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Estado de São Paulo ganha 76 novos peritos criminais

O Estado de São Paulo acaba de ganhar mais 76 peritos criminais de 3ª classe que vão atuar em unidades do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica.

Desse total, 12 serão destinados para a Capital e mais 12 para a Região Metropolitana de São Paulo. Os outros 52 atuarão em núcleos de perícias criminalísticas de 11 regiões do interior: Araçatuba (6), Araraquara (3), Bauru (4), Campinas (10), Marília (4), Presidente Prudente (6), Ribeirão Preto (2), São José dos Campos (6), São José do Rio Preto (4), Santos (4) e Sorocaba (3).

A contratação faz parte do programa São Paulo Contra o Crime, que foi lançado em maio do ano passado pelo governador Geraldo Alckmin. A iniciativa prevê a contratação de 3.981 novos policiais civis e técnico-científicos, na maior contratação já feita na história das duas instituições.

No total, são 160 novos peritos desde o início deste ano, pois outros 84 foram classificados em fevereiro [pôr link].

Os 76 peritos criminais, aprovados em concurso público, passaram por três meses de curso de formação na Academia de Polícia Civil Dr. Coriolano Nogueira Cobra (Acadepol).

O perito criminal realiza levantamentos em locais de crime, pesquisas e variados tipos de exames. Os laudos produzidos pelo profissional fornecem elementos e provas técnicas e científicas a inquéritos policiais, ajudando no esclarecimento de crimes.

Além das últimas contratações, está em andamento um concurso para peritos criminais com 447 vagas em aberto. Com isso, serão 607 novos peritos no Estado de São Paulo.

SP Contra o Crime

Na Polícia Civil, serão contratados 1.384 investigadores, 788 escrivães e 129 delegados. Outros oito concursos abertos ainda vão selecionar peritos criminais (447), médicos legistas (140), técnicos de laboratório (84), fotógrafos técnico-periciais (120), desenhistas técnico-periciais (55), atendentes de necrotério (89), auxiliares de necropsia (145) e auxiliares administrativos (600).

O investimento anual do Governo do Estado com as contratações será de R$ 305 milhões.

Original em: http://www.portalnovidade.com.br

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Polícia Civil – SP retifica Concurso com 120 vagas para Fotógrafo Técnico-Pericial

Políca CivilA Academia de Polícia “Dr. Coriolano Nogueira Cobra” da Polícia Civil do Estado de São Paulo, informa a todos que o Concurso Público destinado ao provimento de 120 vagas no cargo de Fotógrafo Técnico-Pericial, teve sua primeira retificação publicada no Diário Oficial do Estado.

O texto da retificação modifica o item que trata sobre os Recursos, alterando especificamente a data de divulgação do resultado da solicitação de redução de taxa de inscrição, prevista para acontecer em 24 de abril de 2014.

As vagas estão distribuídas nas seguintes localidades: Araçatuba, Andradina e Penápolis (03); Bauru – Bauru, Assis, Jaú, Lins, Marília, Ourinhos e Tupã (6 + 1 PNE); Campinas, Americana, Bragança Paulista, Jundiaí, Limeira, Mogi Guaçu, Piracicaba, Rio Claro e São João da Boa Vista (18 + 1 PNE); Presidente Prudente, Adamantina, Dracena e Presidente Venceslau (04); Ribeirão Preto, Araraquara, Barretos, Bebedouro, Franca, Ituverava, Jaboticabal, São Carlos e São Joaquim da Barra (12 + 1 PNE); Santos, Guarujá, Itanhaém e Registro (03); São José dos Campos, Cruzeiro, Guaratinguetá, Jacareí, Taubaté e São Sebastião (12 + 1 PNE); São José do Rio Preto, Catanduva, Fernandópolis, Jales e Votuporanga (03); Sorocaba, Avaré, Botucatu, Itapeva e Itapetininga (9 + 1 PNE); Capital e Grande São Paulo – São Paulo, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo, e Taboão da Serra (50 + 3 PNE).

