Jurujuba, Niterói. Entre as drogas apreendidas com o suspeito, estaria a substância conhecida como oxi, droga considerada 40 vezes mais forte que o crack.

O entorpecente, que o próprio acusado diz ser oxi, foi encaminhado para o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) para passar por perícia.  A nova droga é o resultado da mistura do resto do refino das folhas de coca, ácido sulfúrico, cal e querosene ou gasolina, enquanto o crack é a mistura de pasta de cocaína com bicarbonato de sódio.

Josias Ferreira da Costa, o Juninho, de 31 anos, resistiu à prisão e tentou agredir alguns policiais. As investigações apontam que ele é um dos principais responsáveis pelo tráfico de drogas no Morro do Preventório, na mesma localidade. 

Com o suspeito, os agentes apreenderam, além do suposto oxi, uma mochila contendo 53 pedras de crack, 206 sacolés de cocaína e 54 trouxinhas de maconha, além de munições e R$ 182.

Josias possui três anotações criminais, duas por tráfico de drogas e uma por porte ilegal de arma de fogo e roubo.

Uma das drogas apreendidas seria o oxi, entorpecente considerado 40 vezes mais forte que o crack

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Polícia rastreia número raspado de revólver 38 e prende homem suspeito de vender arma para Wellington

Homem também confessou ter fornecido munições e carregadores para atirador

Policiais da Divisão de Homicídios prendem homem suspeito de vender revólver 38 para Wellington Menezes de Oliveira, autor do massacre em escola de Realengo

A identificação do homem que vendeu a segunda arma para Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, só foi possível por causa do minucioso trabalho de peritos do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli), da Polícia Civil. Através de exame de metalografia, os policiais descobriram a numeração, mesmo estando raspada, do revolver 38 e, assim, chegaram ao proprietário.

Em depoimento na DH (Divisão de Homicídios), Manuel Freitas Louvise, de 57 anos, confessou que recebeu R$ 1.200 pela arma e que também vendeu para o atirador cerca de 60 munições e os carregadores.

Segundo denúncia oferecida pelo MP (Ministério Público) à Justiça, “a prisão preventiva do acusado faz-se necessária porque ele oferece risco a ordem pública uma vez que, mesmo sabendo dos riscos oferecidos por armas de fogo, cometeu o crime de vendê-la juntamente com carregadores e munição sem se preocupar com as consequências”.

Para a juíza Maria Paula Gouvêa Galhardo, que decretou a prisão preventiva de Manuel, ficou clara a periculosidade do homem porque ele se manteve calado e não procurou a polícia, apesar de ter tido conhecimento, através da imprensa, do massacre cometido por Wellington e de que policiais tentavam localizar o proprietário do revólver 38 usado pelo atirador.

Entenda o caso

Por volta das 8h de quinta-feira (7), Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra (a escola completava 40 anos e realizava uma série de eventos comemorativos).

Armado com dois revólveres de calibres 32 e 38, ele invadiu duas salas e fez vários disparos contra estudantes que assistiam às aulas. Ao menos 12 morreram e outros 12 ficaram feridos, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde.

Duas adolescentes, uma delas ferida, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra a barriga do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.

Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio. O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.

Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Onze estudantes foram enterrados na sexta-feira (8) e uma foi cremada na manhã de sábado (9).

O corpo do atirador permanece no IML. Ele ficará no local por até 15 dias aguardando reconhecimento por parte de um familiar e liberação para enterro. Caso isso não ocorra, o homem pode ser enterrado como indigente a partir do dia 23 de abril.

Original em: http://noticias.r7.com

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Tasso da Silveira: atirador de Realengo agiu ‘sempre sozinho’, diz delegado

O atirador do ataque à Escola Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, agiu “sempre sozinho”. A afirmação foi dada nesta quinta-feira pelo delegado da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore, informando que já ouviu vizinhos de Wellington Menezes de Oliveira em Sepetiba e em Realengo, além de alunos que estudaram com ele.

Após uma análise de peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), que conseguiu levantar a númeração da arma, que estava raspada, a polícia chegou a Manoel de Freitas Louvise, suspeito de ter vendido o revólver calibre 38, de numeração raspada, para o atirador Wellington, que matou 12 e deixou outras 12 feridas na escola.

O segurança Manoel de Freitas Louvise, de 57 anos, suspeito de e vender o revólver calibre 38 usado no massacre de Realengo, disse que vendeu o armamento pois pensou ser para segurança pessoal. “Se eu soubesse que ele iria fazer isso, eu mesmo tinha entregado ele à polícia”, disse o suspeito.

Armamento vendido em setembro do ano passado

O atirador Wellington Menezes de Oliveira, que matou 12 e deixou outras 12 feridas na escola Tasso da Silveira, na Zona Oeste do Rio, pagou R$ 1.200 pela arma, cerca de 60 munições e mais os carregadores. 

O segurança foi preso nesta quinta-feira por agentes da Divisão de Homicídios, em casa, no bairro Jardim Ulisses, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Manoel de Freitas Louvise foi denunciado por porte ilegal de armas e acessório.

O suspeito, que trabalhava na mesma empresa de Wellington, disse que o atirador começou a aliciar o segurança para vender a arma. Segundo a polícia, a arma, a munição e os carregadores foram vendidos em setembro do ano passado.

A polícia chegou até o segurança graças a um exame de metalografia, para analisar a numeração raspada do armamento, feita pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli. A arma estava registrada em nome dele, mas não tinha porte.

Original em: http://www.sidneyrezende.com

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