Os profissionais aprovados farão jus à remuneração de R$ 3.256,40, correspondentes à somatória dos valores do salário-base e da Gratificação pelo Regime Especial de Trabalho Policial – RETP, que se caracteriza pela prestação de serviço em jornada de, no mínimo, 40 horas semanais e pelo cumprimento de horário irregular, sujeito a plantões noturnos e chamadas em qualquer horário.

Podem se inscrever candidatos que tenham Certificado de Conclusão de Nível Médio expedido por instituição de ensino, pública ou privada, devidamente reconhecido, registrado, apresentando quando solicitado; Habilitação para a condução de veículos automotores na categoria “B”, no mínimo; Conduta irrepreensível na vida pública e privada; Plena capacidade física e mental para o exercício do cargo; CPF regularizado; Não registrar antecedentes criminais; Ter 18 anos de idade ou mais; dentre outros requisitos.

As inscrições devem ser realizadas a partir das 10h do dia 24 de março de 2014, até às 16h do dia 25 de abril de 2014 pelo site da organizadora do concurso www.vunesp.com.br. O candidato deve preencher a ficha de inscrição, escolher a cidade onde deseja realizar a prova preambular, imprimir o boleto da taxa no valor de R$ 42,61.

O concurso será realizado em quatro fases, sendo: Prova Preambular, composta de questões objetivas; Prova de Aptidão Psicológica – PAP; Prova de Aptidão Física – PAF; e Comprovação de Idoneidade e Conduta Escorreita, mediante Investigação Social. Todas as informações referentes a prova podem ser consultadas no edital disponível em nosso site, no link abaixo.

A aplicação das provas ocorrerá nas cidades de Araçatuba; Bauru; Campinas; Presidente Prudente; Ribeirão Preto; Santos; São José do Rio Preto; São José dos Campos; São Paulo (Capital e Grande São Paulo) e Sorocaba.

Este certame terá validade de dois anos e poderá ser prorrogado por uma única vez, por igual período.

Para mais detalhes, consulte o edital em nosso site, bem como no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

Original em: http://www.pciconcursos.com.br

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Polícia Civil de São Paulo vai convocar mais 62 papiloscopistas

A Polícia Civil de São Paulo incluiu mais 62 vagas no concurso que, inicialmente, oferecia 103 oportunidades de papiloscopista. Agora, subiu para 165 o número de profissionais de nível médio, com CNH categoria “B” e prática de digitação que serão chamados para tomar posse na carreira. Do total de postos disponíveis, 5% serão destinadas a pessoas com deficiência.

A decisão foi divulgada no Diário Oficial de São Paulo. As provas aconteceram nos municípios de Bauru, Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba.

Os aprovados ingressam com vencimentos de R$ 3.585,96 ou de R$ 3.780,96. Os valores incluem o salário base de R$ 2.068,36; o adicional de local de exercício (ALE), que é de R$ 780 em cidades com menos de 500 mil habitantes ou de R$ 975 onde há mais de 500 mil moradores; o auxílio-alimentação de R$ 240; e o adicional de insalubridade de R$ 497,60 (pago somente depois do curso de formação).

Oficial administrativo

A mesma publicação também informa que foram incluídas mais 20 vagas de oficial administrativo na Superintendência de Polícia Técnico-Científica, mediante aproveitamento de remanescentes de outros concursos realizados.

Original em: http://www.atribuna.com.br/

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Inscrições para concurso na Polícia Civil – SP vão até 12 de novembro

Salário inicial para o cargo de perito criminal é de R$ 6.709,32

A Fundação Vunesp recebe até 12 de novembro inscrições para o concurso para a carreira de perito criminal na Polícia Civil de São Paulo. No último dia, o prazo é encerrado às 16h. O salário inicial é de R$ 6.709,32. A inscrição custa R$ 60,85.

Para concorrer, o candidato deve ter no mínimo 18 anos, ser brasileiro, não ter antecedentes criminais incompatíveis com o cargo, estar no gozo dos direitos políticos, estar em dia com o serviço militar, ter plena capacidade física e mental, ter conduta irrepreensível, ser habilitado no mínimo na categoria B para dirigir, ter diploma de graduação nas áreas determinadas no edital, que pode ser consultado pela internet.

As inscrições devem ser feitas pelo site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br). A prova pode ser realizada nas seguintes cidades: Bauru; Campinas; Piracicaba; Presidente Prudente; Ribeirão Preto; Santos; São José do Rio Preto; São José dos Campos; São Paulo e Sorocaba.

Fonte: www.saopaulo.sp.gov.br

Original em: http://www.pciconcursos.com.br/

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Governador assina decreto que amplia vagas para delegado

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou na quarta-feira (06) um decreto que aprova o acréscimo de 60 vagas ao concurso público de delegado de polícia, autorizado em março de 2011. A quantidade de vagas passou de 140 para 200.

O acréscimo no número de aprovados foi motivado pela análise positiva feita pelo secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, com relação ao nível apresentado pelos candidatos.

Concursos

No mês de maio, a Polícia Civil formou 568 investigadores e 245 escrivães em uma cerimônia realizada no Anhembi, zona norte da Capital. Os policiais permaneceram em estágio (fase da formação na qual os policiais aprendem na prática a desempenhar sua função) de 23 de abril a 23 de maio.

Estão em andamento os concursos para agente policial (391 vagas), desenhista (7 vagas) e médico legista (44 vagas). Também já foram aprovados pelo governador os concursos para atendente de necrotério, papiloscopista, auxiliar de papiloscopista, auxiliar de necropsia e perito criminal.

Governo do Estado de São Paulo
 
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Após 4 anos, Justiça decide se réus da cratera do Metrô vão a julgamento

Catorze são acusados de desabamento que matou sete pessoas em 2007.
Audiência começa na tarde desta terça no Fórum de Pinheiros, em SP.

Em janeiro de 2007, uma cratera se abriu no canteiro de obras das futuras instalações da Estação Pinheiros do Metrô: sete pessoas morreram (Foto: Arquivo/G1)

Em janeiro de 2007, uma cratera se abriu no canteiro de obras das futuras instalações da Estação Pinheiros do Metrô: sete pessoas morreram (Foto: Arquivo/G1)

Após quatro anos, a Justiça de São Paulo começará a decidir a partir desta terça-feira (27) se os 14 réus do caso da cratera do Metrô irão a julgamento pelo emblemático acidente que matou sete pessoas. Engenheiros e técnicos serão ouvidos pela primeira vez desde janeiro de 2007, quando o canteiro de obras da então futura Estação Pinheiros desmoronou, abrindo um buraco que tragou três caminhões do serviço, três carros, uma rua vizinha e uma van que passava por ela.

Os acusados respondem em liberdade e no exercício de suas profissões por crime contra a incolumidade pública, que é deixar de tomar medidas necessárias, no caso específico, de segurança contra o risco de desmoronamento. Em outras palavras, são acusados de desabamento culposo com morte na modalidade culposa (sem intenção).

A audiência de instrução ocorrerá a partir das 14h no Fórum de Pinheiros e será presidida pela juíza Aparecida Angélica Correia, que ouvirá o depoimento de cinco testemunhas de acusação. Outras três serão ouvidas por carta precatória em Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro. Essa etapa precede a um eventual julgamento e se estenderá também na quarta-feira (28) e na quinta-feira (29) com o restante das oitivas.

Audiência
Posteriormente será marcada uma nova data da audiência para que sejam ouvidas as testemunhas de defesa e para que seja feito o interrogatório dos réus. Após isso, a juíza decidirá se os acusados devem ser levados a julgamento ou não. A previsão é que isso ocorra até 2012.

Como o crime é de menor potencial ofensivo, caso eles sejam condenados pela Justiça, a pena não deverá passar de mais de dois anos e meio de reclusão. Por esse motivo, o regime de prisão deles deverá ser aberto. Os advogados dos réus dizem na defesa de seus clientes que houve uma falha geológica imprevisível para justificar a abertura do buraco.
Ministério Público
Para a promotora Eliane Passarelli, que representa a denúncia, não houve abalo sísmico que justificasse o desabamento. Ela considera que houve, sim, imprudência, imperícia, falha humana e técnica. O processo questiona a qualidade do material usado e a negligência quanto às medidas preventivas e as falhas na análise do solo. Em outras palavras, para o Ministério Público, a tragédia poderia ter sido evitada se os responsáveis tivessem alertado as autoridades e interrompido a obra em tempo.
Segundo ela, todo o processo tem 14 volumes e 60 apensos com 200 folhas cada um. “Houve imperícia e negligência. A tragédia poderia ter sido evitada. Se tivessem sido alertados. Deveriam ter colocado 300 peças de sustentação no túnel, mas só colocaram 30”, afirmou a promotora Passarelli em entrevista ao G1 nesta segunda-feira (26).
Acidente
Minutos antes do desmoronamento no dia 12 de janeiro, 25 funcionários abandonaram às pressas o canteiro de obras do Metrô. Na véspera do acidente, havia ocorrido um rebaixamento do teto, mas engenheiros do Consórcio Via Amarela optaram por reforçar as paredes sem paralisar o serviço. A área não foi interditada.
Isso não impediu que as paredes do túnel da obra cedessem por volta das 14h daquela sexta-feira. Em apenas 1 minuto e 50 segundos, o desabamento fez o buraco atingir 80 metros de diâmetro e 38 metros de profundidade.

Uma das primeiras vítimas a serem tragadas pelo buraco foi o motorista da obra Francisco Sabino Torres, de 48 anos. Em seguida, foi engolida a Rua Capri. Três vítimas da cratera do Metrô estavam na lotação que passava por essa via: o motorista Reinaldo Aparecido Leite, de 40 anos; o cobrador Wescley Adriano da Silva, de 22, e um passageiro, o funcionário público Marcio Rodrigues Alambert, de 31.

Os outros mortos foram: a aposentada Abigail Rossi de Azevedo, de 75 anos, o oficce-boy Cícero Augustino da Silva, de 58, e a bacharel em direito Valéria Alves Marmit, de 37, que caminhavam na calçada da Capri, usada como acesso dos operários ao túnel em perfuração.
O GPS do micro-ônibus indicava que ele estava 28 metros abaixo dos entulhos. O veículo ficou reduzido a um bloco de sucata com 60 centímetros de altura. A primeira vítima foi retirada pelos bombeiros no quarto dia de buscas. O último corpo foi encontrado no 13º dia.

Após 19 meses de investigação, o Instituto de Criminalística (IC), da Polícia Técnico-Científica, concluiu o laudo sobre as causas do acidente e apontou que problemas de execução da obra provocaram a queda das paredes do túnel.

Outros processos, além do criminal, estão sendo movidos por parentes das vítimas que não concordaram com os valores das indenizações. Além das pessoas que tiveram seus familiares mortos, há àqueles que perderam seus imóveis por conta da desapropriação. Muitas casas e prédios vizinhos ao canteiro de obras tiveram de ser demolidos porque apresentavam risco de desabamento.
Consórcio Via Amarela
Procurado no primeiro semestre deste ano para comentar o assunto, o Consórcio Via Amarela (OAS, Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez), responsável pelas obras de construção da Linha 4-Amarela, informou que “as indenizações foram quitadas com valores provenientes do seguro do contrato de construção da Linha 4. Todas as famílias das vítimas fatais, assim como os proprietários dos imóveis afetados pelo acidente, foram indenizados”.
Questionado sobre as causas do desabamento, o consórcio informou que “contratou renomados consultores independentes, do Brasil e do exterior, especializados em diferentes áreas, que elaboraram pareceres sobre as causas do colapso na Estação Pinheiros. O estudo resultou em um relatório técnico com mais de 800 páginas que concluiu pela ocorrência de três fatores geológicos simultaneamente combinados, em circunstâncias totalmente imprevisíveis, apesar de adotadas todas as medidas preventivas existentes nas mais modernas técnicas de engenharia”.
A respeito da denúncia do Ministério Público, o consórcio disse que “dos 14 denunciados, cinco têm relação com o Consórcio Via Amarela, os demais são integrantes do Metrô e do consórcio de empresas projetistas. A defesa de cada um está a cargo dos respectivos advogados nos autos dos processos”.

A Linha 4-Amarela terá 12,8 km de extensão e vai ligar o bairro da Luz (região central) à Vila Sônia (Zona Sul). As obras têm custo estimado em R$ 3,8 bilhões.

Original em: http://g1.globo.com

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Instituto de Criminalística de SP investe em forense

Aquisição de 32 kits aumentará capacidade de análise na capital e levará tecnologia para interior e Grande SP

A polícia paulista está mais bem equipada para avaliar crimes eletrônicos. Nesta quarta-feira (09/02), peritos do Instituto de Criminalística da Superintendência da Polícia Técnico-Científica de São Paulo receberam 32 kits contendo hardware e software de computação forense.

Entre compra das ferramentas, treinamento e suporte para três anos, a corporação investirá R$ 3 milhões. O processo de aquisição ocorreu por meio de licitação, vencida pela TechBiz Forense Digital, que fornece para outras corporações, como o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Foram adquiridos os softwares EnCase (que pode conduzir, sozinho, investigações em discos locais ou via rede em máquinas ligadas), FTK (analisa registros, decodifica arquivos, recupera senhas de arquivos criptografados, entre outros) e o Gargoyle Investigator (faz busca em programas mal-intencionados e fornece pistas sobre as atividades, motivos e propósitos de softwares suspeitos. Abrevia o tempo da investigação e fornece laudos periciais criminalísticos detalhados) e o hardware FRED (plataforma modular para aquisição forense em alta velocidade de discos IDE, SATA e SCSI).

A grande expectativa com essa aquisição está relacionada ao seu uso em cidades do interior e Grande São Paulo. Como explica Sérgio Kobayashi, diretor de perícia de informática do instituto, peritos da capital já vinham usando o EnCase, em sua versão anterior, há mais ou menos quatro anos. As demais ferramentas eram substituídas por versões livres baixadas da web. Então, a computação forense não é uma novidade para eles.

“Com a aquisição, melhorará a qualidade da análise e reduzirá o tempo”, pontua Kobayashi. O diretor afirmou que, atualmente, apenas a capital tem entre 300 e 400 casos para avaliar por mês, correspondendo a 70% do total no Estado. Com as novas máquinas e a expansão para outras localidades, a tendência é que a demanda aumente. “As autoridades passarão a pedir. A filosofia da operação mudará. Policiais, promotores e outras autoridades não entendem muito de tecnologia e não sabem o que pedir, ao mostrarmos as possibilidades, acreditamos que as requisições mudarão.”

Até esta quarta-feira, os casos do interior e da região metropolitana de São Paulo não eram avaliados com essas ferramentas, até pelo número pequeno de licenças que os peritos da capital tinham (apenas quatro). Assim, Kobayashi acredita que até a divisão de 70% dos casos na capital e 30% no interior e Grande São Paulo pode ser alterada. Com a disponibilidade das ferramentas, os juristas podem passar a demandarem tais análises, trazendo à tona uma estatística, então, desconhecida.

Original em: http://www.itweb.com.br/

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Polícia busca em São Paulo ossadas de presos políticos

Começa escavação em ala clandestina localizada no cemitério Vila Formosa, situado na zona leste da capital paulista

Começou nesta segunda-feira o trabalho de escavação do ossário clandestino do Cemitério Vila Formosa, zona leste da capital paulista. Investigações preliminares mostraram que pode haver, no local, restos mortais de pelo menos dez presos políticos do período da ditadura.

O trabalho está sendo conduzido na presença de representantes do Ministério Público Federal de São Paulo, da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal e do Instituto Médico-Legal (IML) de São Paulo.

Segundo o procurador regional da República, Marlon Alberto Weichert, o trabalho deve estender-se até sexta-feira (3), com a escavação de duas áreas distintas: a primeira, embaixo de um canteiro onde havia um letreiro do cemitério e a segunda, em uma quadra onde há registros do sepultamento de Virgílio Gomes da Silva e Sérgio Corrêa.

“De acordo com relatos, esta primeira área pode ser uma vala clandestina onde foram depositados, nos anos 70, ossos retirados de valas aqui do cemitério e não há registros disso nos livros oficiais. É uma possibilidade, tendo em vista a data, e que coincide com a vala clandestina do Cemitério de Perus, já que o Cemitério Vila Formosa foi também um destinatário de corpos de desaparecidos políticos”.

Os trabalhos visam à confirmação dessa vala, a definição da data exata da existência do ossário, a verificação do estado das ossadas e como estão acondicionadas. No caso da segunda área, ainda é preciso terminar um levantamento que definirá a contagem das sepulturas e, possivelmente, terá que ser feita a exumação dos restos mortais. “É imprevisível quanto tempo demoraremos para fazer a identificação das ossadas porque dependemos de saber qual a condição desses ossos, se vai ser possível fazer a comparação e extrair DNA para confrontação”.

A localização das ossadas foi feita com equipamento de radar de solo, na primeira quinzena deste mês. Se confirmada a existência dos ossos, o material será encaminhado à Polícia Federal (PF) para que sejam feitos os exames de medição, para estabelecer o perfil da pessoa e de DNA, para identificá-la. Os trabalhos de identificação serão feitos no IML de São Paulo e, em seguida, o material será levado, para confronto de dados, ao Instituto Nacional de Criminalística da PF, em Brasília.

Segundo a procuradora regional da República de São Paulo, Eugênia Gonzaga, a busca no Cemitério Vila Formosa poderá ser mais fácil, já que, ali, há uma câmara subterrânea com paredes de concreto de aproximadamente 9 metros quadrados. Ela acredita que haja muitas ossadas no local e, mesmo que não seja possível identificar de quem são, o trabalho terá valido a pena. “Mesmo que seja impossível identificar uma única ossada, vai ser possível cobrar as autoridades responsáveis para que façam um memorial e que fique registrado que este é o local onde estão repousando essas pessoas”.

Para a viúva de Virgílio Gomes da Silva, Ilda Martins da Silva, ainda que os ossos não sejam identificados, é preciso fazer um monumento em homenagem a todos os que morreram no período da ditadura. “Todos eles merecem nossa homenagem porque lutaram. É o início de um conforto, mas nunca será. Conforto seria se ele estivesse vivo, mas saber que podemos ter um lugar onde pôr uma flor, queimar uma vela, vir fazer uma homenagem qualquer é uma esperança. São 41 anos de espera”.

A coordenadora-geral de Combate à Tortura da Secretaria de Direitos Humanos, Maria Auxiliadora Arantes, disse que as buscas no Cemitério Vila Formosa mostram a vontade de promover uma mudança e resgatar a verdade dos fatos ocorridos na ditadura. “Esse acontecimento aqui, hoje, abre o caminho para que ações como esta possam ocorrer em outros sítios onde se supõe que estejam enterrados nossos desaparecidos políticos”.

Original em: http://ultimosegundo.ig.com.br

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SP: peritos iniciam escavações em possível vala comum da ditadura

 

Trabalho de escavação vai se estender durante a semana e conta com a ajuda de funcionários da Prefeitura

Começou na manhã desta segunda-feira (29) a escavação no cemitério Vila Formosa, na zona leste de São Paulo, para a identificação de uma vala comum que pode ter sido usada como cemitério clandestino de desaparecidos políticos durante a ditadura militar. Os trabalhos de representantes do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) e da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) – ligada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, do Instituto Nacional de Criminalística do Departamento de Polícia Federal e do Instituto Médico Legal do Estado de São Paulo – devem prosseguir por toda a semana.

 

Uma análise realizada com base nos dados preliminares coletados com a ajuda de um radar de penetração no solo (GPR), desde o dia 8 de novembro, conseguiu identificar uma câmara subterrânea com paredes de concreto no local. Segundo os procuradores-gerais da República, Eugênia Gonzaga e Marlon Alberto Weichert, os primeiros trabalhos serão para confirmar a existência da vala e só depois, se for encontrada alguma ossada, será feita a exumação e tentativa de identificação dos restos mortais de pelo menos dez desaparecidos políticos.

“Por mais que seja difícil esse trabalho, já é um avanço. É possível pelo menos para que se faça o memorial e que seja registrado que este aqui é o local onde estão repousando essas pessoas”, disse a procuradora Eugênia Gonzaga.

Primeiro desaparecido político
Outra frente do trabalho se concentrará na busca do corpo de Virgílio Gomes da Silva, conhecido como Jonas. Ele era militante da Aliança Libertadora Nacional (ALN) e teria sido torturado e morto após participar da operação que sequestrou o embaixador americano Charles Burke Elbrick, em setembro de 1969. Não há registros oficiais sobre a morte de Virgílio, considerado o primeiro desaparecido político brasileiro.

Para a viúva do militante, Ilda Martins da Silva, 79 anos, que acompanhou o início dos trabalhos dos peritos na manhã desta segunda-feira (29), a construção de um memorial já seria um sinal de reconhecimento oficial. “Mesmo que a gente não localize os ossos, nossa expectativa é que seja construído o memorial. Será importante para todas as famílias dos desaparecidos políticos”, disse Ilda. “Consolo a gente nunca vai ter. O que a gente quer é um lugar para levar uma flor, para fazer uma homenagem”.

O trabalho de escavação deve se estender até a próxima sexta-feira (3) e conta com a ajuda de funcionários da prefeitura. Nesta segunda-feira, as escavações devem seguir até às 17h. Na terça-feira (30), as atividades serão retomadas por volta das 9h no mesmo local.

Histórico
Segundo a Procuradoria Geral da República, mais de 450 pessoas foram mortas ou desapareceram durante o período do último regime militar no Brasil (1964-1985). Até a construção do Cemitério de Perus, os cadáveres dos militantes políticos eram enterrados em outros cemitérios públicos, sendo o mais conhecido o da Vila Formosa, na zona leste da capital paulista.

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Municipal de São Paulo, instituída após a abertura da vala do Cemitério de Perus, em 1990, apurou que o Cemitério da Vila Formosa também passou por um processo de descaracterização, em 1975, na mesma época em que foram concluídas as ações de ocultação de cadáveres em Perus (exumações em massa e transferência para vala comum). Tais alterações foram realizadas sem projeto formal de reforma, registro ou cautela em preservar a possibilidade de futura localização de sepulturas.

Original em: http://noticias.terra.com.br

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Deputado federal mais votado, Tiririca vira réu em ação da Justiça Eleitoral

Ação do Ministério Público questiona a escolaridade do novo deputado

Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca (PR), eleito o deputado federal mais votado por São Paulo, com mais de 1,3 milhão de votos, virou réu em ação da Justiça Eleitoral. A denúncia do Ministério Público baseia-se em prova técnica do Instituto de Criminalística sobre a alfabetização do candidato.

Para o juiz, há diferença entre as grafias de Tiririca no pedido de registro em que afirma saber ler e escrever. O deputado tem dez dias para recorrer.

Se for comprovado que Tiririca é analfabeto, ele pode não assumir o cargo, com base no artigo 14, parágrafo 4º da Constituição Federal.

Em 29 de setembro, o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, recusou denúncia do Ministério Público pedindo que o tribunal apurasse se Tiririca sabe ler e escrever, como pede a lei. Para o juiz, o TRE-SP já decidiu, durante o processo de registro de candidatura, que não há motivo para Tiririca não ser candidato, “inclusive no que se refere à instrução mínima, ou seja, ao não analfabetismo”.

Reportagem publicada em uma revista semanal revela indícios de que Tiririca não sabe ler nem escrever. Segundo a reportagem, a caligrafia do candidato nos autógrafos distribuídos aos eleitores é diferente da apresentada na declaração entregue ao TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) em que atesta que não é analfabeto.

Original em: http://noticias.r7.com

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